sábado, 20 de novembro de 2010

7 PALMOS - MÍDIA - Armas silenciosas para guerras tranqüilas

“De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade.”

“Pode ser bom possuir o poder baseado na força, mas é melhor ganhar e segurar o coração das pessoas!”

“A propaganda jamais apela à razão, mas sempre à emoção e ao instinto”

Joseph Goebbels

Ao se analisar deturpações de estabelecimentos, é mister sopesar uma instituição pública que nos EUA se formou independentemente do poder público, e que em nosso país tomou formas em amplo e total fortuna privada, pela ditadura militar: A mídia.

Enquanto se observa em países europeus e asiáticos, o poder público tendo controle e participação direta na mídia, desde no ínterim de regulamentação até mesmo tendo empresas públicas de mídia, temos em nossa realidade qualquer espécie de interferência, positiva, regulamentar, ou até mesmo uma simples classificação indicativa relatada e transmitida a todo transe como uma ofensa à liberdade de imprensa.

Em outros pórticos, a mais poderosa nação enfrenta situações onde o seu líder de estado arremata que empresa de mídia atuaria como extensão do partido que lhe é oposição. Em nossas praias, o chefe de Estado e de Governo declara não acompanhar a mídia, pois isto lhe causaria azia.

Neste reservado, o filósofo italiano Antonio Gramsci aponta que as empresas de mídia cumprem um papel basal para dar coesão ao processo de formação da sociedade civil. E mostrou também que a imprensa é controlada pelo capital privado, mas trata de assuntos públicos – ele demonstrou já há decadas em amplo e real que a imprensa ocupa posição de partido político. A historíola ecoa, mas forças a abandonam mal contada.

Já o pensador americano Noam Chomsky é uma das mais proeminentes figuras no estudo dos mecanismos de uso de telecomunicações como meio de controle social. Em breve arrazoado, arremata que a propaganda está para a democracia, assim como o cassetete está para o fascismo. Observa diversos atos cíclicos, estratégias de manipulação.

Segundo Chomsky, entre tantos modos de tanger a boiada, é notório a prática de disseminação de noticias que fogem do essencial, dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas. É importante para os fascistas às avessas impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da filosofia. Assim a grade de programação e a publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente acriançados, muitas vezes próximos à debilidade, como se a platéia fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental.

Seriam em momentos como o anterior descrito, que o jornalismo utiliza um tom muito mais emocional do que racional. É intento atacar a analise racional, o sentido critico, e principalmente os medos e o subconsciente. O momento crucial, será quando começarmos a perceber os meios de comunicação propondo medidas “dolorosas e necessárias”, lançando sacrifícios futuros, que digeridos e ruminados são muito mais fáceis de serem absorvidos que sacrifícios imediatos.

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