sexta-feira, 22 de outubro de 2010

LULA - Grandes investimentos e projetos são retomados com a volta da confiança

Presidente Lula visita o dique seco do Pólo Naval de Rio Grande (RS). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Com pouco mais de dois meses de mandato pela frente, o presidente Lula está feliz por ver muitos de seus sonhos sendo concretizados. Em evento realizado em Rio Grande (RS) para inauguração do Pólo Naval da cidade, o presidente lembrou que poucos acreditavam ser possível fazer grandes investimentos no Brasil, como produzir navios e plataformas em estaleiros nacionais. O certo, lembrou, era importar tudo, numa demonstração de descrença na capacidade dos engenheiros brasileiros. Mas isso é passado: agora, a confiança foi retomada. Os investimentos voltaram, e com eles, as grandes obras.

Aqui tem grandes empresários, e eles sabem do que eu estou falando. Muitos empresários brasileiros estavam percorrendo o mundo para fazer obra lá fora, porque não tinha mais obras dentro do Brasil. Engenheiros se formavam e iam trabalhar de analistas financeiros porque não tinha mais emprego na engenharia brasileira.

Lula lembrou aos presentes que a falta de investimentos fez o Brasil perder muitos escritórios de engenharia, da década de 1980 para cá – de 50 mil para cerca de 8 mil escritórios. As grandes indústrias como a naval e ferroviária foram sucateadas e abandonadas. O País, que chegou a ter 50 mil trabalhadores na indústria naval na década de 1970, tinha apenas 1.900 trabalhadores quando o presidente chegou ao Palácio do Planalto em 2003. “Quem dirigia este País tinha tomado a decisão de que nós não tínhamos competência para fazer o que estamos fazendo agora”, afirmou.

O presidente aproveitou a oportunidade para comemorar os dados divulgados nesta quinta-feira (21/10) pelo IBGE sobre o desemprego no País em setembro, que se revelou o mais baixo da história, e a renda do trabalhador, que voltou a subir. “Este ano, só por conta do 13o salário, R$ 102 bilhoes serão injetados na economia brasileira”, frisou Lula.

É esse o País que vamos deixar depois de oito anos de mandato. Daqui para frente, vocês não podem mais andar de cabeça baixa. Trabalhador não foi feito para bater palma pra político, trabalhador pode ser um político, pode ser o presidente da República.

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