segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

mídia quer dinheiro e poder,mas não previne - TRAGÉDIAS DE VERÃO - O TERMÔMETRO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA - Carta Maior -

Na Austrália, cidades importantes estão submersas; populações foram alertadas com dias de antecedências; regiões inteiras foram evacuadas. O número de vítimas é residual. No Brasil, uma tromba d’agua (imprevisível?) matou 270 pessoas na região serrana do Rio em praticamente 24 horas. Em SP, um temporal de 54 mm dissolveu a gestão tucana na enxurrada . Em todo o país, o mapeamento das áreas de risco está desatualizado e ações preventivas são pontuais. Sem planejamento, a administração pública bóia na enxurrada como saco de lixo à deriva. As populações, porém, se afogam. Em SP, Serra investiu no ala(r)gamento da Marginal; não deu prioridade à limpeza do rio. A Marginal alargada alagou. Desde 1998, foram construídos 43 dos 134 piscinões previstos para a Grande São Paulo. Das 22 ações antienchentes incluídas no orçamento de 2010, 14 receberam recursos abaixo do estipulado; entre elas, cinco registraram investimento zero. O orçamento de publicidade da prefeitura demotucana quase dobrou em relação a 2009. Foi cumprido integralmente. Um homem morreu afogado em plena avenida Nove de Julho, no centro da capital, na chuva da 2º feira. O PSDB governa o estado mais rico da federação há 16 verões.

A jornalista Gabriela Borges morou na Austrália por nove meses e pode notar que os australianos são muito mais preocupados com a previsão do tempo do que os brasileiros. “Lá eles fazem os avisos na imprensa. Na TV tinha previsão do mundo inteiro. Bem diferente do que acontece no Brasil”, disse.

Morando agora na Argentina, Gabriela afirma que a cultura dos argentinos sobre este assunto é parecida com a dos brasileiros. “Na Argentina, assim como no Brasil, eu nunca vi um alerta. Aqui de diferente falam apenas se há possibilidade de neve”, disse

Nenhum comentário:

Postar um comentário