moção de repúdio aprovada no Congresso do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo), realizado neste final de semana:
A eleição deste ano destampou os piores preconceitos em setores das elites brasileiras. A campanha de baixarias do demotucano José Serra estimulou todos os tipos de ódios - de classe contra os trabalhadores; de gênero contra as mulheres; étnicos contra os negros; homofóbicos contra os homossexuais; e regionais contra os migrantes que trabalham em São Paulo. A mídia oligárquica amplificou esta onda de ressentimentos e ignorância.
Como resultado, panfletos e cartazes difamatórios foram distribuidos durante a campanha. Passada a eleição, jovens de famílias ricas passaram a estimular a violência na internet, ressentidos com a derrota de Serra. Mayara Petruso foi a primeira a propor, no Twitter, "a morte dos nordestinos por afogamento". Centenas de mensagens racistas acusaram os migrantes e os negros, que trabalham e engradecem São Paulo, de "vagabundos". Essa onda de preconceito chegou até as telinhas da televisão. O comentarista do telejornal da RBS/TV Globo de Santa Catarina, Luiz Carlos Prates, culpou o "governo espúrio do presidente Lula" de dar crédito barato aos pobres. "Hoje qualquer miserável tem carro", rosnou o elitista na TV.
Essa campanha de ódio é um perigo para a democracia. Ela lembra a ascensão dos nazistas e fascistas, com seus campos de concentração e sua violência racista. Os congressistas do Sintaema repudiam essa onda de preconceito. Exigem que as autoridades punam rápida e exemplarmente os que cometem crimes tipificados em nossas leis de racismo - que sao inafiançáveis. Não para dá alisar esses criminosos só porque são filhinhos de papai, oriundos de famílias abastadas. Além disso, os congressistas reivindicam que se apure a responsabilidade dos veículos de comunicação no estímulo à divisão do país e ao ódio racista. Lutamos pela democracia em nosso país e não aceitaremos qualquer retrocesso à ditadura das
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