Segundo Datafolha,
Tatiana Farah – O Globo
SÃO PAULO. Em cinco dias, aumentou o número de indecisos para a eleição do próximo domingo, segundo a última pesquisa Datafolha divulgada anteontem.
Na quinta-feira passada, 6% dos eleitores não sabiam em quem votar, e hoje esse índice subiu para 8%. Os que devem anular ou votar em branco oscilaram de 4% para 5%. Os indecisos são 10% do eleitorado feminino e 5% do masculino. Entre evangélicos pentecostais, o número de indecisos cresceu de 5% para 11% em relação à semana passada.
— Os indecisos são os eleitores jovens, que estão entrando no mercado de trabalho ou nas universidades, moradores das grandes cidades, pessoas com renda entre dois e cinco salários mínimos e, principalmente, as mulheres — explica o diretor do Datafolha, Mauro Paulino.
Para Paulino, a alternativa de Serra é tentar avançar sobre o eleitorado de Dilma.
— O eleitor de Dilma está mais seguro, acima dos 90%. O Serra, para virar o jogo, teria de conquistar eleitores totalmente decididos por ela— diz Paulino, que vê dificuldades para os tucanos:— Mantidas as condições de hoje, a tendência é que a distância (entre os candidatos) se mantenha e se alargue.
Serra também teria de convencer os eleitores que classificam como “ótimo” o governo do presidente Lula, o que corresponde a 37% do eleitorado, diz Paulino. Segundo ele, ao criticar Lula, Serra quis brigar pelos 46% dos eleitores que consideram o governo apenas “bom”.
Paulino avalia que os escândalos mencionados pelos candidatos nos programa eleitorais e nos debates “acabaram anulando uns aos outros”.
— Nestes últimos dias de campanha, o eleitor já dá sinais de cansaço — disse Paulino. — Alguma agressividade precisa ter para mobilizar os eleitores, mas a troca de acusações cansa.
Serra também precisa tirar eleitores de Dilma Para o pesquisador do Iuperj Marcus Figuerredo, mesmo que conquistasse todo os indecisos, a situação de Serra ainda seria difícil. Segundo Figueiredo, Dilma precisaria perder cerca de um milhão de votos potenciais até domingo: — Ainda que todos os indecisos migrassem para Serra, ele teria de conquistar os eleitores de Dilma para cobrir a diferença, que é de 12 pontos (49% para Dilma e 38% para o tucano).
Segundo o Datafolha, no Sudeste, região mais disputada pelos candidatos no segundo turno, a situação de Dilma e Serra (PSDB) se inverteu. Dilma venceria hoje na região com 44% e Serra teria 40%. Na primeira pesquisa do instituto no segundo turno, em 8 de outubro, Dilma tinha 41% e Serra liderava com 44%. O Sudeste concentra os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas e Rio).
No Sul, o tucano mantém a liderança com 48%, contra 41% de Dilma. No Norte e Centro-Oeste, Dilma está à frente com 47%, contra 43%. No Nordeste, Dilma mantém sua maior diferença em relação a Serra e derrotaria o tucano por 64% a 27%
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