sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Buñuel desenha ciúme delirante no paranoico "O Alucinado"



INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Um dia de paranoia. Primeiro passa "O Alucinado" , um precioso Buñuel mexicano sobre o homem que sente pela mulher ciúmes pelo menos delirantes. Não à toa, um fã de carteirinha deste filme de 1953 era Jacques Lacan, o psicanalista francês, cuja tese de doutorado versa, justamente, sobre paranoia.
Na verdade, o caso de Lacan diz respeito a algo mais parecido com o descrito em "Um Tiro para Andy Warhol" (TC Cult, 23h55, 18 anos), de Mary Harron.
O filme começa, também, com uma "história real", a de uma mulher que, tendo escrito um roteiro de cinema para o artista e celebridade produzir e sendo ignorada por ele, decide que o melhor é resolver o caso a bala

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