O comando de campanha de José Serra à Presidência vai explorar a quebra do sigilo de sua filha, Veronica, no programa eleitoral.
Na tentativa de chegar ao segundo turno, a intenção é, mais uma vez, apresentar a eleição de Dilma Rousseff (PT) como uma ameaça às instituições, e Serra, como vítima de armação.
As cenas, com manchetes de jornais, devem ir ao ar já no programa de hoje.
No PSDB, a descoberta de violação do sigilo de Veronica reacendeu a esperança de segundo turno, a exemplo do que aconteceu em 2006. A aposta é que a exposição de manchetes e da procuração falsa abale o eleitor de Dilma.
Segundo os marqueteiros de Serra a quebra de sigilo deu gana ao candidato.
"É claro que dá mais garra", disse Roberto Freire, presidente do PPS, que conversou com Serra ontem.
Esse ânimo deverá dirigir os programas, que prometem ser mais incisivos. Em conversas, Serra mostrou sua irritação e disse já ter sido alertado por Veronica de que sites reproduziam informações de sua declaração. Mas não havia como provar a quebra de sigilo.
O técnico em contabilidade Antônio Carlos Atella Ferreira foi quem apresentou a procuração falsa para pegar na Receita os dados sigilosos da filha do candidato tucano.
O autor da procuração tem perfil de estelionatário, segundo policiais ouvidos pela Folha.
Ferreira, 62, já foi condenado duas vezes em 1975 (por lesões corporais leves e sedução de menor, crime que hoje é classificado como estupro), teve quatro CPFs cancelados e coleciona 16 processos na Justiça, 6 na área criminal.
Não chegou a ser preso porque as condenações eram por períodos curtos: 30 dias de prisão (no caso de lesão corporal) e 2 meses e 10 dias de detenção, no processo de sedução de menor.
Os CPFs cancelados foram tirados em São Sebastião (SP), Porto Velho (RO), em Cornélio Procópio (PR) e Santo André (SP), onde ele mora.O atual CPF foi expedido em Mauá
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