Os resultados de Dilma equivalem aos obtidos por Lula em 2006, com pequena diferenÇA. Já os resultados de José Serra mostram uma queda de 9 pontos em relação aos que Alckmin obtivera em 2006. Marina Silva recuperou esses votos, acrescentados aos que tinham votado Heloisa Helena e Cristovam Buarque em 2006 (9,4%).
Em linhas gerais pode-se concluir que a candidatura Marina Silva acabou capitalizando o declínio da oposição, acrescentando assim o dobro dos votos para sua candidatura “alternativa”.
Inicialmente esse movimento de queda de Serra tinha afluído para a candidatura da Dilma, como indicavam as pesquisas. Segundo Estadão, porem, na reta final uma parte do voto “evangélico” migrou para Marina incitada pela campanha de boatos espalhadas na campanha. Uma parte das igrejas militou ativamente contra Dilma. Maria Inês Nassif, no Valor, mostra como a Regional Sul 1 da CNBB trabalhou contra voto ao PT. Indiscutivelmente, o caso Erenice Guerra também contribuiu para esse fenômeno.
Infográfico O Globo
As linhas mestras da eleição permanecem inalteradas nas perspectivas para o segundo turno. As relações de força continuam massivamente favoráveis ao campo lulista. Serra obteve sua ida ao segundo turno, mas sua votação registrou uma queda substancial em relação a situação em 2006.
De 17 Estados onde a disputa já está definida, com eleições liquidadas no primeiro turno, dez são aliados de Dilma Rousseff (PT) e sete apoiam José Serra (PSDB).
As mudanças mais significativas foram no Rio Grande do Sul, onde o PT tira o PSDB do governo e chega ao poder com Tarso Genro. No Paraná, é o tucano Beto Richa que derrotou Osmar Dias (PDT), conquistando o governo de um aliado, Roberto Requião. São, respectivamente, o quinto e o sexto maiores colégios eleitorais.
A distribuição de forças entre situação e oposição no comando dos Estados sofreu poucas alterações em relação ao cenário das eleições de 2006. Mas a vitória nos Estados que ficaram nas mãos da oposição foi em número de votos, menor para a candidatura Serra, quando comparados com os votos que Alckmin obteve em 2006. Isto é particularmente marcante no Estado SP, onde a vitória de Serra sobre Dilma foi de 40,6% a 37,3%. Em 2006, Alckmin obteve 54,1% e Lula 36,7. Serra perdeu quase 14% dos votos tucanos de 2006 e isso após ter governado o Estado. O grande resultado de Marina, 20,7% em SP se explica centralmente assim.
O mesmo fenômeno aconteceu na cidade de São Paulo. Serra obteve 40% e Dilma 38%. Em 2006, Alckmin teve 53,9% e Lula 35,7%. Em 2006, Heloisa Helena teve 8,4% e agora Marina arrancou 20% na capital paulista.
Oito Estados e Distrito Federal terão 2º turno no próximo dia 31
AP: Barreto (PTB) e Capiberibe (PSB)
AL: Teotônio Vilela (PSDB e Ronaldo Lessa (PDT)
DF: Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC)
GO: Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB)
PA: Jatene (PSDB) e Ana Júlia (PT)
PB: Coutinho (PSB) e Maranhão (PMDB)
PI: Wilson Martins (PSB) e Sílvio Mendes (PSDB)
RO: Confucio Moura (PMDB) e João Cahulla (PPS)
RR: Anchieta Júnior (PSDB) e Neudo Campos (PP)
No Senado e na Câmara dos Deputados a atual base do governo ampliou sua maioria. O PT emerge como a primeira bancada na Câmara, com aproximadamente 88 cadeiras e é o partido que mais cresce no Senado, elegendo 11 senadores e contando a partir de 2011 com 15 cadeiras.
Figuras emblemáticas da oposição não foram reeleitas: Arthur Virgílio, Mão Santa, Tasso Jereissati, Marcos Maciel, Efraim Morais e Heraclito Fortes. Cesar Maia não conseguiu se eleger. Em contrapartida, Aloysio Nunes obteve um resultado recorde de votação.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário