domingo, 17 de outubro de 2010

sistema penitenciário de São Paulo:Situação explosiva

Levantamento divulgado pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN, do Ministério da Justiça), e mais, informações dsponíveis com as quais já se contava há algum tempo, indicam que o maior sistema penitenciário do país, o de São Paulo, vive uma situação de bomba-relógio explosiva.

A estrutura carcerária paulista está superlotada, sem controle do Estado e com o poder exercido, em grande parte, pelo crime organizado, à frente o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização criminosa que, numa demonstração de força, paralisou São Paulo completamente por dois dias em maio de 2006.

Os dados do DEPEN indicam que as prisões paulistas estão cada vez mais superlotadas. Elas dispõem de 100.593 vagas e tinham 173.060 detentos no meio deste ano - 72,5 mil presos a mais que a sua capacidade normal. Para acabar com o deficit de vagas no Estado (72,04% a mais de detentos em relação ao número de vagas) seria necessária a construção de mais 103 presídios modelo-padrão, com 700 vagas cada um, ao custo de cerca de R$ 3 bi.

Depois de 16 anos de tucanato, 28 anos da mesma turma...

O governo tucano (eles vão completar 20 anos á frente da administração do Estado) chegou a lançar um plano de médio prazo que previa pacote de construção de novas unidades até 2011 para ampliar em 37.370 vagas o sistema no Estado. Em maio pp. previam chegar a dezembro próximo com 3.300 dessas vagas disponíveis, mas ontem o governo Alberto Goldman (PSDB) não conseguiu responder à Folha de S.Paulo se conseguirá ou não cumprir a meta.

E assim, depois de 16 anos de tucanato e 28 (contando-se desde 1983, ano do 1º governo tucano no Estado, comandado por Franco Montoro) da turma dos ex-governadores Orestes Quércia (PMDB hoje aliado aos tucanos) Mário Covas, Geraldo Alckmin, José Serra e Alberto Goldman, prefeito Gilberto Kassab (DEM-PSDB), mais os recém eleitos, senador Aloysio Nunes Ferreira filho (PSDB-SP) e vice-governador Guilherme Afif Domingos (DEM), São Paulo vive sob a ameaça de uma bomba-relógio.

Com este sistema penitenciário superlotado e sob controle, em grande parte, do crime organizado, os riscos são enormes, só não se sabe quando a bomba vai explodir. O Estado não tem ressocializacao dos presos, trabalho e estudo para eles, nem nenhum controle sobre a atuação do crime organizado dentro dos presídios.

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