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Publicado em 15-Jan-2011
Pouco mais de uma hora de chuva provoca 28 alagamentos...
As proporções gigantescas assumidas pela calamidade na região serrana do Rio de Janeiro - o número de mortos chegou a 568 até o início desta tarde - levou a mídia a relegar a um 2º plano, às últimas páginas do noticiário o drama das enchentes que assolam São Paulo desde o início das chuvas de verão em dezembro, há um mês e meio.
Infelizmente, não é o fato de a imprensa em geral lhe atribuir menor espaço (em alguns veículos, virou pequenas notas) que o drama deixou de existir. Tampouco cessou com a imprensa adotando o seu tradicional dois pesos e duas medidas: culpa o governo federal pela tragédia do Rio, mas registra a de São Paulo como se esta não tivesse culpados ou responsáveis.
Chuva de pouco mais de uma hora na tarde desta 6ª feira voltou a provocar transtornos em toda a região metropolitana e deixou parte da Capital paulista paralisada. O tráfego em vias de ligação importante da cidade, como a 23 de Maio, vital avenida entre as zonas Central e Sul chegou a ficar interditado por alagamento durante várias horas.
Só medidas paliativas
As avenidas marginais dos rios Tietê e do Pinheiros ficaram cheias. Em pouco mais de uma hora de chuva do meio para o fim da tarde a cidade ficou com nada menos que 28 pontos de alagamento - três intransitáveis - nas zonas Centro, Oeste e sul.
Na região do ABCD o rio Tamanduateí transbordou nas cidades de Santo André, São Caetano do Sul e Mauá. Em São Bernardo do Campo a Via Anchieta foi fechada - também foram fechados trechos da rodovia Raposo Tavares.
Felizmente não se registraram ocorrências com mortos e feridos. Enquanto isso as autoridades estaduais e municipais continuam sem qualquer plano específico para fazer frente à essas situações de emergência na Capital, no Estado e em suas regiões metropolitanas.
Como não são cobrados pela mídia, continuam assistindo a tragédia impassíveis, como se não fosse com elas. Quando muito anunciam medidas paliativas
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