10/2010 - 09:18h
Cristian Klein, Caio Junqueira e Raquel Ulhôa
VALOR
De São Paulo e Brasília
Os quatro principais institutos de pesquisa do país convergem para a tendência de definição da eleição presidencial em primeiro turno. No cenário mais apertado, do último Datafolha, Dilma Rousseff (PT) tem 52% dos votos válidos, o que a colocaria quatro pontos percentuais além da soma de seus adversários. José Serra (PSDB) tem 31%, Marina Silva (PV), 15% e os demais, 2%.
A decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF) de flexibilizar a obrigatoriedade de dois documentos para a votação tende a beneficiar a candidata petista, cuja base eleitoral seria mais afetada pela exigência. O debate de ontem na TV Globo marcou a última grande chance de Serra e Marina tentarem levar a disputa para o segundo turno.
Seja qual for o resultado da eleição presidencial, a configuração do Congresso Nacional a ser definida no domingo é amplamente favorável aos partidos que hoje estão na base governista. No Senado, os partidos aliados a Dilma Rousseff chegam à reta final com a perspectiva de eleger uma bancada de 60 parlamentares, o que lhes daria maioria folgada para reformas constitucionais. Hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com 48 cadeiras, uma a menos que o necessário.
Na Câmara dos Deputados, os partidos que hoje compõem a base governista podem passar das atuais 353 para 401 cadeiras, numa média das projeções de diferentes consultorias.
Para a próxima legislatura, pelo menos 13 projetos, em sua maioria já encaminhados pelo Executivo, devem entrar na ordem de prioridades do próximo presidente. Desses, apenas dois, as reformas tributária e política, requerem quórum de três quintos do Congresso. Os demais exigem maioria simples. São eles: cadastro positivo, código florestal, marco legal das agências reguladoras, marco regulatório de fertilizantes, marco regulatório do mercado de TV por assinatura, código de mineração e política de reajuste do salário mínimo.
Na disputa pelos governos estaduais, na reta final da campanha as pesquisas indicam que os partidos governistas lideram em 14 Estados, além do Distrito Federal: Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio, Rio Grande do Sul e Sergipe. Em outros nove – Goiás, Minas, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins – a dianteira é da oposição. No Paraná, Alagoas e Rondônia prevalece o empate. Em 12 Estados, além do DF, a eleição pode ser encerrada no primeiro turno e em outros quatro, no dia 31 de outubro. A situação permanece indefinida em dez Estados.
Vão às urnas neste domingo 135.804.433 eleitores, o equivalente a 70% da população. Pela primeira vez, eleitores cadastrados, que somam mais de 80 mil, poderão votar em trânsito. As urnas biométricas, que permitem o reconhecimento digital do eleitor, serão testadas em 60 cidades. Disputam vaga 21.813 candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual
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