Publicado em 17-Jan-2011
O mercado e os jornalões dão como fato consumado o aumento mais uma vez dos juros. Cravam, no mínimo, 0,5% de alta na reunião do COPOM depois de amanhã. O Estadão vai mais além e já antecipa, em manchete de 1ª página hoje, que o "Mercado prevê longo ciclo de alta dos juros". Até dezembro, afirma, a taxa Selic, hoje em 10,75% estará, no mínimo, em 12,2%. O Folhão não fica atrás e em sua "Agenda" da semana registra: "19, quarta: Copom divulga nova taxa básica de juros da economia". Para ela, não existe possibilidade de a reunião terminar sem elevação dos juros e a alta é fato consumado.
O mercado e os jornalões, num comportamento em que, claramente um usa o outro, dão como fato consumado o aumento dos juros, a elevação mais uma vez da taxa Selic. Cravam, no mínimo, 0,5% de alta na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC), a se realizar depois de amanhã (4ª feira), a primeira do ano, do governo Dilma Rousseff e de Alexandre Tombini à frente da presidência do banco.
O Estadão vai mais além e já antecipa, em manchete de 1ª página hoje, que o "Mercado prevê longo ciclo de alta dos juros", diz o título na capa do jornal. Até dezembro, afirma O Estado de S.Paulo, a taxa Selic, hoje em 10,75% estará, no mínimo, em 12,2%.
O Folhão não fica atrás e em sua "Agenda" da semana registra: "19, quarta: Copom divulga nova taxa básica de juros da economia". Quer dizer, para ela a reunião nem será de rotina, nem terminará sem elevação dos juros - a alta destes para o jornalão da Barão de Limeira é fato consumado.
Querem a Selic em 12,2% até o final do ano
Mercado, rentistas, especuladores querem 1,5% atá o final do ano a mais na taxa Selic. Um absurdo porque, se concedido, teremos nada menos que R$ 22,5 bi a mais de juros no serviço da divida interna, igual ao contingenciamento prometido pela Fazenda...
A propósito de juros e câmbio, convido a todos vocês a lerem uma boa entrevista do presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas aplicadas (IPEA), Mário Pochmann, publicada no fim de semana (domingo) em O Estado de S.Paulo sob o título “Falta agilidade na questão cambial”.
Para Pochmann, o governo poderia ser mais rápido na contenção da valorização do real. Segundo ele, há várias políticas que podem ser adotadas para reduzir a pressão cambial sobre alguns setores.
Quem vencerá essa queda de braço?
É visível que do lado do governo há um esforço para conter essa pressão pelo aumento dos juros, via cortes nos gastos de custeio (no Orçamento Geral da União/2011) e atuação do BC na área cambial e do crédito.
Esta semana (depois de amanhã) teremos a primeira reunião do COPOM no ano e no novo governo e aí saberemos como o BC sob nova direção e o novo Governo vão conduzir a política monetária. Vamos ver quem vencerá a queda de braço.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário