segunda-feira, 7 de setembro de 2020

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 Quanto custará ao jornalismo aceitar o dinheiro de Google e Facebook?, por Rogério Christofoletti

Há, pelo menos, duas razões para que o jornalismo olhe com desconfiança para Google e Facebook: eles contribuíram para tornar mais aguda a sua crise financeira, e eles ajudam a disseminar notícias falsas e discursos de ódio.

Por Jornal GGN -17/08/2020

Fausto firma seu pacto com Mefistófeles, no traço de Julius Nisle (1812-1850). Wikimedia Commons.
do objETHOS
Quanto custará ao jornalismo aceitar o dinheiro de Google e Facebook?
por Rogério Christofoletti
Têm sido cada vez mais frequentes as ações de big techs para “salvar o jornalismo”. São programas de treinamento e capacitação, impulsos para a inovação, desenvolvimento de soluções tecnológicas e até incentivo a pequenos e grandes negócios. Entre as corporações preocupadas com o jornalismo, destacam-se Google e Facebook que têm feito grande alarde de seus gestos em toda a parte. Em um cenário de crise catastrófica no setor, esses movimentos deveriam ser comemorados, mas não podemos nos enganar: há um preço a pagar pela ajuda dos maiores conglomerados do planeta. Resta saber se jornalistas e organizações de mídia estão dispostos a arcar com as consequências de receber recursos daqueles que não são propriamente seus aliados.

Há, pelo menos, duas razões para que o jornalismo olhe com desconfiança para Google e Facebook: eles contribuíram para tornar mais aguda a sua crise financeira, e eles ajudam a disseminar notícias falsas e discursos de ódio. Em menos de duas décadas, as duas big techs sugaram imensos oceanos de verbas publicitárias que antes irrigavam os negócios jornalísticos. Hoje, estima-se que, juntas, elas abocanhem dois terços de tudo o que se gasta com publicidade na internet mundial. Dinheiro é um recurso escasso e inelástico. Quer dizer: para ir a um lugar, ele tem que sair de outro. Neste sentido, é claro que Google e Facebook drenaram grande volume daquilo que era a principal forma de sustentar jornais, revistas, sites e emissoras de rádio e televisão mundo afora. Não é, portanto, exagerado dizer que Google e Facebook colaboraram com a crise, ajudando a quebrar muitos negócios no setor. Alguém poderá dizer que os serviços de anúncios que eles criaram vêm viabilizando também parte do mercado, mas não vamos tapar o sol com a peneira: depois de Google e Facebook, o mercado jornalístico encolheu em tamanho e pluralidade, seus ganhos reduziram e as “oportunidades” criadas não reverteram a crise.

Para além disso, é cada vez mais claro que as big techs são os motores mais potentes para difusão de notícias falsas, discursos de ódio e teorias conspiratórias. É nesses ambientes que a ultra-polarização das sociedades é intensificada e um rizomático ecossistema de desinformação floresceu e se estabeleceu. Alguém poderá dizer que Google e Facebook oferecem apenas as plataformas onde isso acontece e que a responsabilidade é das pessoas e grupos que se dedicam a isso. De novo: não podemos fechar os olhos para a realidade. Google e Facebook não fornecem só os ambientes onde mentira e intolerância se espalham, mas também definem os termos de uso e têm total controle sobre os algoritmos que regem a distribuição dos conteúdos. Isto é, poderiam coibir o ódio com mais firmeza e ajudar a frear a desinformação, mas fazem muito menos do que está ao seu alcance por uma razão simples: isso afetaria o coração de seus negócios. Google e Facebook vivem à base do uso de suas plataformas e da disseminação de conteúdos viralizantes, independente se são verdadeiros ou não, se são socialmente inflamatórios ou não.

Porque ajudam a quebrar empresas jornalísticas e porque contribuem para espalhar desinformação, Facebook e Google não são amigas do jornalismo, nem estão genuinamente preocupadas com ele. Mas por que eles vêm lhe estendendo a mão?

Leia também: Responsabilizar, ou não responsabilizar: a condição de chefes de Estado no direito internacional penal, por Hannah De Gregorio Leão
O investimento

Vamos pegar o exemplo brasileiro. O país é o principal mercado consumidor de notícias e entretenimento da América Latina, certamente uma das mais atraentes vitrines para qualquer fornecedor de produtos ou serviços. Aqui também o jornalismo enfrenta severas dificuldades para manter empregos e empresas, mas quantas fundações locais ou poderosos fundos de investimento incentivam o negócio de notícias no país? Talvez não caibam nos dedos de uma mão… Quantos super-ricos tentam “salvar o jornalismo” local? Embora o país tenha dois nomes de peso entre os 100 maiores bilionários do planeta, não se ouve falar de boas ações de Joseph Safra (56º na lista da Forbes) e Jorge Paulo Lemann (86º), que juntos acumulam mais de 40 bilhões de dólares. O jornalismo nacional deveria esperar essa ajuda? Melhor não…

Google e Facebook criaram programas de auxílio ao jornalismo porque esses gastos cabem em suas planilhas, não custam tanto e causam ótima impressão social.

A Google News Iniciative alardeia que quer construir “um futuro mais forte para o jornalismo”. Para isso, atua em três planos: cria produtos “para atender às necessidades das organizações de notícias e expandir seus negócios digitais”; firma parcerias “para resolver os desafios mais importantes da indústria jornalística”; e desenvolve e apoia “programas para impulsionar a inovação” no setor. É uma estratégia abrangente, robusta e muito atenta às demandas de profissionais e empresas. Ao mesmo tempo em que oferecem cursos de capacitação e ações de educação para a mídia, promovem gincanas de inovação, apoiam meios como Azmina, Jota, Estadão e O Globo, e criam projetos como a Rede Digital Premium de Jornais e o Impacto.Jor. As soluções apresentadas

 

pelo gigante do Vale do Silício passam todos por seus canais, como o YouTube, GooglePlay e Google News. Fora do Brasil, a iniciativa do Google alcança associações empresariais como a Global Editors Network, Online News Association e Associação Mundial de Jornais, passa por centros formativos e escolas de jornalismo, como o Poynter, e alcança empreendimentos de qualificação profissional, como o Trust Project (Projeto Credibilidade, no Brasil).

Facebook tem sido menos agressivo nesse mercado, mas está por trás de iniciativas como o recém-lançado curso da Abraji “Reconstrução do Jornalismo Local”, o Atlas da Notícia, o robô Fátima (de Aos Fatos) e o projeto Vaza Falsiane, ambos dedicados a combater notícias falsas. Aliás, o projeto Comprova, consórcio nacional de veículos para checagem de fatos, tem apoio de Facebook e Google. Você leu certo: Facebook e Google ajudando a combater o ambiente de desinformação que tanto alimentam e fazem crescer…

É importante dizer que tem muita gente séria, competente e comprometida com o jornalismo concorrendo nessas frentes e este texto não é um julgamento ético de suas iniciativas. Sem linhas estatais de financiamento e sem fontes privadas locais de auxílio, jornalistas e organizações de mídia brilham os olhos quando Google e Facebook anunciam disposição para ajudar. A situação é tão dramática que não precisa muito: basta que as big techs criem programas como o Inovation Challenge e o Google News Lab, ou ainda os aceleradores de Vídeo Digital e de Notícias Locais, do Facebook. Profissionais, coletivos e até grupos de mídia bem estabelecidos disputam a cotoveladas as oportunidades oferecidas. A crise faz com que todos busquem o escasso dinheiro disponível.

Leia também: Bolsonaro e a modernização conservadora, por Jorge Alexandre Neves
Apoiar o jornalismo, mesmo que com recursos muitíssimo limitados, é um ótimo negócio para Google e Facebook. Primeiro porque adoça seus balanços sociais, pois investir em jornalismo é apoiar a democracia, fortalecer as instituições e defender a liberdade de expressão. Segundo porque aumenta o uso de seus produtos por profissionais e empresas, criando verdadeira dependência de pequenas redações às suítes de serviços Google/Facebook. Terceiro porque, ao estender a mão para empresários e jornalistas, ajuda a uniformizar o discurso social e atenuar eventuais pressões do público. Despejar alguns milhões de dólares em ações difusas e bem capilarizadas causa uma impressão de que as big techs estão mesmo ajudando o jornalismo, e que apenas boas intenções liberam os caixas dessas gigantes da internet. Sejamos francos: it’s just business, baby!

A fatura

Não podemos nos dar ao luxo de sermos ingênuos. Faz tempo que o slogan “don’t be evil” não faz mais sentido para o Google. Faz tempo que Facebook deixou de ser só uma rede social de amigos. Os maiores players da internet estão entre as marcas mais valiosas do capitalismo global, e seus movimentos interferem no desenvolvimento tecnológico mundial, moldam comportamentos sociais, definem prioridades econômicas e estremecem alguns pilares da democracia. Nunca houve empreendimentos privados dessa natureza e alcance, e não é exagero dizer que Google e Facebook projetem sombras sobre países inteiros com sua influência e poder. Eles são o mais próximo do que imaginou Dave Eggers em seu romance distópico, O Círculo, onde uma empresa de tecnologia cria tanta dependência humana que ensaia absorver em sua plataforma digital o próprio processo político. É de totalitarismo que estamos tratando; de totalitarismo privado no capitalismo de vigilância e de sedução pelo solucionismo tecnológico.

Então, o jornalismo não deve aceitar o dinheiro de Facebook e Google?

Se a questão fosse fácil assim, não teríamos um problema. Na verdade, estamos diante de um dilema ético que nos obriga a pensar qual o custo disso. Ao se vincular a Google e Facebook, jornalistas e organizações de mídia colocam em risco sua liberdade editorial? Projetos apoiados por eles terão autonomia para criticar e cobrir com rigor os movimentos desses gigantes? Iniciativas de checagem de fatos vão se sentir à vontade para apontar os dedos às plataformas que estimulam a mentira e a confusão? Poderão cobrar delas ações mais efetivas para estrangular um ecossistema de desinformação que corrói as democracias, esgarça o tecido social e deteriora o jornalismo? Há outros caminhos para salvar o jornalismo local, que não os sinalizados por Google e Facebook?

Ouso em dizer que a crise do jornalismo não passa necessariamente por eles, embora não possa também ignorá-los. Um dos grandes problemas do tecno-solucionismo é minar a nossa imaginação e nos fazer acreditar que todas as saídas são tecnológicas e precisam pagar pedágio no Vale do Silício. Não são. O mundo, seus problemas e diversidades são maiores que a Califórnia; a inteligência e engenho humanos não respeitam geografias, e a internet é muito mais do que os jardins murados que nos legaram.

Leia também: Alguém ainda se espanta com os números Datafolha de Bolsonaro?, por Wilson Ferreira
As soluções para a crise do jornalismo não precisam necessariamente passar por Facebook e Google, mas taxar conglomerados como esses ou obrigá-los a remunerar empresas e jornalistas pela reutilização dos conteúdos que produzem são saídas possíveis e viáveis. Legisladores também podem apresentar propostas de financiamento público do jornalismo, tendo em vista que o serviço que prestam pode ser enquadrado em finalidade social. Governantes podem ter políticas transparentes, técnicas e equilibradas de distribuição de verbas públicas ou mesmo de incentivo à mídia, entendendo que é um setor econômico que merece socorro, como foi feito com bancos e instituições financeiras. A sociedade pode se organizar para aderir a sistemas de sustentação compartilhada de pequenas e médias empresas de notícia, se considerar que vale a pena pagar essa conta.

Enfim, não é fácil abrir mão do pouco dinheiro disponível para salvar o jornalismo. Mas a fatura de cobrança virá, e ela pode significar perda de autonomia, independência, liberdade, senso crítico e credibilidade. O jornalismo já cometeu erro parecido recentemente, quando relegou às redes sociais e à plataformas uma etapa de seu processo produtivo: a distribuição das notícias e conteúdos. Deu de bandeja parte de seu trabalho e, com isso, se distanciou mais ainda do público. Não aceitar o dinheiro pode não ser a melhor saída, mas recebê-lo acriticamente pode representar a volta de um pacto parecido como que fez o Fausto, de Goethe. Quanto custará aceitar ao jornalismo aceitar o dinheiro de Facebook e Google? Está na hora de falarmos sobre isso.

Rogério Christofoletti – Professor de Jornalismo na UFSC e pesquisador do objetos

 

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'' No meu entendimento, a fotografia é um desenho. Um esboço feito por uma mão é intuitivo. E não pode ser corrigido. Se tiver que fazer isso, então só com a próxima foto. Mas a vida é muito fluindo, as vezes as imagens desaparecem, e você não pode evitá-la. Você não pode dizer a pessoa que você está fotografar: '' Por favor, repita esse sorriso, repita esse gesto ". Na vida tudo acontece apenas uma vez e para sempre, e cada vez algo novo ".

 

Foto: Henri Cartier-Bresson. Las Vegas, EUA. 1947

 

 

 

 

 

o poderoso deep state missílico domina o mundo e a tal justiça defende essa falsa democracia neondebilaróide ianque..

 

 

 

 

ou : o inferno dos pobres aquece e enche os cofres da ínfima elite escravocrata no paraíso (pós victor hugo)

 

 

 

 

 

 

oh,deus

me acuda

sacud a galera

 

 

 

o povo pede paz - a elegante oração de cartola

Cartola Sala de Recepção 1976

 

 

 

 

 

 

a luta continua, sem desânimo porque sabemos os caminhos pelos quais deveremos caminhar, como diria o poeta..

o sarec definiu bem,.na minha opinião, o nosso tempo a ser defendido com a arte poética – poetétrico ....

como diz o kambe essa imagem dele – “é o retrato do equívoco. Um verdadeiro representante de mais da metade de um povo desequilibrado e idiota, que esta arruinando um país inteiro. Enquanto isso vamos vivendo nesse circo de horror!”

 

 

 

 

o inferno dos pobres aquece e enche os cofres da ínfima elite escravocrata no paraíso (pós victor hugo)

 

 

 

 

os bosignaros maculam uma especialidade milenar - a filosofia - assim na maior cara de pau, pqp como diria o sócrartes, remexendo-se de indignação do seu túmulo eterno....!!!

 

 

 

minha indignação contra os bolsginaros que usam o grupo de filosofia pra dizer asneiras e provocar os incautos com perguntas sacanas falsamente filosóficas....

e quem perde é a maioria que entrou achando que haveria bom senso e filosofia - não esses absurdos e perguntas idiotas só pra enganar os cliquentos sem noção...

 

aliás, entramos nesse caos por causa disso - os caras falam absurdos e nós bobos retrucamos e eles elevam o número de clicados e mandam e desmandam na algoritmica internet., que passou a adorar então o regime de exceção e a idiotice institucionalizada bolsignara....

 

 

 

 

os números não mentem, só os energúmenos bolsignaros

 

 

 

 

MORTE OU INDEPENDÊNCIA?

a luta continua, sem desânimo porque sabemos os caminhos pelos quais deveremos caminhar, como diria o poeta..

o sarec definiu bem,.na minha opinião, o nosso tempo a ser defendido com a arte poética – poetétrico ....

e como diz o kambe essa imagem dele – “é o retrato do equívoco. Um verdadeiro representante de mais da metade de um povo desequilibrado e idiota, que esta arruinando um país inteiro. Enquanto isso vamos vivendo nesse circo de horror!”

 

 

 

 

 

 

7 de setembro- a midia é o retrato

da nossa dependência e colonialimo

 

historicamente essa grande mídia sempre fez conluio com a elite chamada escravocrata

- aquela minoria que manda e desmanda no país e faz acordos por cima desde a independencia até a república, estado novo e nova república,com tancredo,por exemplo.

 

e agora fez conluio com a mesma elite espoliadora junto com a tal justiça que a defende sempre, mais os interesses norte- americanos, para tirar todos os direitos da maioria e implantar o caos social.

 

 

 

 

 

nem todos,mas tem falso filósofo competindo com a pandemia pra ver quem mata primeiro

 

 

PAIXÕES TRISTES

Publicado originalmente pelo Unisinos:

 

De onde vem o ódio social? Por que cresce, quando explode e como pode ser detido? Não são perguntas novas, mas certamente aparecem como um sinal de época. Multiplicam-se em centenas de cenas que vão se repetindo ao redor do globo: da violência racial nos Estados Unidos às mobilizações na Hungria, deflagradas pelo próprio primeiro-ministro Viktor Orbán contra a “invasão muçulmana”.

 

Para o sociólogo François Dubet, ex-diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, o fenômeno não pode deixar de ser lido sem levar em conta a crise das instituições, mas também deve ser entendido relacionado ao crescimento da desigualdade. Estamos diante de “O tempo das paixões tristes”. É assim que chama os tempos atuais e este é o título de seu último livro, onde esmiúça um tema que conhece bem, em uma conjuntura que – embora ainda não estivesse atravessado pela pandemia – parece antecipá-la, com um diagnóstico bastante preocupante sobre os possíveis desdobramentos sociais que enfrentaremos.

 

A entrevista é de Carolina Keve, publicada por Clarín-Revista Ñ, 03-09-2020. A tradução é do Cepat.

 

Eis a entrevista.

 

Por que considerou que “as paixões tristes” era o conceito que melhor descrevia a realidade atual?

 

Nas sociedades industriais, as desigualdades sociais foram durante muito tempo desigualdades de classe, ou seja, desigualdades vividas como experiências coletivas, como um “nós” ou grupos sociais opostos e estruturados por associações, sindicatos e partidos que representam essas classes sociais: a esquerda contra a direita. As mudanças a partir da cultura de massas e a promoção do indivíduo nas sociedades europeias e na América do Norte, fragilizaram esse sistema.

 

Hoje, as desigualdades são experimentadas principalmente como experiências e provas individuais e, em grande medida, como formas de desprezo por parte das pessoas que passam a se sentir responsáveis pelo seu próprio destino. Inclusive são mais intoleráveis que as velhas desigualdades sociais porque os indivíduos as sentem “como”: como mulher, como pessoa não qualificada, como muito jovem, ou muito velho, ou muito diferente. Esta experiência não conduz a um conflito social, mas a ressentimentos e formas de ódio: ódio às elites, ódio aos mais pobres, ódio aos estrangeiros. Os eleitores de Bolsonaro, Salvini, Trump, os partidários do Brexit são motivados por essas tristes paixões…

 

Justamente, é interessante como se detém nas percepções ou sentidos que são construídos a partir do ódio, muitas vezes distantes daquelas demandas que suporiam uma reivindicação social.

 

Note, os indivíduos falam primeiro de sua experiência pessoal e singular, muito mais do que de uma condição coletiva. É por isso que a ira social, como a dos coletes amarelos na França, nunca conduz a demandas coletivas e programas políticos. Todos falam por si mesmos, mas todos estão unidos em sua ira contra o mundo, contra outros, contra aqueles que não são “o povo”.

 

Os partidos políticos e os sindicatos são mecanismos para esfriar e racionalizar essa ira social, transformando-a em um conflito social. Mas quando estes partidos e sindicatos se tornam muito frágeis ou, por sua vez, tornam-se membros da elite, os indivíduos já não estão sujeitos a um dever de racionalidade. E é justamente quando podemos ver como se vota no Brexit ou em Trump por razões completamente opostas. Defende-se o diesel e a ecologia, exige-se mais estado de bem-estar, mas menos impostos, somos contra a delinquência, mas também contra a polícia…

 

As redes sociais e as novas formas de comunicação potencializam estes discursos?

 

Obviamente, o reinado da Internet acelerou enormemente estes processos de individualização e paixões tristes. Todos têm acesso direto ao espaço público sem passar pelo controle dos meios de comunicação. Este é um progresso democrático inegável e muitos movimentos sociais, ambientalistas e feministas em particular, nasceram na web. Mas cada um testemunha por si mesmo e se torna um movimento social por si mesmo. Os ódios, os rumores e as fake news estão se espalhando como evidência, e os regimes autoritários, como os movimentos populistas, utilizam todas estas redes para somar apoio.

 

Tudo isto pode ser muito perigoso porque, por mais que não seja satisfatória, a democracia deve esfriar essas paixões, gerar acordos sobre algumas verdades, aceitar as minorias. Hoje, todas estas experiências de desigualdades e estas tristes paixões desaparecem na direção oposta. Como disse o comediante italiano Beppe Grillo, “não votamos com a cabeça, votamos com o estômago”.

 

A fragilidade das instituições certamente é um fator, mas basta para explicar esse sentimento social que descreve nossa época?

 

Acredito que na Europa e na América do Norte estamos experimentando uma mudança política. Até os anos 1980, o eleitorado de esquerda era formado por trabalhadores com pouca formação e pelas classes médias progressistas. Hoje, em todas as partes, os trabalhadores com pouca formação já não votam. Não votam na extrema direita, nem nos partidos populistas. Por sua parte, o voto progressista, liberal, ambientalista e de esquerda é o das classes médias urbanas altamente qualificadas em educação. Esta é uma mudança radical porque as classes trabalhadoras se sentem desprestigiadas pelos graduados, qualificados e cosmopolitas defendendo as minorias.

 

Então, a pergunta seria o que fazer diante disso…

 

Em minha opinião, aqui, o problema central é de natureza política. As desigualdades e a ira social não são nada novo e a característica dos movimentos sociais e a vida política é lhes dar uma forma organizada, institucionalizar os conflitos sociais. Quando as sociedades se transformam tão violentamente pelas mudanças no capitalismo e o planeta, a formação de novos marcos políticos nacionais e internacionais se torna uma urgência vital, caso não queiramos que as democracias desapareçam.

 

A respeito da situação atual, em uma entrevista recente, você enfatizou que “a lição que se deve aprender desta crise se refere às pequenas desigualdades sociais”. O que quer dizer?

 

As grandes desigualdades, as que são estabelecidas por esse 1% ou 0,1% de mais ricos contra o resto da população, devem ser condenadas energicamente. Mas para os indivíduos são as “pequenas” desigualdades que importam, as que causam sofrimento: a segurança, a saúde, a educação. E vimos isto de forma muito clara com a pandemia de Covid-19. O tamanho da moradia, a capacidade de ajudar as crianças com suas tarefas escolares, a possibilidade de teletrabalho e a obrigação de viajar se tornaram fatores decisivos, fundamentais, e não nos atentamos para como – por exemplo – as taxas de mortalidade variam muito segundo a cidade, a idade, a posição social.

 

As classes médias, por mais progressistas que sejam, rejeitam a diversidade social, preferem as desigualdades educacionais, e as classes populares catalisam seus sentimentos aos estrangeiros e imigrantes. Sem ir muito longe, para pensar exemplos concretos, a Catalunha e o norte da Itália já não querem pagar pelas regiões mais pobres. Em países centrais, as políticas liberais contra os pobres e a assistência social foram apoiadas pelos eleitorados populares: Trump e Bolsonaro foram eleitos por aqueles que tradicionalmente votaram na esquerda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

o maior equívoco dos sites progressistas é dar voz aos fascistas e à elite escravocrata

 

 

 

os bolsignaros criaram um verbo pra infernizar: odia r idi otizar, o cara clica o dia inteiro pra odiar e se idiotizar!

 

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só depois que foi afastado o falso jurista e governador do rio witzel admitiu que há estado de exceção

 

 

 

Plataformas são latifúndios que roubam dados. Reforma agrária na internet, já

parece-me o principal problema político (se não só brasileiro universal...essas plataformas aproveitaram-se do regime quase sem leis e sem regras do neonliberalismo privativista, o qual não só permitiu a financeirização absurda da economia (na mão dos banqueiros e rentistas),

como ajudou a essas plataformas a crescerem cada vez mais, influenciando na implantação de regimes de exceção,aqueles sem leis e sem regras,onde elas se dão melhor,onde foram criadas e se desenvolveram.(primaveras árabes e o escambau, brasil 2013, fake news, mamadeiras de piroca,golpes etc e tal entre bilhões de cliques).

 

elas coletam os dados das pessoas, que confessam tudo sobre si mesmas,um confessionário medieval pós moderno, sabem tudo sobre s=essas pessoas, vendem os dados para as empresas enviarem propaganda - adivinhem pra quem - justamente para nós que confessamos todos os nossos segredos e sentimentos a elas....

 

por que vc acha que a propaganda sabe o que vc sente, faz, onde vc. está em tal hora?, , .....,

 

vide escandalo da cambridge analitics, prisão de assange, perseguiçãoa snowden, glen, etc., invasão de dados da petrobrás, etc etcc.

 

(CONFESSO: ESSE POST, ESSA MENSAGEM, É ANTOLÓGICA, HISTÓRICA.GUARDEM-NA E VERÃO. e que deus a guarde)..

 

 

 

os canalhas criaram não só estado de exceção como o estado de corrupção consentida,com essa essa típica canalhice dos espoliadores -o ato de pedir desculpas porque são corruptos ou agiram ilegalmente ..

a tal n justiça que só atende aos interesses dessa elite corrupta, aceita isso na maior cara de pau....

 

 

 

 

Pasqualino Seven Beauties 1975 Lina Wertmuller - Subtitulada Español Latino

 

 

 

quem se habilita a fazer o teste voluntário?

O governo do Paraná submeterá o protocolo de validação da fase 3 de estudos clínicos da vacina russa Sputnik V no País à Anvisa...

 

 

 

 

Nau  dos Insensatos, retratada numa xilogravura alemã de 1549.e na pintura de Hieronymus Bosch (1450-1516)

 

A Nau dos Insensatos, retratada numa xilogravura alemã de 1549.e na pintura de Hieronymus Bosch (1450-1516)
(com pesquisa google)

esses passageiros perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo., como muitos fazem hoje em dia nessa pandemia?
e a chamada arca de salvação - igreja católica- dá lugar
a alguns evangerlhacos telepastores lavajatistas, bolsignaros e dizimáticos
Michel Foucault, que escreveu história da loucura, via na nau dos insensatos um símbolo da consciência viva do pecado e do mal na mentalidade medieval e nas paisagens imaginativas da Renascença (no sentido esboçado pelo Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdam e Narrenschiff d("Nau dos Insensatos"), sátira escrita em 1494 por Sebastian Brant (ou Brandt)
(com pesquisa google)

 

 

 

 

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a luz do céu não se apaga mesmo com os absurdos bolsignaros( pós Lenaus)

 

 

 a savana africana dos americanos brancos, por Fábio de Oliveira Ribeirobio de Oliveira Ribeiro

Eis aqui uma resposta provocativa ao artigo do NYT.

 

Assim que se autoperpetua, o poder está no princípio do fim. O que caracteriza a vida é a inevitabilidade de novos começos. Tudo que cresce, envelhece e se torna poderoso está prestes a morrer ou ser substituído por algo que ainda não nasceu.

 

O telégrafo morreu com o nascimento do telefone. Os telefones fixos quase foram substituídos pelos telefones celulares. Ao se fundir com a computação em rede, a telefonia móvel permitiu que o Facebook se tornasse um gigante. Mas o Facebook obtém lucro com o Fake News, criando bolhas anti-sociais de barbárie.

 

 

Nenhuma civilização humana foi capaz de resistir à barbárie. O declínio e queda do Facebook serão um produto da civilização que ele começou a destruir. Ninguém sabe exatamente o que vai nascer. Compare a China com os EUA: onde Zuckerberg não tem liberdade, o veneno que ele produz não pode se espalhar.

 

Os chineses não precisam fazer nada para vencer os norte-americanos. Eles podem apenas observar o que o Facebook é livre para fazer nos EUA. A história tem uma forma de agir irônica e distorcida. Olhe de novo: o que você vê (o poder do Facebook) é o oposto do que você poderia ter visto.

 

A violência que o Facebook espalha com lucro já transformou os EUA em um típico estado africano falido. Cegados, os norte-americanos brancos não conseguem ver isso. Povos com séculos de experiência em guerras tribais endêmicas estão rindo muito. Eles chamam os EUA de África Branca.

 

 

O mais engraçado de tudo isso: os jornalistas não conseguem ver o que está acontecendo. O NYT enquadra o mundo de acordo com um modelo que não existe mais. Fazer isso apenas aplifica o erro. Apesar das aparências, Zuckerberg é impotente. Ele destruiu as próprias bases que permitem que o poder exista.

 

 

a morte não é nada,o pior é a vida que levamos(agricultor cubano na era batista)

 

 

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yo soy cuba - um dos melhores filmes que já vi. tem um tb em russo mas com legendas em portugues,é só procurar no you tube, não tem como compartilhar,acho que é soviético,essas coisas.....

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A cena do funeral em ′′ Soy Cuba ′′ [Mikhail Kalatozov, 1964] poderia não ter sido uma referência, se o filme tivesse caído no esquecimento!

 

 

 

 

 

é sempre a lesma lerda

(se não me engano é do retamozzo)

 

 

 

discurso contra o nazismo pela humanidade/liberdade, no filme o grande ditador, de chaplin - antológico

 

Nós desenvolvemos a velocidade, mas sentimo-nos enclausurados. As máquinas que produzem abundância têm-nos deixado na penúria.

O aumento dos nossos conhecimentos tornou-nos cépticos; a nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

 

O avião e o rádio aproximaram-nos. A própria natureza destas invenções clama pela bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós. Mesmo agora a minha voz chega a milhões em todo o mundo, milhões de desesperados, homens, mulheres, crianças, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Para aqueles que me podem ouvir eu digo: “Não se desesperem”.

 

 

Desenvolvemos a velocidade, mas nos enclausuramos. As máquinas têm-nos deixado na penúria. (CHAPLIN, O GRANDE DITADOR)

 

 

 

 

Eterno retorno do tempo em que se a pegava no breu :

Escreveu não leu

pau comeu

 

 

 

 

“Segundo o depoimento, depois de um tempo convivendo com a família, ele passou a perceber o que chamou de atividade incomum, na qual pessoas que frequentavam os cultos eram atraídas para para se relacionar sexualmente com a pastora e deputada”

 

 

 

Flordelis atraía fiéis para fazer sexo em sua casa após os cultos, diz testemunha

“Segundo o depoimento, depois de um tempo convivendo com a família, ele passou a perceber o que chamou de atividade incomum, na qual pessoas que frequentavam os cultos eram atraídas para para se relacionar sexualmente com a pastora e deputada”

“Segundo o depoimento, depois de um tempo convivendo com a família, ele passou a perceber o que chamou de atividade incomum, na qual pessoas que frequentavam os cultos eram atraídas para para se relacionar sexualmente com a pastora e deputada”

 

 

Depoimento na delegacia :

O coito mais feliz era depois do culto

na casa da flordeliz

 

 

 

 

No ritmo da dança das horas

Isso são horas?

Que horas são?

De Amilcare Ponchielli, apresenta uma sátira ao balé clássico e representa as horas do dia por um grupo de animais, como avestruzes, hipopótamos, elefantes e...

Dança das Horas - Música Clássica para Crianças

De Amilcare Ponchielli, apresenta uma sátira ao balé clássico e representa as horas do dia por um grupo de animais, como avestruzes, hipopótamos, elefantes e...

De Amilcare Ponchielli, apresenta uma sátira ao balé clássico e representa as horas do dia por um grupo de animais, como avestruzes, hipopótamos, elefantes e...

 

 

 

 

 

  "SÓ LOUCOS FAZEM TEMPESTADE EM COPO ÁGUA LOUCOS FAZEM BALADAS PRA OUTROS LOUCOS

 SÓ LOUCOS ENLOUQUECEM LOUCAMENTE

SÓ LOUCOS MAS AOS POUCOS QUE NINGUÉM LOUCO DE FICAR LOUCO SEM LEVAR NADA EM TROCO

 SCLEY"

Luiz Antonio Solda

 

 

Manual dos longos noivados inúteis;

se não casa

logo vaza

 

 

Manual do contraste estético do capital e da poesia :

A mercadoria tá por fora,

A poesia é por dentro

 

 

entre a vida e a dignidade - o que vc escolheria?

um homem sobrevive aos regimes nazista e fascista,a um preço deprimente .

um filmaço - a estupidez humana na sua forma mais infame

 

 

 

 

Manual das desarmonias estéticas

Basta seu besta de bosta

pq insistes se és um embuste?

 

 

 

 

W. H. Auden – Funeral Blues

 

BLUES FÚNEBRE

 

Detenham-se os relógios, cale o telefone,

jogue-se um osso para o cão não ladrar mais,

façam silêncio os pianos e o tambor sancione

o féretro que sai com seu cortejo atrás.

 

Aviões acima, circulando em alvoroço,

escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.

Pombas de luto ostentem crepe no pescoço

e os guardas ponham luvas negras como breu.

 

Ele era norte, sul, leste, oeste meus e tanto

meus dias úteis quanto o meu fim-de-semana,

meu meio-dia, meia-noite, fala e canto.

Julguei o amor eterno: quem o faz se engana.

 

Apaguem as estrelas: já nenhuma presta.

Guardem a lua. Arriado, o sol não se levante.

Removam cada oceano e varram a floresta.

Pois tudo mais acabará mal de hoje em diante.

 

 

lacraia

mala

faia ou

malacraia?

 

 

 

 

quem dirá

a

deus?

 

 

 

 

si je suis ci - danço?

 

 

onde o senhor vai enfiar o

seu produto se ninguém

tem dinheiro pra comprar?

 

 

sei que a canção vem da tensão do ar

e se expande além da luz do mar

(da bela música e letra Expansiva

Cantiga,de ronald josé magalhães)

Ronald José Magalhães

EXPANSIVA CANTIGA

 

Sai do coração do amor

Sai do coração da dor

o poema, a canção de quem

ama além do amor

 

Vem de uma tensão no ar

Vem de uma paixão no chão

a rua, o nome, a beleza

que se expande além

da luz, da luz do mar...

 

Que tanto nos separa

como nos aproxima

extensão de nós que trocamos

abraços, versos e rimas,

abraços, versos e rimas!..

 

* Ronald José Magalhães (15 a 19/08/2020)

 

*DEDICADA À

amizade entre artistas brasileiros e africanos, nas pessoas de Jaqueline Conte e Morgado Mbalate;

Aos meus netos Alice e Lucas, hoje do outro lado do Oceano Atlântico;

à minha inspiradora musa Mônica Munhoz Pereira

 

 

 

 

 

 

os terraplanistas estão

redondamente enganados?

 

 

 

evangelhacos, juntem os cacos

nos seus respectivos opacos

 

 

baudelaire criou a poesia moderna -

O Vampiro é um dos poemas que retratam inclusive o momento presente

- “Ninguém te livrará afinal

De teu maldito cativeiro"....

· Tu que, como uma punhalada,

Entraste em meu coração triste;

Tu que, forte como manada

De demônios, louca surgiste,

 

Para no espírito humilhado

Encontrar o leito e o ascendente;

– Infame a que eu estou atado

Tal como o forçado à corrente,

 

Como ao baralho o jogador,

Como à garrafa o borrachão,

Como os vermes a podridão,

– Maldita sejas, como for!

 

Implorei ao punhal veloz

Que me concedesse a alforria,

Disse após ao veneno atroz

Que me amparasse a covardia.

 

Ah! pobre! o veneno e o punhal

Disseram-me de ar zombeteiro:

“Ninguém te livrará afinal

De teu maldito cativeiro.

 

Ah! imbecil – de teu retiro

Se te livrássemos um dia,

Teu beijo ressuscitaria

O cadáver de teu vampiro!

 

 

 

 

entrei em tantos grupos que minhas notificações viraram um inferno de tanta coisas para ler e responder...

 

 

Luiz Zizo Domakosky Pois é. Já tentei sair de alguns, mas eles não permitem.

dizem que o diabo é funcionário de deus - seria um funcionario de deus - essa é interessante...tem o dicionário do diabo, do ambrose bierce, o olho do diabo, filme do bergmAN, ONDE UM CARA GALANTEADOR FAZ DAS SUAS, .além da história do diabo, de muchembled e de outra do flusser, haja tempo, a arte tá cheia de lances e livros e filmes sobre isso..

Fernando Tainhanarede AlexandreOnline agora

Fernando Tainhanarede Alexandre Segundo a Tupa Guerra, meu melhor poema, que é demonióloga, o dibo faz frelas pra deus!

 

 

a arte não é sorte

- é o corte do excesso

na hora certa

 

 

Menino travesso Procurando sempre Palavras pelo avesso (Fernando Alexandre)

 

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é inútil para contrastar com a utilidade infame da sociedade - por isso a poesia seria então fundamental...(pós leminski)

a vida atual ta mais pra suicidiária ou mais pra suicidades?

 

 

 

Manual de perguntas irrespondíveis:

Se eu não posso dizer o que quero

dizer o que estou fazendo aqui?

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