segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Governo resiste à gritaria dos rentistas e especuladores
Publicado em 15-Jan-2011
Com forte atuação do Banco Central (BC) no mercado futuro e medidas para cortar o passo da especulação o governo dá sinais claros que não vai ceder à gritaria dos rentistas e especuladores nativos e internacionais contra qualquer medida de controle cambial. O trio de sempre mercado-rentistas-especuladores (na verdade uma só "entidade") age como se no mundo o câmbio não tivesse se transformado numa arma na guerra comercial. Mas, no Brasil seu movimento tem objetivos maiores: o alvo é o crédito subsidiado dos bancos públicos e a privatização dessas instituições. Com forte atuação do Banco Central (BC) no mercado futuro e medidas para cortar o passo da especulação o governo dá sinais claros que não vai ceder à gritaria dos rentistas e especuladores nativos e internacionais contra qualquer medida de controle cambial.

O trio de sempre mercado-rentistas-especuladores (na verdade uma só "entidade") age como se no mundo o câmbio não tivesse se transformado numa arma na guerra comercial particularmente para os Estados Unidos e a China.

O fato é que praticamente todos os países do mundo estão tomando medidas para controlar o câmbio e a inflação. Nosso conhecido trio ganancioso, com grande apoio de sempre da mídia, dos comentaristas e articulistas tucanos e da pauta dos programas de TV e rádio vem de novo com a gritaria por um aumento de juros.

Vamos ver quem vencerá a queda de braço

Luta para para que a elevação ocorra já na próxima 4ª feira - 1ª reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do ano e do governo Dilma Rousseff - para chegarmos ao final do ano com um aumento de pelo menos 1,5% a mais na taxa Selic, hoje em 10,75%.

Seu movimento tem objetivos maiores: o alvo principal é o crédito subsidiado dos bancos públicos. A campanha pela privatização desses bancos continua na ordem do dia para essa gente. Parte disso evidencia-se na sequência dos ataques ao próprio BNDES.

Atacam seu papel, agora de financiamento da produção e do desenvolvimento nacional; antes, nos governos tucanos apoiados por eles, de mero financiador da privataria.

Do lado do governo, louve-se, porque o que vemos é um esforço para conter essa pressão via cortes nos gastos de custeio (no Orçamento Geral da União/2011) e a atuação do BC na área cambial e do crédito. Vamos ver quem vencerá a queda de braço.

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