quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Esforço didático banaliza "Pra Frente Brasil", de Roberto Farias



Esforço didático banaliza "Pra Frente Brasil", de Roberto Farias
INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Em "Pra Frente Brasil" estamos em 1970, tempo de Copa, guerrilha.
No filme de Roberto Farias, um homem inocente é preso e torturado pelas chamadas "forças da repressão".
A tirar a força do filme, existem vários fatores. A atuação de Natalia do Vale é só um deles. O esforço didático ajuda tudo a se banalizar do ponto de vista estético.
Mas o pior de tudo é a inocência do herói. Não que isso seja consciente. A vítima inocente transmite a impressão de que, se fosse "culpado", ou seja, guerrilheiro, estaria bem torturado. Não é, por certo, a intenção do filme.
Mas, num Brasil que está longe de resolver o problema da censura, isso pesa mais do que chumbo.

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