sábado, 16 de outubro de 2010

MPE-SP já pode processar Paulo Preto

Publicado em 15-Out-2010
PT paulista pede investigação também sobre Serra no caso...
Começa a tramitar a representação que a bancada paulista do PT deu entrada no Ministério Público Estadual (MPE-SP) contra o candidato ao Planalto José Serra (PSDB-DEM-PPS), funcionários e ex-funcionários da DERSA. A ação pede investigação também sobre o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, acusado pelos tucanos de desaparecer com R$ 4 milhões do caixa de campanha deles.

A DERSA constrói e administra rodovias em São Paulo, inclusive o Rodoanel. Paulo Preto esteve à frente das obras do trecho Sul desta via. O pedido de investigação contra José Serra e ex-diretores da empresa fundamenta-se em reportagem da revista "IstoÉ" (veja matéria), segundo a qual o engenheiro teria arrecadado ilegalmente os R$ 4 milhões para campanha eleitoral serrista, mas os recursos não teriam chegado ao comitê de campanha.

Uma das fontes entrevistadas pela revista é o vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge - quer dizer, as denúncias partem da própria cúpula tucana. Em entrevista ao Estadão, hoje, Paulo Preto nega mais uma vez o sumiço do dinheiro e anuncia que vai processar todos os que o acusam.

Os deputados do PT de São Paulo pedem, também, que seja investicfada uma filha de Paulo Preto, funcionária de um escritório de advocacia que defende empreiteiras contratadas pela DERSA para obras no Rodoanel. O escritório informa que são "inconsistentes e maldosas" as tentativas de vinculá-lo ao caso e as acusações à filha do engenheiro.

Dirigente tucano faz previsões e não dá explicações

O processo ainda nem havia entrado (ontem) e o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) já saia a campo prevendo que a iniciativa dos deputados petistas “não vale nada” e “não irá adiante”. Pena, senador, porque o que o senhor, como dirigente máximo tucano deve explicações, não previsões. Vamos ver, vamos ver.

O candidato José Serra adota em relação ao caso o seu tradicional vai e volta: ignorou-o no início e no debate da BAND quando Dilma o mencionou; na sequência, no último domingo, depois de assistir missa em Aparecida do Norte disse ser amigo de Paulo Preto e que ele é correto e inocente - o engenheiro disse que não é seu amigo; e no início desta semana, em campanha em Porto Alegre, Serra recusou-se a responder sobre o caso e agrediu os jornalistas - disse que é pauta do PT.

Já o patrono de Paulo Preto no tucanato e em todos os governos do PSDB, senador eleito Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB-SP) sumiu e continua o grande mudo da história. Quando contatado, diz que não fala sobre o caso.

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