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Dizendo-se “um eterno sonhador”, o presidente Lula concedeu entrevista exclusiva ao portal Carta Maior, na qual faz uma profunda avaliação de seus dois mandatos. Na conversa, o presidente não deixa questão sem resposta, como por exemplo, a relação com a mídia e o papel da internet na propagação da notícia, ou a inserção de cidadãos que viviam abaixo da linha de pobreza ao consumo. Segundo ele, aquilo que foi feito no Brasil nestes oito anos foi apenas o começo da consolidação de um movimento “na consciência da maioria do povo brasileiro de que é possível saber fazer as coisas diferentes do que vinham sendo feitas”.
De que é possível fazer as pessoas acreditarem que gasto com a saúde não é gasto, é investimento, que quando você dá dinheiro para os pobres é investimento, não é só quando você empresta dinheiro para um rico, quando você dá dinheiro para um pobre é investimento. Então eu penso que… eu sonho que se a sociedade brasileira mantiver, para os próximos anos, a autoestima que ela tem hoje, a credibilidade que ela tem hoje no seu país e a confiança que ela tem no país, o Brasil será um país muito importante nos próximos anos, muito importante.
E prosseguiu: “Então eu sonho com essas coisas internas para melhorar, eu sonho com a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, eu sonho com mais democratização nas instituições multilaterais e eu sonho com mais compromisso na tomada de decisões pelos países mais ricos deste mundo globalizado.”
Segundo Lula, “hoje, quando um país rico tiver que tomar uma decisão econômica, ele não tem que discutir apenas os benefícios e os malefícios internos, ele tem que saber qual será a repercussão da decisão em outros países que têm uma economia dependente, sobretudo neste mundo globalizado”.
Eu sonho em contribuir para o desenvolvimento da África, eu sonho em ajudar a América do Sul e a América Latina a serem mais fortes, a serem mais ricas, e a se desenvolverem mais rapidamente, ou seja, eu vou morrer sonhando que eu não deveria morrer. É assim.
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