Quanto custará ao jornalismo aceitar o dinheiro de Google e Facebook?,
por Rogério Christofoletti
Há, pelo menos, duas razões para que
o jornalismo olhe com desconfiança para Google e Facebook: eles contribuíram
para tornar mais aguda a sua crise financeira, e eles ajudam a disseminar
notícias falsas e discursos de ódio.
Por Jornal GGN -17/08/2020
Fausto firma seu pacto com
Mefistófeles, no traço de Julius Nisle (1812-1850). Wikimedia Commons.
do objETHOS
Quanto custará ao jornalismo aceitar o dinheiro de Google e Facebook?
por Rogério Christofoletti
Têm sido cada vez mais frequentes as ações de big techs para “salvar o
jornalismo”. São programas de treinamento e capacitação, impulsos para a
inovação, desenvolvimento de soluções tecnológicas e até incentivo a pequenos e
grandes negócios. Entre as corporações preocupadas com o jornalismo,
destacam-se Google e Facebook que têm feito grande alarde de seus gestos em
toda a parte. Em um cenário de crise catastrófica no setor, esses movimentos
deveriam ser comemorados, mas não podemos nos enganar: há um preço a pagar pela
ajuda dos maiores conglomerados do planeta. Resta saber se jornalistas e
organizações de mídia estão dispostos a arcar com as consequências de receber
recursos daqueles que não são propriamente seus aliados.
Há, pelo menos, duas razões para que
o jornalismo olhe com desconfiança para Google e Facebook: eles contribuíram
para tornar mais aguda a sua crise financeira, e eles ajudam a disseminar
notícias falsas e discursos de ódio. Em menos de duas décadas, as duas big
techs sugaram imensos oceanos de verbas publicitárias que antes irrigavam os
negócios jornalísticos. Hoje, estima-se que, juntas, elas abocanhem dois terços
de tudo o que se gasta com publicidade na internet mundial. Dinheiro é um
recurso escasso e inelástico. Quer dizer: para ir a um lugar, ele tem que sair
de outro. Neste sentido, é claro que Google e Facebook drenaram grande volume
daquilo que era a principal forma de sustentar jornais, revistas, sites e
emissoras de rádio e televisão mundo afora. Não é, portanto, exagerado dizer
que Google e Facebook colaboraram com a crise, ajudando a quebrar muitos
negócios no setor. Alguém poderá dizer que os serviços de anúncios que eles
criaram vêm viabilizando também parte do mercado, mas não vamos tapar o sol com
a peneira: depois de Google e Facebook, o mercado jornalístico encolheu em
tamanho e pluralidade, seus ganhos reduziram e as “oportunidades” criadas não
reverteram a crise.
Para além disso, é cada vez mais
claro que as big techs são os motores mais potentes para difusão de notícias
falsas, discursos de ódio e teorias conspiratórias. É nesses ambientes que a
ultra-polarização das sociedades é intensificada e um rizomático ecossistema de
desinformação floresceu e se estabeleceu. Alguém poderá dizer que Google e
Facebook oferecem apenas as plataformas onde isso acontece e que a
responsabilidade é das pessoas e grupos que se dedicam a isso. De novo: não
podemos fechar os olhos para a realidade. Google e Facebook não fornecem só os
ambientes onde mentira e intolerância se espalham, mas também definem os termos
de uso e têm total controle sobre os algoritmos que regem a distribuição dos
conteúdos. Isto é, poderiam coibir o ódio com mais firmeza e ajudar a frear a
desinformação, mas fazem muito menos do que está ao seu alcance por uma razão
simples: isso afetaria o coração de seus negócios. Google e Facebook vivem à
base do uso de suas plataformas e da disseminação de conteúdos viralizantes,
independente se são verdadeiros ou não, se são socialmente inflamatórios ou
não.
Porque ajudam a quebrar empresas
jornalísticas e porque contribuem para espalhar desinformação, Facebook e
Google não são amigas do jornalismo, nem estão genuinamente preocupadas com
ele. Mas por que eles vêm lhe estendendo a mão?
Leia também: Responsabilizar, ou não
responsabilizar: a condição de chefes de Estado no direito internacional penal,
por Hannah De Gregorio Leão
O investimento
Vamos pegar o exemplo brasileiro. O
país é o principal mercado consumidor de notícias e entretenimento da América
Latina, certamente uma das mais atraentes vitrines para qualquer fornecedor de
produtos ou serviços. Aqui também o jornalismo enfrenta severas dificuldades
para manter empregos e empresas, mas quantas fundações locais ou poderosos fundos
de investimento incentivam o negócio de notícias no país? Talvez não caibam nos
dedos de uma mão… Quantos super-ricos tentam “salvar o jornalismo” local?
Embora o país tenha dois nomes de peso entre os 100 maiores bilionários do
planeta, não se ouve falar de boas ações de Joseph Safra (56º na lista da
Forbes) e Jorge Paulo Lemann (86º), que juntos acumulam mais de 40 bilhões de
dólares. O jornalismo nacional deveria esperar essa ajuda? Melhor não…
Google e Facebook criaram programas
de auxílio ao jornalismo porque esses gastos cabem em suas planilhas, não
custam tanto e causam ótima impressão social.
A Google News Iniciative alardeia que
quer construir “um futuro mais forte para o jornalismo”. Para isso, atua em
três planos: cria produtos “para atender às necessidades das organizações de
notícias e expandir seus negócios digitais”; firma parcerias “para resolver os
desafios mais importantes da indústria jornalística”; e desenvolve e apoia
“programas para impulsionar a inovação” no setor. É uma estratégia abrangente,
robusta e muito atenta às demandas de profissionais e empresas. Ao mesmo tempo
em que oferecem cursos de capacitação e ações de educação para a mídia,
promovem gincanas de inovação, apoiam meios como Azmina, Jota, Estadão e O
Globo, e criam projetos como a Rede Digital Premium de Jornais e o Impacto.Jor.
As soluções apresentadas
pelo gigante do Vale do Silício
passam todos por seus canais, como o YouTube, GooglePlay e Google News. Fora do
Brasil, a iniciativa do Google alcança associações empresariais como a Global
Editors Network, Online News Association e Associação Mundial de Jornais, passa
por centros formativos e escolas de jornalismo, como o Poynter, e alcança
empreendimentos de qualificação profissional, como o Trust Project (Projeto Credibilidade,
no Brasil).
Facebook tem sido menos agressivo
nesse mercado, mas está por trás de iniciativas como o recém-lançado curso da
Abraji “Reconstrução do Jornalismo Local”, o Atlas da Notícia, o robô Fátima
(de Aos Fatos) e o projeto Vaza Falsiane, ambos dedicados a combater notícias
falsas. Aliás, o projeto Comprova, consórcio nacional de veículos para checagem
de fatos, tem apoio de Facebook e Google. Você leu certo: Facebook e Google
ajudando a combater o ambiente de desinformação que tanto alimentam e fazem
crescer…
É importante dizer que tem muita
gente séria, competente e comprometida com o jornalismo concorrendo nessas
frentes e este texto não é um julgamento ético de suas iniciativas. Sem linhas
estatais de financiamento e sem fontes privadas locais de auxílio, jornalistas
e organizações de mídia brilham os olhos quando Google e Facebook anunciam
disposição para ajudar. A situação é tão dramática que não precisa muito: basta
que as big techs criem programas como o Inovation Challenge e o Google News
Lab, ou ainda os aceleradores de Vídeo Digital e de Notícias Locais, do
Facebook. Profissionais, coletivos e até grupos de mídia bem estabelecidos
disputam a cotoveladas as oportunidades oferecidas. A crise faz com que todos
busquem o escasso dinheiro disponível.
Leia também: Bolsonaro e a
modernização conservadora, por Jorge Alexandre Neves
Apoiar o jornalismo, mesmo que com recursos muitíssimo limitados, é um ótimo
negócio para Google e Facebook. Primeiro porque adoça seus balanços sociais,
pois investir em jornalismo é apoiar a democracia, fortalecer as instituições e
defender a liberdade de expressão. Segundo porque aumenta o uso de seus
produtos por profissionais e empresas, criando verdadeira dependência de
pequenas redações às suítes de serviços Google/Facebook. Terceiro porque, ao
estender a mão para empresários e jornalistas, ajuda a uniformizar o discurso
social e atenuar eventuais pressões do público. Despejar alguns milhões de
dólares em ações difusas e bem capilarizadas causa uma impressão de que as big
techs estão mesmo ajudando o jornalismo, e que apenas boas intenções liberam os
caixas dessas gigantes da internet. Sejamos francos: it’s just business, baby!
A fatura
Não podemos nos dar ao luxo de sermos
ingênuos. Faz tempo que o slogan “don’t be evil” não faz mais sentido para o
Google. Faz tempo que Facebook deixou de ser só uma rede social de amigos. Os
maiores players da internet estão entre as marcas mais valiosas do capitalismo
global, e seus movimentos interferem no desenvolvimento tecnológico mundial,
moldam comportamentos sociais, definem prioridades econômicas e estremecem
alguns pilares da democracia. Nunca houve empreendimentos privados dessa
natureza e alcance, e não é exagero dizer que Google e Facebook projetem
sombras sobre países inteiros com sua influência e poder. Eles são o mais
próximo do que imaginou Dave Eggers em seu romance distópico, O Círculo, onde
uma empresa de tecnologia cria tanta dependência humana que ensaia absorver em
sua plataforma digital o próprio processo político. É de totalitarismo que
estamos tratando; de totalitarismo privado no capitalismo de vigilância e de
sedução pelo solucionismo tecnológico.
Então, o jornalismo não deve aceitar
o dinheiro de Facebook e Google?
Se a questão fosse fácil assim, não
teríamos um problema. Na verdade, estamos diante de um dilema ético que nos
obriga a pensar qual o custo disso. Ao se vincular a Google e Facebook,
jornalistas e organizações de mídia colocam em risco sua liberdade editorial?
Projetos apoiados por eles terão autonomia para criticar e cobrir com rigor os
movimentos desses gigantes? Iniciativas de checagem de fatos vão se sentir à
vontade para apontar os dedos às plataformas que estimulam a mentira e a
confusão? Poderão cobrar delas ações mais efetivas para estrangular um
ecossistema de desinformação que corrói as democracias, esgarça o tecido social
e deteriora o jornalismo? Há outros caminhos para salvar o jornalismo local,
que não os sinalizados por Google e Facebook?
Ouso em dizer que a crise do jornalismo
não passa necessariamente por eles, embora não possa também ignorá-los. Um dos
grandes problemas do tecno-solucionismo é minar a nossa imaginação e nos fazer
acreditar que todas as saídas são tecnológicas e precisam pagar pedágio no Vale
do Silício. Não são. O mundo, seus problemas e diversidades são maiores que a
Califórnia; a inteligência e engenho humanos não respeitam geografias, e a
internet é muito mais do que os jardins murados que nos legaram.
Leia também: Alguém ainda se espanta
com os números Datafolha de Bolsonaro?, por Wilson Ferreira
As soluções para a crise do jornalismo não precisam necessariamente passar por
Facebook e Google, mas taxar conglomerados como esses ou obrigá-los a remunerar
empresas e jornalistas pela reutilização dos conteúdos que produzem são saídas
possíveis e viáveis. Legisladores também podem apresentar propostas de
financiamento público do jornalismo, tendo em vista que o serviço que prestam
pode ser enquadrado em finalidade social. Governantes podem ter políticas transparentes,
técnicas e equilibradas de distribuição de verbas públicas ou mesmo de
incentivo à mídia, entendendo que é um setor econômico que merece socorro, como
foi feito com bancos e instituições financeiras. A sociedade pode se organizar
para aderir a sistemas de sustentação compartilhada de pequenas e médias
empresas de notícia, se considerar que vale a pena pagar essa conta.
Enfim, não é fácil abrir mão do pouco
dinheiro disponível para salvar o jornalismo. Mas a fatura de cobrança virá, e
ela pode significar perda de autonomia, independência, liberdade, senso crítico
e credibilidade. O jornalismo já cometeu erro parecido recentemente, quando
relegou às redes sociais e à plataformas uma etapa de seu processo produtivo: a
distribuição das notícias e conteúdos. Deu de bandeja parte de seu trabalho e,
com isso, se distanciou mais ainda do público. Não aceitar o dinheiro pode não
ser a melhor saída, mas recebê-lo acriticamente pode representar a volta de um
pacto parecido como que fez o Fausto, de Goethe. Quanto custará aceitar ao
jornalismo aceitar o dinheiro de Facebook e Google? Está na hora de falarmos
sobre isso.
Rogério
Christofoletti – Professor de Jornalismo na UFSC e pesquisador do objetos
·
'' No
meu entendimento, a fotografia é um desenho. Um esboço feito por uma mão é
intuitivo. E não pode ser corrigido. Se tiver que fazer isso, então só com a
próxima foto. Mas a vida é muito fluindo, as vezes as imagens desaparecem, e
você não pode evitá-la. Você não pode dizer a pessoa que você está fotografar:
'' Por favor, repita esse sorriso, repita esse gesto ". Na vida tudo
acontece apenas uma vez e para sempre, e cada vez algo novo ".
Foto:
Henri Cartier-Bresson. Las Vegas, EUA. 1947
o
poderoso deep state missílico domina o mundo e a tal justiça defende essa falsa
democracia neondebilaróide ianque..
ou : o
inferno dos pobres aquece e enche os cofres da ínfima elite escravocrata no
paraíso (pós victor hugo)
oh,deus
me
acuda
sacud
a galera
o povo
pede paz - a elegante oração de cartola
Cartola
Sala de Recepção 1976
a luta
continua, sem desânimo porque sabemos os caminhos pelos quais deveremos
caminhar, como diria o poeta..
o
sarec definiu bem,.na minha opinião, o nosso tempo a ser defendido com a arte
poética – poetétrico ....
como
diz o kambe essa imagem dele – “é o retrato do equívoco. Um verdadeiro
representante de mais da metade de um povo desequilibrado e idiota, que esta
arruinando um país inteiro. Enquanto isso vamos vivendo nesse circo de horror!”
o
inferno dos pobres aquece e enche os cofres da ínfima elite escravocrata no
paraíso (pós victor hugo)
os
bosignaros maculam uma especialidade milenar - a filosofia - assim na maior
cara de pau, pqp como diria o sócrartes, remexendo-se de indignação do seu
túmulo eterno....!!!
minha
indignação contra os bolsginaros que usam o grupo de filosofia pra dizer
asneiras e provocar os incautos com perguntas sacanas falsamente
filosóficas....
e quem
perde é a maioria que entrou achando que haveria bom senso e filosofia - não
esses absurdos e perguntas idiotas só pra enganar os cliquentos sem noção...
aliás,
entramos nesse caos por causa disso - os caras falam absurdos e nós bobos
retrucamos e eles elevam o número de clicados e mandam e desmandam na
algoritmica internet., que passou a adorar então o regime de exceção e a
idiotice institucionalizada bolsignara....
os
números não mentem, só os energúmenos bolsignaros
MORTE
OU INDEPENDÊNCIA?
a luta
continua, sem desânimo porque sabemos os caminhos pelos quais deveremos
caminhar, como diria o poeta..
o
sarec definiu bem,.na minha opinião, o nosso tempo a ser defendido com a arte
poética – poetétrico ....
e como
diz o kambe essa imagem dele – “é o retrato do equívoco. Um verdadeiro
representante de mais da metade de um povo desequilibrado e idiota, que esta
arruinando um país inteiro. Enquanto isso vamos vivendo nesse circo de horror!”
7 de
setembro- a midia é o retrato
da
nossa dependência e colonialimo
historicamente
essa grande mídia sempre fez conluio com a elite chamada escravocrata
-
aquela minoria que manda e desmanda no país e faz acordos por cima desde a
independencia até a república, estado novo e nova república,com tancredo,por
exemplo.
e
agora fez conluio com a mesma elite espoliadora junto com a tal justiça que a
defende sempre, mais os interesses norte- americanos, para tirar todos os
direitos da maioria e implantar o caos social.
nem
todos,mas tem falso filósofo competindo com a pandemia pra ver quem mata
primeiro
PAIXÕES
TRISTES
Publicado
originalmente pelo Unisinos:
De
onde vem o ódio social? Por que cresce, quando explode e como pode ser detido?
Não são perguntas novas, mas certamente aparecem como um sinal de época.
Multiplicam-se em centenas de cenas que vão se repetindo ao redor do globo: da
violência racial nos Estados Unidos às mobilizações na Hungria, deflagradas
pelo próprio primeiro-ministro Viktor Orbán contra a “invasão muçulmana”.
Para o
sociólogo François Dubet, ex-diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências
Sociais de Paris, o fenômeno não pode deixar de ser lido sem levar em conta a
crise das instituições, mas também deve ser entendido relacionado ao
crescimento da desigualdade. Estamos diante de “O tempo das paixões tristes”. É
assim que chama os tempos atuais e este é o título de seu último livro, onde
esmiúça um tema que conhece bem, em uma conjuntura que – embora ainda não
estivesse atravessado pela pandemia – parece antecipá-la, com um diagnóstico
bastante preocupante sobre os possíveis desdobramentos sociais que
enfrentaremos.
A
entrevista é de Carolina Keve, publicada por Clarín-Revista Ñ, 03-09-2020. A
tradução é do Cepat.
Eis a
entrevista.
Por
que considerou que “as paixões tristes” era o conceito que melhor descrevia a
realidade atual?
Nas
sociedades industriais, as desigualdades sociais foram durante muito tempo
desigualdades de classe, ou seja, desigualdades vividas como experiências
coletivas, como um “nós” ou grupos sociais opostos e estruturados por
associações, sindicatos e partidos que representam essas classes sociais: a
esquerda contra a direita. As mudanças a partir da cultura de massas e a
promoção do indivíduo nas sociedades europeias e na América do Norte,
fragilizaram esse sistema.
Hoje,
as desigualdades são experimentadas principalmente como experiências e provas
individuais e, em grande medida, como formas de desprezo por parte das pessoas
que passam a se sentir responsáveis pelo seu próprio destino. Inclusive são
mais intoleráveis que as velhas desigualdades sociais porque os indivíduos as
sentem “como”: como mulher, como pessoa não qualificada, como muito jovem, ou
muito velho, ou muito diferente. Esta experiência não conduz a um conflito
social, mas a ressentimentos e formas de ódio: ódio às elites, ódio aos mais
pobres, ódio aos estrangeiros. Os eleitores de Bolsonaro, Salvini, Trump, os
partidários do Brexit são motivados por essas tristes paixões…
Justamente,
é interessante como se detém nas percepções ou sentidos que são construídos a
partir do ódio, muitas vezes distantes daquelas demandas que suporiam uma
reivindicação social.
Note,
os indivíduos falam primeiro de sua experiência pessoal e singular, muito mais
do que de uma condição coletiva. É por isso que a ira social, como a dos
coletes amarelos na França, nunca conduz a demandas coletivas e programas
políticos. Todos falam por si mesmos, mas todos estão unidos em sua ira contra
o mundo, contra outros, contra aqueles que não são “o povo”.
Os
partidos políticos e os sindicatos são mecanismos para esfriar e racionalizar
essa ira social, transformando-a em um conflito social. Mas quando estes
partidos e sindicatos se tornam muito frágeis ou, por sua vez, tornam-se
membros da elite, os indivíduos já não estão sujeitos a um dever de
racionalidade. E é justamente quando podemos ver como se vota no Brexit ou em
Trump por razões completamente opostas. Defende-se o diesel e a ecologia,
exige-se mais estado de bem-estar, mas menos impostos, somos contra a
delinquência, mas também contra a polícia…
As
redes sociais e as novas formas de comunicação potencializam estes discursos?
Obviamente,
o reinado da Internet acelerou enormemente estes processos de individualização
e paixões tristes. Todos têm acesso direto ao espaço público sem passar pelo
controle dos meios de comunicação. Este é um progresso democrático inegável e
muitos movimentos sociais, ambientalistas e feministas em particular, nasceram
na web. Mas cada um testemunha por si mesmo e se torna um movimento social por
si mesmo. Os ódios, os rumores e as fake news estão se espalhando como
evidência, e os regimes autoritários, como os movimentos populistas, utilizam
todas estas redes para somar apoio.
Tudo
isto pode ser muito perigoso porque, por mais que não seja satisfatória, a
democracia deve esfriar essas paixões, gerar acordos sobre algumas verdades,
aceitar as minorias. Hoje, todas estas experiências de desigualdades e estas
tristes paixões desaparecem na direção oposta. Como disse o comediante italiano
Beppe Grillo, “não votamos com a cabeça, votamos com o estômago”.
A
fragilidade das instituições certamente é um fator, mas basta para explicar
esse sentimento social que descreve nossa época?
Acredito
que na Europa e na América do Norte estamos experimentando uma mudança
política. Até os anos 1980, o eleitorado de esquerda era formado por
trabalhadores com pouca formação e pelas classes médias progressistas. Hoje, em
todas as partes, os trabalhadores com pouca formação já não votam. Não votam na
extrema direita, nem nos partidos populistas. Por sua parte, o voto
progressista, liberal, ambientalista e de esquerda é o das classes médias
urbanas altamente qualificadas em educação. Esta é uma mudança radical porque
as classes trabalhadoras se sentem desprestigiadas pelos graduados,
qualificados e cosmopolitas defendendo as minorias.
Então,
a pergunta seria o que fazer diante disso…
Em
minha opinião, aqui, o problema central é de natureza política. As
desigualdades e a ira social não são nada novo e a característica dos
movimentos sociais e a vida política é lhes dar uma forma organizada,
institucionalizar os conflitos sociais. Quando as sociedades se transformam tão
violentamente pelas mudanças no capitalismo e o planeta, a formação de novos
marcos políticos nacionais e internacionais se torna uma urgência vital, caso
não queiramos que as democracias desapareçam.
A
respeito da situação atual, em uma entrevista recente, você enfatizou que “a
lição que se deve aprender desta crise se refere às pequenas desigualdades
sociais”. O que quer dizer?
As
grandes desigualdades, as que são estabelecidas por esse 1% ou 0,1% de mais
ricos contra o resto da população, devem ser condenadas energicamente. Mas para
os indivíduos são as “pequenas” desigualdades que importam, as que causam
sofrimento: a segurança, a saúde, a educação. E vimos isto de forma muito clara
com a pandemia de Covid-19. O tamanho da moradia, a capacidade de ajudar as
crianças com suas tarefas escolares, a possibilidade de teletrabalho e a
obrigação de viajar se tornaram fatores decisivos, fundamentais, e não nos
atentamos para como – por exemplo – as taxas de mortalidade variam muito
segundo a cidade, a idade, a posição social.
As
classes médias, por mais progressistas que sejam, rejeitam a diversidade
social, preferem as desigualdades educacionais, e as classes populares catalisam
seus sentimentos aos estrangeiros e imigrantes. Sem ir muito longe, para pensar
exemplos concretos, a Catalunha e o norte da Itália já não querem pagar pelas
regiões mais pobres. Em países centrais, as políticas liberais contra os pobres
e a assistência social foram apoiadas pelos eleitorados populares: Trump e
Bolsonaro foram eleitos por aqueles que tradicionalmente votaram na esquerda.
o
maior equívoco dos sites progressistas é dar voz aos fascistas e à elite
escravocrata
os
bolsignaros criaram um verbo pra infernizar: odia r idi otizar, o cara clica o
dia inteiro pra odiar e se idiotizar!
.
só
depois que foi afastado o falso jurista e governador do rio witzel admitiu que
há estado de exceção
Plataformas
são latifúndios que roubam dados. Reforma agrária na internet, já
parece-me
o principal problema político (se não só brasileiro universal...essas
plataformas aproveitaram-se do regime quase sem leis e sem regras do
neonliberalismo privativista, o qual não só permitiu a financeirização absurda
da economia (na mão dos banqueiros e rentistas),
como
ajudou a essas plataformas a crescerem cada vez mais, influenciando na
implantação de regimes de exceção,aqueles sem leis e sem regras,onde elas se
dão melhor,onde foram criadas e se desenvolveram.(primaveras árabes e o
escambau, brasil 2013, fake news, mamadeiras de piroca,golpes etc e tal entre
bilhões de cliques).
elas
coletam os dados das pessoas, que confessam tudo sobre si mesmas,um
confessionário medieval pós moderno, sabem tudo sobre s=essas pessoas, vendem
os dados para as empresas enviarem propaganda - adivinhem pra quem - justamente
para nós que confessamos todos os nossos segredos e sentimentos a elas....
por
que vc acha que a propaganda sabe o que vc sente, faz, onde vc. está em tal
hora?, , .....,
vide
escandalo da cambridge analitics, prisão de assange, perseguiçãoa snowden,
glen, etc., invasão de dados da petrobrás, etc etcc.
(CONFESSO:
ESSE POST, ESSA MENSAGEM, É ANTOLÓGICA, HISTÓRICA.GUARDEM-NA E VERÃO. e que
deus a guarde)..
os
canalhas criaram não só estado de exceção como o estado de corrupção
consentida,com essa essa típica canalhice dos espoliadores -o ato de pedir
desculpas porque são corruptos ou agiram ilegalmente ..
a tal
n justiça que só atende aos interesses dessa elite corrupta, aceita isso na
maior cara de pau....
Pasqualino
Seven Beauties 1975 Lina Wertmuller - Subtitulada Español Latino
quem
se habilita a fazer o teste voluntário?
O
governo do Paraná submeterá o protocolo de validação da fase 3 de estudos
clínicos da vacina russa Sputnik V no País à Anvisa...
Nau dos Insensatos, retratada numa xilogravura
alemã de 1549.e na pintura de Hieronymus Bosch (1450-1516)
A Nau dos Insensatos,
retratada numa xilogravura alemã de 1549.e na pintura de Hieronymus Bosch
(1450-1516)
(com pesquisa google)
esses passageiros
perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo., como muitos fazem
hoje em dia nessa pandemia?
e a chamada arca de salvação - igreja católica- dá lugar
a alguns evangerlhacos telepastores lavajatistas, bolsignaros e dizimáticos
Michel Foucault, que escreveu história da loucura, via na nau dos insensatos um
símbolo da consciência viva do pecado e do mal na mentalidade medieval e nas
paisagens imaginativas da Renascença (no sentido esboçado pelo Elogio da
Loucura de Erasmo de Roterdam e Narrenschiff d("Nau dos Insensatos"),
sátira escrita em 1494 por Sebastian Brant (ou Brandt)
(com pesquisa google)
·
a luz
do céu não se apaga mesmo com os absurdos bolsignaros( pós Lenaus)
a savana africana dos americanos brancos, por
Fábio de Oliveira Ribeirobio de Oliveira Ribeiro
Eis
aqui uma resposta provocativa ao artigo do NYT.
Assim
que se autoperpetua, o poder está no princípio do fim. O que caracteriza a vida
é a inevitabilidade de novos começos. Tudo que cresce, envelhece e se torna
poderoso está prestes a morrer ou ser substituído por algo que ainda não
nasceu.
O
telégrafo morreu com o nascimento do telefone. Os telefones fixos quase foram substituídos
pelos telefones celulares. Ao se fundir com a computação em rede, a telefonia
móvel permitiu que o Facebook se tornasse um gigante. Mas o Facebook obtém
lucro com o Fake News, criando bolhas anti-sociais de barbárie.
Nenhuma
civilização humana foi capaz de resistir à barbárie. O declínio e queda do
Facebook serão um produto da civilização que ele começou a destruir. Ninguém
sabe exatamente o que vai nascer. Compare a China com os EUA: onde Zuckerberg
não tem liberdade, o veneno que ele produz não pode se espalhar.
Os
chineses não precisam fazer nada para vencer os norte-americanos. Eles podem
apenas observar o que o Facebook é livre para fazer nos EUA. A história tem uma
forma de agir irônica e distorcida. Olhe de novo: o que você vê (o poder do
Facebook) é o oposto do que você poderia ter visto.
A
violência que o Facebook espalha com lucro já transformou os EUA em um típico
estado africano falido. Cegados, os norte-americanos brancos não conseguem ver
isso. Povos com séculos de experiência em guerras tribais endêmicas estão rindo
muito. Eles chamam os EUA de África Branca.
O mais
engraçado de tudo isso: os jornalistas não conseguem ver o que está
acontecendo. O NYT enquadra o mundo de acordo com um modelo que não existe
mais. Fazer isso apenas aplifica o erro. Apesar das aparências, Zuckerberg é
impotente. Ele destruiu as próprias bases que permitem que o poder exista.
a
morte não é nada,o pior é a vida que levamos(agricultor cubano na era batista)
·
yo soy
cuba - um dos melhores filmes que já vi. tem um tb em russo mas com legendas em
portugues,é só procurar no you tube, não tem como compartilhar,acho que é
soviético,essas coisas.....
·
A cena
do funeral em ′′ Soy Cuba ′′ [Mikhail Kalatozov, 1964] poderia não ter sido uma
referência, se o filme tivesse caído no esquecimento!
é
sempre a lesma lerda
(se
não me engano é do retamozzo)
discurso
contra o nazismo pela humanidade/liberdade, no filme o grande ditador, de
chaplin - antológico
Nós
desenvolvemos a velocidade, mas sentimo-nos enclausurados. As máquinas que
produzem abundância têm-nos deixado na penúria.
O
aumento dos nossos conhecimentos tornou-nos cépticos; a nossa inteligência,
empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que
máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de
afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será
perdido.
O
avião e o rádio aproximaram-nos. A própria natureza destas invenções clama pela
bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós.
Mesmo agora a minha voz chega a milhões em todo o mundo, milhões de
desesperados, homens, mulheres, crianças, vítimas de um sistema que tortura
seres humanos e encarcera inocentes. Para aqueles que me podem ouvir eu digo:
“Não se desesperem”.
Desenvolvemos
a velocidade, mas nos enclausuramos. As máquinas têm-nos deixado na penúria.
(CHAPLIN, O GRANDE DITADOR)
Eterno
retorno do tempo em que se a pegava no breu :
Escreveu
não leu
pau
comeu
“Segundo
o depoimento, depois de um tempo convivendo com a família, ele passou a
perceber o que chamou de atividade incomum, na qual pessoas que frequentavam os
cultos eram atraídas para para se relacionar sexualmente com a pastora e
deputada”
Flordelis
atraía fiéis para fazer sexo em sua casa após os cultos, diz testemunha
“Segundo
o depoimento, depois de um tempo convivendo com a família, ele passou a
perceber o que chamou de atividade incomum, na qual pessoas que frequentavam os
cultos eram atraídas para para se relacionar sexualmente com a pastora e
deputada”
“Segundo
o depoimento, depois de um tempo convivendo com a família, ele passou a
perceber o que chamou de atividade incomum, na qual pessoas que frequentavam os
cultos eram atraídas para para se relacionar sexualmente com a pastora e
deputada”
Depoimento
na delegacia :
O
coito mais feliz era depois do culto
na
casa da flordeliz
No
ritmo da dança das horas
Isso
são horas?
Que
horas são?
De
Amilcare Ponchielli, apresenta uma sátira ao balé clássico e representa as
horas do dia por um grupo de animais, como avestruzes, hipopótamos, elefantes
e...
Dança
das Horas - Música Clássica para Crianças
De
Amilcare Ponchielli, apresenta uma sátira ao balé clássico e representa as
horas do dia por um grupo de animais, como avestruzes, hipopótamos, elefantes
e...
De
Amilcare Ponchielli, apresenta uma sátira ao balé clássico e representa as
horas do dia por um grupo de animais, como avestruzes, hipopótamos, elefantes
e...
"SÓ LOUCOS FAZEM TEMPESTADE EM COPO ÁGUA
LOUCOS FAZEM BALADAS PRA OUTROS LOUCOS
SÓ LOUCOS ENLOUQUECEM LOUCAMENTE
SÓ
LOUCOS MAS AOS POUCOS QUE NINGUÉM LOUCO DE FICAR LOUCO SEM LEVAR NADA EM TROCO
SCLEY"
Luiz
Antonio Solda
Manual
dos longos noivados inúteis;
se não
casa
logo
vaza
Manual
do contraste estético do capital e da poesia :
A
mercadoria tá por fora,
A
poesia é por dentro
entre
a vida e a dignidade - o que vc escolheria?
um
homem sobrevive aos regimes nazista e fascista,a um preço deprimente .
um
filmaço - a estupidez humana na sua forma mais infame
Manual
das desarmonias estéticas
Basta
seu besta de bosta
pq
insistes se és um embuste?
W. H. Auden – Funeral Blues
BLUES FÚNEBRE
Detenham-se
os relógios, cale o telefone,
jogue-se
um osso para o cão não ladrar mais,
façam
silêncio os pianos e o tambor sancione
o
féretro que sai com seu cortejo atrás.
Aviões
acima, circulando em alvoroço,
escrevam
contra o céu o anúncio: ele morreu.
Pombas
de luto ostentem crepe no pescoço
e os
guardas ponham luvas negras como breu.
Ele
era norte, sul, leste, oeste meus e tanto
meus
dias úteis quanto o meu fim-de-semana,
meu
meio-dia, meia-noite, fala e canto.
Julguei
o amor eterno: quem o faz se engana.
Apaguem
as estrelas: já nenhuma presta.
Guardem
a lua. Arriado, o sol não se levante.
Removam
cada oceano e varram a floresta.
Pois
tudo mais acabará mal de hoje em diante.
lacraia
mala
faia
ou
malacraia?
quem
dirá
a
deus?
si je
suis ci - danço?
onde o
senhor vai enfiar o
seu
produto se ninguém
tem
dinheiro pra comprar?
sei
que a canção vem da tensão do ar
e se
expande além da luz do mar
(da
bela música e letra Expansiva
Cantiga,de
ronald josé magalhães)
Ronald
José Magalhães
EXPANSIVA
CANTIGA
Sai do
coração do amor
Sai do
coração da dor
o
poema, a canção de quem
ama
além do amor
Vem de
uma tensão no ar
Vem de
uma paixão no chão
a rua,
o nome, a beleza
que se
expande além
da
luz, da luz do mar...
Que
tanto nos separa
como
nos aproxima
extensão
de nós que trocamos
abraços,
versos e rimas,
abraços,
versos e rimas!..
*
Ronald José Magalhães (15 a 19/08/2020)
*DEDICADA
À
amizade
entre artistas brasileiros e africanos, nas pessoas de Jaqueline Conte e
Morgado Mbalate;
Aos
meus netos Alice e Lucas, hoje do outro lado do Oceano Atlântico;
à
minha inspiradora musa Mônica Munhoz Pereira
os
terraplanistas estão
redondamente
enganados?
evangelhacos,
juntem os cacos
nos
seus respectivos opacos
baudelaire
criou a poesia moderna -
O
Vampiro é um dos poemas que retratam inclusive o momento presente
-
“Ninguém te livrará afinal
De teu
maldito cativeiro"....
· Tu
que, como uma punhalada,
Entraste
em meu coração triste;
Tu
que, forte como manada
De
demônios, louca surgiste,
Para
no espírito humilhado
Encontrar
o leito e o ascendente;
–
Infame a que eu estou atado
Tal
como o forçado à corrente,
Como
ao baralho o jogador,
Como à
garrafa o borrachão,
Como
os vermes a podridão,
–
Maldita sejas, como for!
Implorei
ao punhal veloz
Que me
concedesse a alforria,
Disse
após ao veneno atroz
Que me
amparasse a covardia.
Ah!
pobre! o veneno e o punhal
Disseram-me
de ar zombeteiro:
“Ninguém
te livrará afinal
De teu
maldito cativeiro.
Ah!
imbecil – de teu retiro
Se te
livrássemos um dia,
Teu
beijo ressuscitaria
O
cadáver de teu vampiro!
entrei
em tantos grupos que minhas notificações viraram um inferno de tanta coisas
para ler e responder...
Luiz
Zizo Domakosky Pois é. Já tentei sair de alguns, mas eles não permitem.
dizem
que o diabo é funcionário de deus - seria um funcionario de deus - essa é
interessante...tem o dicionário do diabo, do ambrose bierce, o olho do diabo,
filme do bergmAN, ONDE UM CARA GALANTEADOR FAZ DAS SUAS, .além da história do
diabo, de muchembled e de outra do flusser, haja tempo, a arte tá cheia de
lances e livros e filmes sobre isso..
Fernando
Tainhanarede AlexandreOnline agora
Fernando
Tainhanarede Alexandre Segundo a Tupa Guerra, meu melhor poema, que é
demonióloga, o dibo faz frelas pra deus!
a arte
não é sorte
- é o
corte do excesso
na
hora certa
Menino
travesso Procurando sempre Palavras pelo avesso (Fernando Alexandre)
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POEMAS & QUARENTENAS
Menino
travesso Procurando sempre Palavras pelo avesso (Fernando Alexandre)
Menino
travesso Procurando sempre Palavras pelo avesso (Fernando Alexandre)
é
inútil para contrastar com a utilidade infame da sociedade - por isso a poesia
seria então fundamental...(pós leminski)
a vida
atual ta mais pra suicidiária ou mais pra suicidades?
Manual
de perguntas irrespondíveis:
Se eu
não posso dizer o que quero
dizer
o que estou fazendo aqui?

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