As décadas de 50 e 60 na história brasileira são marcadas por um sentimento de urgência, uma agitação intensa que pressentia os rumos turbulentos e mesmo obscuros pelos quais o país passaria. A sociologia de Guerreiro Ramos é uma legítima representante desses tempos. Seus livros contemporâneos ao golpe militar de 1964 estão dominados pela ênfase na conscientização de que o Brasil estava atravessando um período em que era necessário tomar o futuro do país em mãos, isto é, fazer a revolução, ou, pelo menos, preparar-se para ela. Guerreiro Ramos, porém, já naquela época alertado acerca das atrocidades cometidas por regimes comunistas mundiais, procurava afastar sua idéia de revolução das teses marxistas: tratava-se, para ele, de uma revolução política, científica e, principalmente, intelectual, de um despertar nacionalista das consciências. Ainda que os tempos sejam outros, sua sociologia engajada, sobretudo a que discute o papel do negro na sociedade, permanece bastante atual. De fato, suas afirmações sobre as minorias étnicas podem ser consideradas como pioneiras no Brasil. obras
O Drama de Ser Dois (1937)
Sociologia Industrial (1951)
Cartilha Brasileira do Aprendiz de Sociologia (1955)
Condições Sociais do Poder Nacional (1957)
O Problema Nacional do Brasil (1960)
A Crise do Poder no Brasil (1961)
Mito e Realidade na Revolução Brasileira (1963)
A Redução Sociológica (1964)
Administração e Estratégia de Desenvolvimento (1966)
A Nova Ciência das Organizações (1981)
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