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A maior parte dos partidos políticos está desatenta ao fato de que é preciso propor novas formas de organização do Estado e políticas públicas
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Novos sujeitos políticos estão surgindo no interior de um processo de desconstituição da política, que ocorre em escala mundial, após o fracasso das receitas neoliberais para a reforma do Estado.
Esses novos sujeitos florescem fora dos partidos, tanto nos regimes democráticos como nos países autoritários. Quem substitui os partidos, hoje, são as redes sociais, as organizações de defesa do direito das mulheres contra Berlusconi na Itália, os movimentos populares de jovens no Egito, os "banlieues" nas periferias de Paris.
Todos movimentos em rede, que não pedem licença aos partidos ou aos sindicatos. São designados pela mídia, equivocadamente, como "revoluções", mas sem ideologia unitária. O que pedem são reformas, reconhecimento, oportunidades de trabalho, democracia e participação. São movimentos relativamente espontâneos, não contra a política, mas por outra política.
Todo o espontaneísmo é sadio quando se desdobra, em algum momento, em organização consciente.
Torna-se perigoso e contraproducente, em termos democráticos, quando permanece só fluindo, sem substituir o "velho" por nova ordem: a desesperança, nesse caso, pode redundar em salvacionismo ditatorial reciclado, gerando situação inclusive pior que a anterior.
É visível que existe, em grande parte da mídia, também uma campanha contra a política e os políticos, o que, no fundo, é, independentemente do objetivo de alguns jornalistas, também uma campanha contra a democracia.
Ela generaliza o desprezo aos políticos e ao Estado, principalmente àqueles que ainda preservam traços de defesa do antigo Estado de bem-estar. São sempre os partidos políticos, porém, os legatários que reorganizam a sociedade, seja para mais coesão e mais igualdade, seja para mais hierarquia, diferenças sociais e autoritarismo.
É verdade que poucos partidos têm compreendido a profundidade desses movimentos, permanecendo incapazes de apresentar alternativas novas. A maioria, na defesa de seus programas de governo, cinge-se a doses maiores ou menores de "liberalismo" ou "keynesianismo".
Estão desatentos ao fato de que as relações culturais, científicas e econômicas globais mudaram tudo. E que hoje é preciso propor novas formas de organização do Estado, novos tipos de políticas públicas e também organizar um novo sistema de defesa da moral pública.
Mas "representação" e eleições, mal ou bem, sempre constituíram formas de resistência contra o domínio, sem limites, dos manipuladores do capital financeiro especulativo que controlam a vida pública das nações. Eleições e representação constituíram, sempre, "problemas" para os mentores das reformas neoliberais, que agora são os herdeiros políticos do seu fracasso.
O domínio da ideologia neoliberal, além de ter conseguido sua hegemonia a partir da ideia do "caminho único", agora requer conclusões únicas sobre os efeitos da crise, para diluir as responsabilidades de quem a gerou. Desmoralizar a política, partidos e políticos ajuda a desmoralizar as críticas ao fracasso do seu modelo de sociedade.
Por isso, as frequentes campanhas genéricas contra o Estado e contra os políticos em geral têm sido duras. São campanhas não contra o Estado ausente, que dispensa políticas sociais. Nem contra os políticos corruptos, em especial. Mas uma campanha abrangente contra o Estado e contra a política.
As lições do Oriente e também da Europa servem para todos nós que, imbuídos do "desenvolvimentismo econômico e social", defendemos que o Estado deve ser forte por ser transparente e acessível à participação popular. Jamais deve ser "fraco", para ser obrigado a aplicar as receitas da redução impiedosa dos gastos sociais. E, depois, eleger a caridade privada como meio de compensar desigualdades brutais que o neoliberalismo nos legou
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terça-feira, 8 de março de 2011
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Tarso convida Baltazar Garzón para colaborar com estudo de combate à corrupção
Sul 21
16 de novembro de 2010 às 11:10h
Por Alexandre Cruz/ Especial Madri*
O diferencial de um grande político está na construção da rede de contatos e de amigos. E esta é uma virtude que Tarso Genro, que irá governar o Rio Grande do Sul por quatro anos, possui. Na tarde de hoje (15), ele formulou o convite para que o juiz espanhol Baltasar Garzón colabore com o futuro governo no combate à corrupção. De acordo com Tarso, o estado gaúcho será o modelo de referência nacional de enfrentamento à corrupção que tanto preocupa as sociedades brasileira e gaúcha.
A forma como o juiz Baltazar Garzón vai colaborar com o governo Tarso ainda não foi definida. Certo é que o magistrado participará do Seminário de Desenvolvimento Econômico e Social, que acontecerá no segundo semestre de 2011, em Porto Alegre.
Garzón ganhou fama internacional por expedir uma ordem de prisão contra o ex-ditador chileno Augusto Pinochet, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Em contrapartida, este ano foi perseguido pela direita espanhola ao abrir uma investigação sobre desaparecidos na época do ditador espanhol Francisco Franco e quase sentou nos bancos dos réus.
Conselhão – No fim da tarde de hoje (15), o governador eleito convidou, também, o chefe do Conselho Econômico e Social espanhol Francisco Gonzales Lena para participar do Seminário de Desenvolvimento Econômico e Social. O mesmo convite será feito ao Conselho português e, provavelmente, a autoridades da França e da Noruega. O objetivo deste seminário, segundo o governador eleito, é estreitar e aprofundar as experiências com os Conselhos Econômico e Social da Europa.
No início da reunião com o Conselho espanhol, Franciso Lena apresentou a trajetória histórica do CES, desenhando o panorama da situação laboral de Espanha na época em que o CES surgiu. Tarso afirmou que antes da implantação do Conselho Econômico e Social, o Conselhão, no Brasil, ele estudou a experiência de sete países e o mais próximo foi o modelo espanhol. Relatou que no governo Lula o objetivo foi reunir os atores sociais dentro de uma visão política de emergência de crescer e de inclusão social.
O futuro secretário do Conselho, Marcelo Danéris, afirmou que o CES estadual seguirá o modelo do Conselhão do governo Lula. Será o espaço de diálogo e participação social e concertação. “Será discutida a Reforma da Previdência,” afirmou Danéris. Ele considera que o CES estadual será um marco e um desafio, principalmente porque o Rio Grande do Sul é um estado historicamente polarizado na disputa política. Amanhã (16), a agenda de Tarso prevê uma reunião-almoço com os investidores espanhóis, em Madrid, próximo ao Estádio Santiago Bernabeu
16 de novembro de 2010 às 11:10h
Por Alexandre Cruz/ Especial Madri*
O diferencial de um grande político está na construção da rede de contatos e de amigos. E esta é uma virtude que Tarso Genro, que irá governar o Rio Grande do Sul por quatro anos, possui. Na tarde de hoje (15), ele formulou o convite para que o juiz espanhol Baltasar Garzón colabore com o futuro governo no combate à corrupção. De acordo com Tarso, o estado gaúcho será o modelo de referência nacional de enfrentamento à corrupção que tanto preocupa as sociedades brasileira e gaúcha.
A forma como o juiz Baltazar Garzón vai colaborar com o governo Tarso ainda não foi definida. Certo é que o magistrado participará do Seminário de Desenvolvimento Econômico e Social, que acontecerá no segundo semestre de 2011, em Porto Alegre.
Garzón ganhou fama internacional por expedir uma ordem de prisão contra o ex-ditador chileno Augusto Pinochet, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Em contrapartida, este ano foi perseguido pela direita espanhola ao abrir uma investigação sobre desaparecidos na época do ditador espanhol Francisco Franco e quase sentou nos bancos dos réus.
Conselhão – No fim da tarde de hoje (15), o governador eleito convidou, também, o chefe do Conselho Econômico e Social espanhol Francisco Gonzales Lena para participar do Seminário de Desenvolvimento Econômico e Social. O mesmo convite será feito ao Conselho português e, provavelmente, a autoridades da França e da Noruega. O objetivo deste seminário, segundo o governador eleito, é estreitar e aprofundar as experiências com os Conselhos Econômico e Social da Europa.
No início da reunião com o Conselho espanhol, Franciso Lena apresentou a trajetória histórica do CES, desenhando o panorama da situação laboral de Espanha na época em que o CES surgiu. Tarso afirmou que antes da implantação do Conselho Econômico e Social, o Conselhão, no Brasil, ele estudou a experiência de sete países e o mais próximo foi o modelo espanhol. Relatou que no governo Lula o objetivo foi reunir os atores sociais dentro de uma visão política de emergência de crescer e de inclusão social.
O futuro secretário do Conselho, Marcelo Danéris, afirmou que o CES estadual seguirá o modelo do Conselhão do governo Lula. Será o espaço de diálogo e participação social e concertação. “Será discutida a Reforma da Previdência,” afirmou Danéris. Ele considera que o CES estadual será um marco e um desafio, principalmente porque o Rio Grande do Sul é um estado historicamente polarizado na disputa política. Amanhã (16), a agenda de Tarso prevê uma reunião-almoço com os investidores espanhóis, em Madrid, próximo ao Estádio Santiago Bernabeu
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
TARSO - Governadores do PSDB querem constranger Dilma”
Fernando Gomes/Agência RBS/Folhapress – 6/10/2010
Tarso Genro: governador eleito acusa movimento liderado por Alckmin pela renegociação da dívida de apostar no desequilíbrio macroeconômico do país
Sérgio Bueno | VALOR
De Porto Alegre
Os governadores eleitos e reeleitos da base de apoio do governo federal decidiram reagir à pressão do PSDB pela renegociação das dívidas dos Estados, pelo aumento da compensação das perdas com a Lei Kandir – que desonera as exportações de produtos primários e semielaborados – e contra a reedição da CPMF. Liderado por Tarso Genro (PT), do Rio Grande do Sul, Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, o movimento pretende evitar que os tucanos ditem a pauta política na transição para desgastar a presidente eleita Dilma Rousseff (PT).
Para Genro, a movimentação liderada pelo governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), “insinua a tentativa de formar um bloco para iniciar um processo de constrangimento do governo Dilma sem qualquer diálogo prévio”. Ele considera importantes as questões levantadas pelos tucanos, mas entende que a forma como elas foram colocadas “significa apostar no desequilíbrio macroeconômico do país”. Indagado sobre a declaração de Genro, Alckmin, por meio de sua assessoria, disse que não se manifestaria.
Os governadores da base aliada farão um encontro no Rio de Janeiro no dia 13 de dezembro para alinhar o discurso, inclusive sobre temas como as reformas política e tributária. Em seguida eles vão propor uma reunião com os governadores do PSDB e do DEM para avaliar as questões federativas comuns. “Queremos conversar com todos, só não admitimos que a pauta da relação dos Estados com a União seja exclusiva do PSDB e de São Paulo”, afirmou Genro.
Como alternativa à renegociação das dívidas estaduais, que incluiria a substituição do IGP-DI como indexador dos contratos, Genro sugere a abertura de espaço para que os governadores busquem financiamentos para investir ou a liberação de recursos da União para projetos nos Estados. No caso da CPMF, ele defende que a volta do tributo seja compensada pela desoneração da folha de pagamento das empresas e pelo abatimento de valor equivalente no Imposto de Renda das pessoas físicas para evitar o aumento da carga fiscal.
A seguir, a entrevista do governador eleito do Rio Grande do Sul ao Valor:
Valor: O senhor. concorda com as demandas do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do PSDB pela renegociação das dívidas dos Estados com a União e pelo aumento das compensações das perdas com a Lei Kandir?
Tarso Genro: O governador Geraldo Alckmin estranhamente aparece liderando uma movimentação para alteração dos critérios de correção da dívida pública dos Estados quando temos pela frente um governo (federal) que ainda não assumiu e ainda não começou a conversar com os governadores a respeito das questões federativas mais importantes. Então essa movimentação insinua a tentativa de formar um bloco para iniciar um processo de constrangimento do governo Dilma sem qualquer diálogo prévio.
Valor: Mas qual é a posição dos governadores da base a respeito desses temas?
Genro: Temos interesse, sim, em discutir o financiamento e o desenvolvimento dos Estados, mas vamos fazê-lo de maneira ordenada, parceira com o governo federal, sem qualquer tentativa preliminar de gerar uma situação de instabilidade macroeconômica. O conteúdo dessas questões é verdadeiro. Particularmente ao Rio Grande do Sul interessa muito a compensação da Lei Kandir, mas não podemos adiantar unilateralmente uma pauta. Não me parece correto que se saque uma fórmula mágica da cartola sem consultar os demais Estados, já tentando constituir uma situação de confronto entre os governadores e o governo federal. O Brasil não pode ser discutido especificamente a partir de uma ótica paulista.
Valor: De uma ótica paulista ou de uma ótica do PSDB?
Genro: Quando falo de São Paulo, falo de um Estado concreto que está sendo governado pelo PSDB há décadas. Nós, da base aliada, queremos conversar com todos os governadores, só não admitimos que a pauta da relação dos Estados com a União seja exclusiva do PSDB e de São Paulo. Isso é ruim, não dá certo e foi uma característica do governo Fernando Henrique Cardoso, mas que não perdurou no governo Lula e certamente não vai perdurar no governo Dilma.
Valor: E como os governadores da base pretendem evitar que a pauta seja dominada pela oposição?
Genro: Eu e os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Eduardo Campos (PSB-PE) estamos conversando e vamos falar com os governadores dos nossos partidos e também com os outros da base aliada para ver a situação concreta de cada Estado. As questões específicas deverão ser tratadas diretamente com o governo federal. Já os temas que forem comuns nós pretendemos discutir em uma reunião na primeira quinzena de dezembro no Rio de Janeiro, possivelmente no dia 13 por sugestão do Sérgio Cabral, e depois vamos oferecer esta pauta para os governadores do PSDB.
Valor: Qual é a sua proposta para a dívida dos Estados?
Genro: Há várias formas de ‘renegociação da dívida’. Já temos alguns exemplos no governo Lula, como a transferência de parte da dívida por vencer para o fim do contrato para permitir a realização de investimentos, como as operações realizadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em alguns Estados. O pioneiro foi o Ceará durante o governo do Lúcio Alcântara (2003-2006). Também pode haver o repasse de recursos orçamentários da União para investimentos nos Estados sem causar qualquer desequilíbrio fiscal. O mesmo raciocínio vale para a compensação da Lei Kandir.
Valor: Os governadores pretendem apresentar uma pauta à presidente eleita depois do dia 13?
Genro: Primeiro temos que saber quais as possibilidades que o governo federal tem para abrir rubricas orçamentárias para investimentos nos Estados. Depois temos que fazer uma pauta comum, conversada inclusive com o governo, para propor a todos os governadores. Antes da posse, os governadores da base aliada terão que fazer uma reunião com os da oposição. Mas os que acham que o movimento adequado é iniciar um processo de constrangimento do governo federal não terão nosso apoio porque isso significa apostar no desequilíbrio macroeconômico do país.
Valor: Já no caso da reedição CPMF, a oposição partiu para o ataque depois que a própria presidente eleita levantou o assunto. Como o governo federal pode evitar o desgaste por admitir a volta da contribuição, que é impopular?
Genro: A CPMF é um tributo que se aproxima muito da perfeição porque é limpo, progressivo, não afeta quem sabe 98% da população, é de fácil controle e de fácil cobrança. Por que não se combina a votação da CPMF com a desoneração da folha de pagamento e com o abatimento no Imposto de Renda da pessoa física? Isso não aumenta a carga fiscal porque estabelece a compensação e mesmo assim permite ao governo arrecadar mais pela facilidade de cobrança.
Valor: Mas a situação está confusa. O governador Eduardo Campos, do PSB, recuou na defesa da CPMF ao dizer que é preciso financiar a saúde sem criar nova taxa, enquanto Antônio Anastasia, do PSDB, em Minas Gerais, apoia a volta da contribuição.
Genro: É natural que esteja confusa. É um tema difícil porque um imposto sempre causa impacto na população. Mas na medida em que mostrarmos que a contribuição vai ser compensada com a redução de outros tributos ela será aceita e se transformará em uma grande política para melhorar a saúde pública no Brasil, que está subfinanciada.
Valor: Os governadores da base vão apoiar a reforma tributária?
Genro: Essa é uma das pautas da nossa reunião do dia 13. Acho que a reforma será inevitável porque a maioria dos governadores entende que o sistema tributário não é bom para os Estados pobres, que não são beneficiados pela cobrança do ICMS na origem. Há uma ambiguidade no Brasil. O Nordeste não quer a reforma política porque boa parte da elite nordestina é favorecida pela situação atual e São Paulo não quer a reforma tributária porque é beneficiado pelo sistema atual. Creio que o melhor seria fazer primeiro a reforma política para então fazer uma reforma tributária mais adequada, mas não sei se isso será possível.
Tarso Genro: governador eleito acusa movimento liderado por Alckmin pela renegociação da dívida de apostar no desequilíbrio macroeconômico do país
Sérgio Bueno | VALOR
De Porto Alegre
Os governadores eleitos e reeleitos da base de apoio do governo federal decidiram reagir à pressão do PSDB pela renegociação das dívidas dos Estados, pelo aumento da compensação das perdas com a Lei Kandir – que desonera as exportações de produtos primários e semielaborados – e contra a reedição da CPMF. Liderado por Tarso Genro (PT), do Rio Grande do Sul, Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, o movimento pretende evitar que os tucanos ditem a pauta política na transição para desgastar a presidente eleita Dilma Rousseff (PT).
Para Genro, a movimentação liderada pelo governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), “insinua a tentativa de formar um bloco para iniciar um processo de constrangimento do governo Dilma sem qualquer diálogo prévio”. Ele considera importantes as questões levantadas pelos tucanos, mas entende que a forma como elas foram colocadas “significa apostar no desequilíbrio macroeconômico do país”. Indagado sobre a declaração de Genro, Alckmin, por meio de sua assessoria, disse que não se manifestaria.
Os governadores da base aliada farão um encontro no Rio de Janeiro no dia 13 de dezembro para alinhar o discurso, inclusive sobre temas como as reformas política e tributária. Em seguida eles vão propor uma reunião com os governadores do PSDB e do DEM para avaliar as questões federativas comuns. “Queremos conversar com todos, só não admitimos que a pauta da relação dos Estados com a União seja exclusiva do PSDB e de São Paulo”, afirmou Genro.
Como alternativa à renegociação das dívidas estaduais, que incluiria a substituição do IGP-DI como indexador dos contratos, Genro sugere a abertura de espaço para que os governadores busquem financiamentos para investir ou a liberação de recursos da União para projetos nos Estados. No caso da CPMF, ele defende que a volta do tributo seja compensada pela desoneração da folha de pagamento das empresas e pelo abatimento de valor equivalente no Imposto de Renda das pessoas físicas para evitar o aumento da carga fiscal.
A seguir, a entrevista do governador eleito do Rio Grande do Sul ao Valor:
Valor: O senhor. concorda com as demandas do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do PSDB pela renegociação das dívidas dos Estados com a União e pelo aumento das compensações das perdas com a Lei Kandir?
Tarso Genro: O governador Geraldo Alckmin estranhamente aparece liderando uma movimentação para alteração dos critérios de correção da dívida pública dos Estados quando temos pela frente um governo (federal) que ainda não assumiu e ainda não começou a conversar com os governadores a respeito das questões federativas mais importantes. Então essa movimentação insinua a tentativa de formar um bloco para iniciar um processo de constrangimento do governo Dilma sem qualquer diálogo prévio.
Valor: Mas qual é a posição dos governadores da base a respeito desses temas?
Genro: Temos interesse, sim, em discutir o financiamento e o desenvolvimento dos Estados, mas vamos fazê-lo de maneira ordenada, parceira com o governo federal, sem qualquer tentativa preliminar de gerar uma situação de instabilidade macroeconômica. O conteúdo dessas questões é verdadeiro. Particularmente ao Rio Grande do Sul interessa muito a compensação da Lei Kandir, mas não podemos adiantar unilateralmente uma pauta. Não me parece correto que se saque uma fórmula mágica da cartola sem consultar os demais Estados, já tentando constituir uma situação de confronto entre os governadores e o governo federal. O Brasil não pode ser discutido especificamente a partir de uma ótica paulista.
Valor: De uma ótica paulista ou de uma ótica do PSDB?
Genro: Quando falo de São Paulo, falo de um Estado concreto que está sendo governado pelo PSDB há décadas. Nós, da base aliada, queremos conversar com todos os governadores, só não admitimos que a pauta da relação dos Estados com a União seja exclusiva do PSDB e de São Paulo. Isso é ruim, não dá certo e foi uma característica do governo Fernando Henrique Cardoso, mas que não perdurou no governo Lula e certamente não vai perdurar no governo Dilma.
Valor: E como os governadores da base pretendem evitar que a pauta seja dominada pela oposição?
Genro: Eu e os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Eduardo Campos (PSB-PE) estamos conversando e vamos falar com os governadores dos nossos partidos e também com os outros da base aliada para ver a situação concreta de cada Estado. As questões específicas deverão ser tratadas diretamente com o governo federal. Já os temas que forem comuns nós pretendemos discutir em uma reunião na primeira quinzena de dezembro no Rio de Janeiro, possivelmente no dia 13 por sugestão do Sérgio Cabral, e depois vamos oferecer esta pauta para os governadores do PSDB.
Valor: Qual é a sua proposta para a dívida dos Estados?
Genro: Há várias formas de ‘renegociação da dívida’. Já temos alguns exemplos no governo Lula, como a transferência de parte da dívida por vencer para o fim do contrato para permitir a realização de investimentos, como as operações realizadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em alguns Estados. O pioneiro foi o Ceará durante o governo do Lúcio Alcântara (2003-2006). Também pode haver o repasse de recursos orçamentários da União para investimentos nos Estados sem causar qualquer desequilíbrio fiscal. O mesmo raciocínio vale para a compensação da Lei Kandir.
Valor: Os governadores pretendem apresentar uma pauta à presidente eleita depois do dia 13?
Genro: Primeiro temos que saber quais as possibilidades que o governo federal tem para abrir rubricas orçamentárias para investimentos nos Estados. Depois temos que fazer uma pauta comum, conversada inclusive com o governo, para propor a todos os governadores. Antes da posse, os governadores da base aliada terão que fazer uma reunião com os da oposição. Mas os que acham que o movimento adequado é iniciar um processo de constrangimento do governo federal não terão nosso apoio porque isso significa apostar no desequilíbrio macroeconômico do país.
Valor: Já no caso da reedição CPMF, a oposição partiu para o ataque depois que a própria presidente eleita levantou o assunto. Como o governo federal pode evitar o desgaste por admitir a volta da contribuição, que é impopular?
Genro: A CPMF é um tributo que se aproxima muito da perfeição porque é limpo, progressivo, não afeta quem sabe 98% da população, é de fácil controle e de fácil cobrança. Por que não se combina a votação da CPMF com a desoneração da folha de pagamento e com o abatimento no Imposto de Renda da pessoa física? Isso não aumenta a carga fiscal porque estabelece a compensação e mesmo assim permite ao governo arrecadar mais pela facilidade de cobrança.
Valor: Mas a situação está confusa. O governador Eduardo Campos, do PSB, recuou na defesa da CPMF ao dizer que é preciso financiar a saúde sem criar nova taxa, enquanto Antônio Anastasia, do PSDB, em Minas Gerais, apoia a volta da contribuição.
Genro: É natural que esteja confusa. É um tema difícil porque um imposto sempre causa impacto na população. Mas na medida em que mostrarmos que a contribuição vai ser compensada com a redução de outros tributos ela será aceita e se transformará em uma grande política para melhorar a saúde pública no Brasil, que está subfinanciada.
Valor: Os governadores da base vão apoiar a reforma tributária?
Genro: Essa é uma das pautas da nossa reunião do dia 13. Acho que a reforma será inevitável porque a maioria dos governadores entende que o sistema tributário não é bom para os Estados pobres, que não são beneficiados pela cobrança do ICMS na origem. Há uma ambiguidade no Brasil. O Nordeste não quer a reforma política porque boa parte da elite nordestina é favorecida pela situação atual e São Paulo não quer a reforma tributária porque é beneficiado pelo sistema atual. Creio que o melhor seria fazer primeiro a reforma política para então fazer uma reforma tributária mais adequada, mas não sei se isso será possível.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Na Capital, Dilma cita filha e neto para reforçar vínculo com o Estado
Durante discurso após caminhada no Centro, candidata disse que RS vai dar a vitória a ela
Em sua rápida passagem por Porto Alegre na tarde desta quinta-feira, a candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, fez questão de reforçar seu vínculo com o Estado — onde venceu o tucano José Serra no primeiro turno com uma diferença de 400 mil votos.
Durante discurso realizado em cima de um veículo nas imediações do Largo Glênio Peres, após uma caminhada de cerca de meia hora no Centro, a petista lembrou que sua filha e seu neto são gaúchos.
— O Rio Grande do Sul, eu tenho certeza, pode e vai me dar a vitória. Minha filha e meus netos são gaúchos. Peço ao povo gaúcho que pegue as bandeiras e a fé para construir a maior vitória que o país já viu — disse, ao lado do governador eleito Tarso Genro e do prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti.
Vestida com um casaco laranja e uma calça preta, Dilma desembarcou no antigo terminal do Aeroporto Salgado Filho às 15h35 e foi recepcionada pelo ex-candidato a vice-governador Pompeo de Mattos (PDT). Em entrevista à imprensa no local, criticou a política salarial do adversário tucano quando era governador de São Paulo.
— O salário dos delegados de São Paulo é um dos mais baixos... e os professores então. Aí eu me pergunto, como podemos acreditar em promessas se tudo o que foi feito antes é diferente da promessa — questionou, repetindo que sua campanha é "vítima de um processo de calúnia e difamação".
"Tentativas de factóides"
No aeroporto, a candidata do PT falou sobre a tentativa de agressão sofrida em Curitiba, onde cumpriu agenda até o início da tarde. Bexigas de água foram arremessadas de um prédio em direção ao veículo em que Dilma estava, porém não a acertaram.
— Esta campanha não pode se pautar por agressões e nem por tentativas de criar factóides. No meu caso, tudo foi absolutamente presenciado por jornalistas. Isso (agressões) não contribui. Sou a favor de uma campanha de alto nível — declarou, fazendo um apelo para a "militância não cair em provocações".
— Tem um método muito tradicional usada pela direita que é criar fatos e acusar o lado de lá de violência. Isso é típico de uma campanha direitista — completou.
Apesar de evitar fazer comentários sobre a suposta agressão sofrida por José Serra, ela disse que não é Rojas (goleiro chileno que simulou ter sido ferido por um foguete no Maracanã, nas Eliminatórias para a Copa de 1990) para fazer "firula" com o episódio desta quarta-feira na capital paranaense. No início da tarde, em Rio Grande, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz a mesma comparação.
2,5 mil pessoas na caminhada
Do aeroporto, Dilma seguiu direto para a caminhada, acompanhada por 2,5 mil pessoas, segundo estimativa da Brigada Militar. O trajeto partiu da Esquina Democrática — cruzamento entre a Borges de Medeiros e a Andradas — e se estendeu até a prefeitura. No caminho, a candidata usou um colar de estrelas vermelhas presenteado por uma simpatizante.
Políticos como o senador Sérgio Zambiasi, o ex-governador Olívio Dutra e os deputados Luís Augusto Lara, Manuela D'Ávila e Beto Albuquerque acompanharam o deslocamento. Após a caminhada, Dilma foi visitar a filha e o neto Gabriel, nascido em setembro. Às 19h30, ela participa de comício com o presidente Lula em Caxias do Sul, na Serra. O evento é o último da agenda desta quarta-feira da petista no Rio Grande do Sul.
Em sua rápida passagem por Porto Alegre na tarde desta quinta-feira, a candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, fez questão de reforçar seu vínculo com o Estado — onde venceu o tucano José Serra no primeiro turno com uma diferença de 400 mil votos.
Durante discurso realizado em cima de um veículo nas imediações do Largo Glênio Peres, após uma caminhada de cerca de meia hora no Centro, a petista lembrou que sua filha e seu neto são gaúchos.
— O Rio Grande do Sul, eu tenho certeza, pode e vai me dar a vitória. Minha filha e meus netos são gaúchos. Peço ao povo gaúcho que pegue as bandeiras e a fé para construir a maior vitória que o país já viu — disse, ao lado do governador eleito Tarso Genro e do prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti.
Vestida com um casaco laranja e uma calça preta, Dilma desembarcou no antigo terminal do Aeroporto Salgado Filho às 15h35 e foi recepcionada pelo ex-candidato a vice-governador Pompeo de Mattos (PDT). Em entrevista à imprensa no local, criticou a política salarial do adversário tucano quando era governador de São Paulo.
— O salário dos delegados de São Paulo é um dos mais baixos... e os professores então. Aí eu me pergunto, como podemos acreditar em promessas se tudo o que foi feito antes é diferente da promessa — questionou, repetindo que sua campanha é "vítima de um processo de calúnia e difamação".
"Tentativas de factóides"
No aeroporto, a candidata do PT falou sobre a tentativa de agressão sofrida em Curitiba, onde cumpriu agenda até o início da tarde. Bexigas de água foram arremessadas de um prédio em direção ao veículo em que Dilma estava, porém não a acertaram.
— Esta campanha não pode se pautar por agressões e nem por tentativas de criar factóides. No meu caso, tudo foi absolutamente presenciado por jornalistas. Isso (agressões) não contribui. Sou a favor de uma campanha de alto nível — declarou, fazendo um apelo para a "militância não cair em provocações".
— Tem um método muito tradicional usada pela direita que é criar fatos e acusar o lado de lá de violência. Isso é típico de uma campanha direitista — completou.
Apesar de evitar fazer comentários sobre a suposta agressão sofrida por José Serra, ela disse que não é Rojas (goleiro chileno que simulou ter sido ferido por um foguete no Maracanã, nas Eliminatórias para a Copa de 1990) para fazer "firula" com o episódio desta quarta-feira na capital paranaense. No início da tarde, em Rio Grande, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz a mesma comparação.
2,5 mil pessoas na caminhada
Do aeroporto, Dilma seguiu direto para a caminhada, acompanhada por 2,5 mil pessoas, segundo estimativa da Brigada Militar. O trajeto partiu da Esquina Democrática — cruzamento entre a Borges de Medeiros e a Andradas — e se estendeu até a prefeitura. No caminho, a candidata usou um colar de estrelas vermelhas presenteado por uma simpatizante.
Políticos como o senador Sérgio Zambiasi, o ex-governador Olívio Dutra e os deputados Luís Augusto Lara, Manuela D'Ávila e Beto Albuquerque acompanharam o deslocamento. Após a caminhada, Dilma foi visitar a filha e o neto Gabriel, nascido em setembro. Às 19h30, ela participa de comício com o presidente Lula em Caxias do Sul, na Serra. O evento é o último da agenda desta quarta-feira da petista no Rio Grande do Sul.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Entrevista de Tarso Genro ao Terra - "o tucanato rebaixou a agenda da disputa política"
Do Terra
Tarso Genro: FLAVIA BEMFICA
Direto de Porto Alegre
Eleito em 3 de outubro governador do Rio Grande do Sul com 54,35% dos votos válidos, o petista Tarso Genro conquistou uma vitória histórica: foi a primeira vez desde a Constituição de 1988 que um governador elegeu-se em primeiro turno no Estado. A vitória não foi obra do acaso. Após ter governado o Rio Grande do Sul de 1999 a 2003 e de ter se debatido com disputas internas que o enfraqueceram, o PT gaúcho conseguiu afinal colocar seus interesses acima daqueles de suas "estrelas" para construir com uma candidatura competitiva.
Tarso, que no passado havia protagonizado algumas das disputas dentro do PT gaúcho, encontrou várias "pedras" no caminho da eleição de 3 de outubro. Afastou-as uma a uma, e cada qual a seu tempo. O PT começou a pavimentar a candidatura ao governo em 2008, mas o então ministro não era o único pré-candidato. De quebra, existiam os interesses do diretório nacional, que, como forma de garantir a coligação nacional, chegou a cogitar - e a começar a negociar - uma aliança estadual semelhante à que foi derrotada em Minas Gerais, na qual o PT se uniria ao PMDB e não ficaria com a cabeça de chapa.
Os petistas gaúchos - e Tarso em especial - reagiram e as negociações naufragaram. Em seguida, tiveram início os debates dentro da sigla para definir o processo de escolha do candidato. Três postulantes se apresentaram, mas, contrariando uma prática histórica, o partido chegou a um nome de consenso ao invés de realizar prévias.
Na metade de 2009, com uma antecedência que acelerou o processo eleitoral e contou muitos pontos durante a campanha, o PT foi o primeiro partido a apresentar oficialmente seu pré-candidato ao governo: Tarso. Candidatura definida, o PT gaúcho, sempre acusado de não ceder espaço a aliados, tentou convencer antigos e possíveis novos parceiros de que havia mudado.
O sucesso da estratégia, às vezes, veio por vias indiretas. O PDT, um dos cortejados, acabou optando por aliar-se no papel com o PMDB. Mas durante todo o ano de 2008 o então presidente estadual petista, Olívio Dutra, e o pedetista, Romildo Bolzan Júnior, percorreram o Estado anunciando uma aliança, o que pesou para que, na prática, os trabalhistas continuassem divididos. E Tarso divulgou à exaustão que, se eleito, convidaria o PDT para integrar o governo. O que, diga-se de passagem, já fez.
O PT também tentou atrair o PTB, sem sucesso, e insistiu junto aos antigos companheiros do PSB e do PCdoB, que pareciam dispostos a lançar uma candidatura própria. De novo, o partido parecia fadado a um isolamento que já era comemorado pelos adversários. Mas, em mais um exercício de paciência e muita conversa, a negociação com o PSB e o PCdoB deu resultado.
Mesmo depois de firmada a aliança, eram poucos os que acreditavam que o PT conseguiria ultrapassar no primeiro turno seu índice histórico de votação - na faixa dos 35%. Tarso percorreu o Estado inteiro e estava entre "os poucos". Eleito, ele não deu tempo para que dissessem que seu governo de coalizão ficaria na promessa. De imediato começou a construir uma base de sustentação forte. Já procurou o PDT e o PTB. Ao mesmo tempo, assumiu a coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Estado e está na linha de frente dos que respondem ao bombardeio adversário.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista que o governador eleito concedeu ao Terra:
Terra: Havia uma expectativa de vitória no primeiro turno na eleição presidencial e uma dúvida sobre se haveria ou não segundo turno no Rio Grande do Sul. E aconteceu o contrário. O senhor venceu no primeiro turno e a candidata Dilma Rousseff vai disputar o segundo da eleição presidencial. O que houve?
Tarso: Tudo começou com a unidade interna do nosso partido. O adiantamento da escolha do candidato feito através de um debate político forte dentro do partido que levou não a um dissenso, mas à unidade. Depois, a implementação das 15 caravanas pelo interior, onde discutimos nosso programa, que é este que está aí, que foi apresentado, com todas as forças sociais e econômicas do Estado. Em terceiro lugar, nossa paciência e nosso desejo sempre público de respeitar o tempo do PCdoB e do PSB para compor a frente e depois o sucesso de formação da frente. Essa vitória no primeiro turno não seria possível sem a presença do PCdoB e do PSB. E também, obviamente, embora secundariamente, mas também importante, o apoio do PR e do PPL, que nos aumentaram o tempo de televisão. E, finalmente, o fato de que não nos deixamos envolver em querelas menores aqui no Estado. Sempre apresentamos uma visão programática, que podia ser apresentada com coerência tanto junto ao MST como junto aos sindicatos, como junto à academia, como junto ao empresariado. Nunca falseamos nosso programa para agradar plateia. Inclusive em relação a questões polêmicas aqui no Estado, como privatizações, pedágios e respeito aos movimentos sociais. Isso nos deu credibilidade e nossa mensagem foi compreendida profundamente pela sociedade gaúcha.
Terra: E na eleição nacional, o que aconteceu?
Tarso: Acho que houve um equívoco de avaliação, que não levou em consideração que o próprio Lula, que é o Lula, não ganhou no primeiro turno. Havia um otimismo exagerado em relação à credibilidade do governo Lula, que hoje bate recordes de mais de 80% (de aprovação), e que isso daria sustentabilidade imediata para uma vitória no primeiro turno. É um equívoco. Foi um equívoco. Foi isso que, eu diria, criou uma atmosfera de vitória no primeiro turno. Acho que não é um erro de direção da campanha como dizem alguns, mas é uma sensação que afetou todo o nosso campo. E refletiu de uma maneira negativa nos últimos 15 dias de campanha, quando devíamos ter reagido duramente aos ataques do Serra e colocado temas fundamentais como estão sendo colocados agora, como a questão de quem é o Serra como gestor. Que, na verdade, ele é um gestor muito mais modesto e muito inferior à Dilma, e qual a sua posição real sobre a questão do modelo neoliberal aqui no Brasil, que se refletiu na sua conduta perante as privatizações.
Terra: Então, agora, a resposta está correta?
Tarso: Na minha opinião, está. O que me impressiona é uma espécie de cinismo da candidatura Serra quando se diz atacada pela candidatura Dilma. Quando, na verdade, o que a Dilma está fazendo é simplesmente responder com elegância aos ataques brutais que foram feitos e, inclusive, às versões distorcidas que o PSDB deu sobre as questões relacionadas com a corrupção. Vou dar um exemplo concreto: nunca o Estado brasileiro combateu tão duramente a corrupção como nos últimos anos aqui no Brasil. Isso é um estudo da Universidade de São Paulo. Não é uma bazófia do governo federal. Com a utilização do caso Erenice, o PSDB só fez obscurecer este fato. A corrupção só é tema de debate no Brasil porque nunca foi tão combatida. Pelo governo do presidente Lula.
Terra: Segundo turno é mais difícil do que primeiro?
Tarso: Não. Todo candidato quer ganhar no primeiro turno porque isso aí lhe dá uma força política para constituir o governo, bastante significativa. Agora, no caso do presidente Lula, foi o contrário. E nós queremos que aconteça a mesma coisa com a Dilma. E acho que nós vamos ganhar a eleição. O fato de que o Serra parou de crescer e a Dilma parou de cair e que os debates, no mínimo, têm sido parelhos até agora, nos autorizam a dizer que nós vamos obter uma vitória no segundo turno com uma boa margem de votos.
Terra: O senhor concorda com os que dizem que a campanha deste segundo turno tem muitos ataques de ambas as partes e pouco debate de propostas?
Tarso: O tucanato rebaixou a agenda da disputa política com a questão da religião, com a questão do aborto e com a utilização rançosa, udenista, do caso Erenice. Esse rebaixamento no começo surtiu efeito, mas, a medida em que a nossa campanha e a Dilma começaram a responder, isso tende a perder efeito.
Terra: A decisão nacional do PV, de independência em relação a eleição presidencial neste segundo turno, frustrou o PT?
Tarso: Na conjuntura, foi uma decisão positiva. Eu disse logo depois da eleição que, no mínimo, a Marina jamais apoiaria o Serra. Pela trajetória e pela história dela, que conheço há 30 anos. Uma pessoa com quem eu militei nos momentos mais duros do golpe militar. Conheço a sua formação e conheço a sua história, a sua grandeza moral e política. É óbvio que o meu pensamento é que ela perdeu uma oportunidade de se colocar como uma grande liderança, equivalente a do Lula e da Dilma, se apoiasse a Dilma. Mas esse é um raciocínio de um amigo e de um companheiro da Marina, que não foi o dela, que eu respeito profundamente.
Terra: O senhor, como governador eleito no primeiro turno, assumiu a coordenação de campanha de Dilma no Rio Grande do Sul. Dilma teve uma vantagem de 400 mil votos sobre Serra no primeiro turno no Estado, mas as pesquisas apontam o ex-governador na frente na região Sul no início do segundo turno. Qual é a estratégia para manter a dianteira nas urnas entre os gaúchos?
Tarso: Nós vamos fazer uma diferença maior da Dilma em relação ao Serra aqui no segundo turno. A Dilma vai chegar, no mínimo, à minha votação, o que pode fazer uma diferença fundamental para ela ganhar a eleição. E a amplitude da nossa campanha pode ser sintetizada pela mesa do Plaza São Rafael (na semana passada, durante plenária de arrancada da campanha de Dilma no segundo turno no Estado, no Centro de Eventos do Hotel Plaza, estavam na mesa principal, entre outros, o senador Sérgio Zambiasi, do PTB; o deputado federal Mendes Ribeiro Filho, do PMDB, que coordenou a campanha do candidato derrotado do partido ao governo, José Fogaça; o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, do PDT; e ainda o deputado federal Pompeo de Mattos, do PDT, que concorreu a vice de Fogaça; e o presidente do PDT gaúcho, Romildo Bolzan Júnior.) Aquela mesa composta ali ela só ocorreu aqui no Rio Grande do Sul em 1961 quando o Estado se opôs massivamente ao primeiro movimento golpista. O fato de o PMDB ter escolhido o Serra no Rio Grande do Sul não me surpreendeu. O que me surpreendeu positivamente foi ele ter permitido formalmente que os setores do PMDB mais progressistas transitassem em direção a candidatura da Dilma. Portanto, o ambiente aqui no Sul é altamente positivo.
Terra: Eleito, o senhor já procura construir com vários partidos no Rio Grande do Sul um governo de coalizão. O senhor acredita que vai contar com o PDT e o PTB na base de sustentação?
Tarso: Estamos procurando os partidos a partir de uma afinidade mínima programática e também considerando a base social destes partidos. O caso do PP, por exemplo: eles têm uma base muito forte na agricultura familiar, que é respeitável, e que é um lugar onde nós também, do PT, somos muito fortes. O PDT e o PTB são partidos que aqui têm origem no velho trabalhismo. Com um vínculo muito grande com essas bases mais populares, onde também o PT tem uma base muito forte. Então, queremos contar sim com o PDT e o PTB no governo, para compor um governo de coalizão.
Terra: O que o senhor imagina encontrar no governo. Como o senhor avalia que está a situação do Estado?
Tarso: O primeiro ano de governo é sempre muito difícil. O orçamento que se apresenta é sempre o orçamento do governo anterior e ele reflete a visão do governo anterior sobre desenvolvimento, sobre direitos sociais, sobre políticas públicas. Então, temos que trabalhar minimamente para que o primeiro ano seja um ano de recomposição de equilíbrio orçamentário, e também de continuidade daquelas políticas do governo anterior que sejam políticas legais, em primeiro lugar, e positivas, em segundo lugar. Além disso, no primeiro ano, fazer um grande pacto político no Estado por dentro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para traçar políticas públicas estratégicas para o período seguinte. Com a consciência de que nosso último ano vai refletir também no governo que vai nos suceder.
Tarso Genro: FLAVIA BEMFICA
Direto de Porto Alegre
Eleito em 3 de outubro governador do Rio Grande do Sul com 54,35% dos votos válidos, o petista Tarso Genro conquistou uma vitória histórica: foi a primeira vez desde a Constituição de 1988 que um governador elegeu-se em primeiro turno no Estado. A vitória não foi obra do acaso. Após ter governado o Rio Grande do Sul de 1999 a 2003 e de ter se debatido com disputas internas que o enfraqueceram, o PT gaúcho conseguiu afinal colocar seus interesses acima daqueles de suas "estrelas" para construir com uma candidatura competitiva.
Tarso, que no passado havia protagonizado algumas das disputas dentro do PT gaúcho, encontrou várias "pedras" no caminho da eleição de 3 de outubro. Afastou-as uma a uma, e cada qual a seu tempo. O PT começou a pavimentar a candidatura ao governo em 2008, mas o então ministro não era o único pré-candidato. De quebra, existiam os interesses do diretório nacional, que, como forma de garantir a coligação nacional, chegou a cogitar - e a começar a negociar - uma aliança estadual semelhante à que foi derrotada em Minas Gerais, na qual o PT se uniria ao PMDB e não ficaria com a cabeça de chapa.
Os petistas gaúchos - e Tarso em especial - reagiram e as negociações naufragaram. Em seguida, tiveram início os debates dentro da sigla para definir o processo de escolha do candidato. Três postulantes se apresentaram, mas, contrariando uma prática histórica, o partido chegou a um nome de consenso ao invés de realizar prévias.
Na metade de 2009, com uma antecedência que acelerou o processo eleitoral e contou muitos pontos durante a campanha, o PT foi o primeiro partido a apresentar oficialmente seu pré-candidato ao governo: Tarso. Candidatura definida, o PT gaúcho, sempre acusado de não ceder espaço a aliados, tentou convencer antigos e possíveis novos parceiros de que havia mudado.
O sucesso da estratégia, às vezes, veio por vias indiretas. O PDT, um dos cortejados, acabou optando por aliar-se no papel com o PMDB. Mas durante todo o ano de 2008 o então presidente estadual petista, Olívio Dutra, e o pedetista, Romildo Bolzan Júnior, percorreram o Estado anunciando uma aliança, o que pesou para que, na prática, os trabalhistas continuassem divididos. E Tarso divulgou à exaustão que, se eleito, convidaria o PDT para integrar o governo. O que, diga-se de passagem, já fez.
O PT também tentou atrair o PTB, sem sucesso, e insistiu junto aos antigos companheiros do PSB e do PCdoB, que pareciam dispostos a lançar uma candidatura própria. De novo, o partido parecia fadado a um isolamento que já era comemorado pelos adversários. Mas, em mais um exercício de paciência e muita conversa, a negociação com o PSB e o PCdoB deu resultado.
Mesmo depois de firmada a aliança, eram poucos os que acreditavam que o PT conseguiria ultrapassar no primeiro turno seu índice histórico de votação - na faixa dos 35%. Tarso percorreu o Estado inteiro e estava entre "os poucos". Eleito, ele não deu tempo para que dissessem que seu governo de coalizão ficaria na promessa. De imediato começou a construir uma base de sustentação forte. Já procurou o PDT e o PTB. Ao mesmo tempo, assumiu a coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Estado e está na linha de frente dos que respondem ao bombardeio adversário.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista que o governador eleito concedeu ao Terra:
Terra: Havia uma expectativa de vitória no primeiro turno na eleição presidencial e uma dúvida sobre se haveria ou não segundo turno no Rio Grande do Sul. E aconteceu o contrário. O senhor venceu no primeiro turno e a candidata Dilma Rousseff vai disputar o segundo da eleição presidencial. O que houve?
Tarso: Tudo começou com a unidade interna do nosso partido. O adiantamento da escolha do candidato feito através de um debate político forte dentro do partido que levou não a um dissenso, mas à unidade. Depois, a implementação das 15 caravanas pelo interior, onde discutimos nosso programa, que é este que está aí, que foi apresentado, com todas as forças sociais e econômicas do Estado. Em terceiro lugar, nossa paciência e nosso desejo sempre público de respeitar o tempo do PCdoB e do PSB para compor a frente e depois o sucesso de formação da frente. Essa vitória no primeiro turno não seria possível sem a presença do PCdoB e do PSB. E também, obviamente, embora secundariamente, mas também importante, o apoio do PR e do PPL, que nos aumentaram o tempo de televisão. E, finalmente, o fato de que não nos deixamos envolver em querelas menores aqui no Estado. Sempre apresentamos uma visão programática, que podia ser apresentada com coerência tanto junto ao MST como junto aos sindicatos, como junto à academia, como junto ao empresariado. Nunca falseamos nosso programa para agradar plateia. Inclusive em relação a questões polêmicas aqui no Estado, como privatizações, pedágios e respeito aos movimentos sociais. Isso nos deu credibilidade e nossa mensagem foi compreendida profundamente pela sociedade gaúcha.
Terra: E na eleição nacional, o que aconteceu?
Tarso: Acho que houve um equívoco de avaliação, que não levou em consideração que o próprio Lula, que é o Lula, não ganhou no primeiro turno. Havia um otimismo exagerado em relação à credibilidade do governo Lula, que hoje bate recordes de mais de 80% (de aprovação), e que isso daria sustentabilidade imediata para uma vitória no primeiro turno. É um equívoco. Foi um equívoco. Foi isso que, eu diria, criou uma atmosfera de vitória no primeiro turno. Acho que não é um erro de direção da campanha como dizem alguns, mas é uma sensação que afetou todo o nosso campo. E refletiu de uma maneira negativa nos últimos 15 dias de campanha, quando devíamos ter reagido duramente aos ataques do Serra e colocado temas fundamentais como estão sendo colocados agora, como a questão de quem é o Serra como gestor. Que, na verdade, ele é um gestor muito mais modesto e muito inferior à Dilma, e qual a sua posição real sobre a questão do modelo neoliberal aqui no Brasil, que se refletiu na sua conduta perante as privatizações.
Terra: Então, agora, a resposta está correta?
Tarso: Na minha opinião, está. O que me impressiona é uma espécie de cinismo da candidatura Serra quando se diz atacada pela candidatura Dilma. Quando, na verdade, o que a Dilma está fazendo é simplesmente responder com elegância aos ataques brutais que foram feitos e, inclusive, às versões distorcidas que o PSDB deu sobre as questões relacionadas com a corrupção. Vou dar um exemplo concreto: nunca o Estado brasileiro combateu tão duramente a corrupção como nos últimos anos aqui no Brasil. Isso é um estudo da Universidade de São Paulo. Não é uma bazófia do governo federal. Com a utilização do caso Erenice, o PSDB só fez obscurecer este fato. A corrupção só é tema de debate no Brasil porque nunca foi tão combatida. Pelo governo do presidente Lula.
Terra: Segundo turno é mais difícil do que primeiro?
Tarso: Não. Todo candidato quer ganhar no primeiro turno porque isso aí lhe dá uma força política para constituir o governo, bastante significativa. Agora, no caso do presidente Lula, foi o contrário. E nós queremos que aconteça a mesma coisa com a Dilma. E acho que nós vamos ganhar a eleição. O fato de que o Serra parou de crescer e a Dilma parou de cair e que os debates, no mínimo, têm sido parelhos até agora, nos autorizam a dizer que nós vamos obter uma vitória no segundo turno com uma boa margem de votos.
Terra: O senhor concorda com os que dizem que a campanha deste segundo turno tem muitos ataques de ambas as partes e pouco debate de propostas?
Tarso: O tucanato rebaixou a agenda da disputa política com a questão da religião, com a questão do aborto e com a utilização rançosa, udenista, do caso Erenice. Esse rebaixamento no começo surtiu efeito, mas, a medida em que a nossa campanha e a Dilma começaram a responder, isso tende a perder efeito.
Terra: A decisão nacional do PV, de independência em relação a eleição presidencial neste segundo turno, frustrou o PT?
Tarso: Na conjuntura, foi uma decisão positiva. Eu disse logo depois da eleição que, no mínimo, a Marina jamais apoiaria o Serra. Pela trajetória e pela história dela, que conheço há 30 anos. Uma pessoa com quem eu militei nos momentos mais duros do golpe militar. Conheço a sua formação e conheço a sua história, a sua grandeza moral e política. É óbvio que o meu pensamento é que ela perdeu uma oportunidade de se colocar como uma grande liderança, equivalente a do Lula e da Dilma, se apoiasse a Dilma. Mas esse é um raciocínio de um amigo e de um companheiro da Marina, que não foi o dela, que eu respeito profundamente.
Terra: O senhor, como governador eleito no primeiro turno, assumiu a coordenação de campanha de Dilma no Rio Grande do Sul. Dilma teve uma vantagem de 400 mil votos sobre Serra no primeiro turno no Estado, mas as pesquisas apontam o ex-governador na frente na região Sul no início do segundo turno. Qual é a estratégia para manter a dianteira nas urnas entre os gaúchos?
Tarso: Nós vamos fazer uma diferença maior da Dilma em relação ao Serra aqui no segundo turno. A Dilma vai chegar, no mínimo, à minha votação, o que pode fazer uma diferença fundamental para ela ganhar a eleição. E a amplitude da nossa campanha pode ser sintetizada pela mesa do Plaza São Rafael (na semana passada, durante plenária de arrancada da campanha de Dilma no segundo turno no Estado, no Centro de Eventos do Hotel Plaza, estavam na mesa principal, entre outros, o senador Sérgio Zambiasi, do PTB; o deputado federal Mendes Ribeiro Filho, do PMDB, que coordenou a campanha do candidato derrotado do partido ao governo, José Fogaça; o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, do PDT; e ainda o deputado federal Pompeo de Mattos, do PDT, que concorreu a vice de Fogaça; e o presidente do PDT gaúcho, Romildo Bolzan Júnior.) Aquela mesa composta ali ela só ocorreu aqui no Rio Grande do Sul em 1961 quando o Estado se opôs massivamente ao primeiro movimento golpista. O fato de o PMDB ter escolhido o Serra no Rio Grande do Sul não me surpreendeu. O que me surpreendeu positivamente foi ele ter permitido formalmente que os setores do PMDB mais progressistas transitassem em direção a candidatura da Dilma. Portanto, o ambiente aqui no Sul é altamente positivo.
Terra: Eleito, o senhor já procura construir com vários partidos no Rio Grande do Sul um governo de coalizão. O senhor acredita que vai contar com o PDT e o PTB na base de sustentação?
Tarso: Estamos procurando os partidos a partir de uma afinidade mínima programática e também considerando a base social destes partidos. O caso do PP, por exemplo: eles têm uma base muito forte na agricultura familiar, que é respeitável, e que é um lugar onde nós também, do PT, somos muito fortes. O PDT e o PTB são partidos que aqui têm origem no velho trabalhismo. Com um vínculo muito grande com essas bases mais populares, onde também o PT tem uma base muito forte. Então, queremos contar sim com o PDT e o PTB no governo, para compor um governo de coalizão.
Terra: O que o senhor imagina encontrar no governo. Como o senhor avalia que está a situação do Estado?
Tarso: O primeiro ano de governo é sempre muito difícil. O orçamento que se apresenta é sempre o orçamento do governo anterior e ele reflete a visão do governo anterior sobre desenvolvimento, sobre direitos sociais, sobre políticas públicas. Então, temos que trabalhar minimamente para que o primeiro ano seja um ano de recomposição de equilíbrio orçamentário, e também de continuidade daquelas políticas do governo anterior que sejam políticas legais, em primeiro lugar, e positivas, em segundo lugar. Além disso, no primeiro ano, fazer um grande pacto político no Estado por dentro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para traçar políticas públicas estratégicas para o período seguinte. Com a consciência de que nosso último ano vai refletir também no governo que vai nos suceder.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Uma estocada de Tarso Genro na mídia
blog do zé,Publicado em 20-Out-2010
Novo governador gaúcho foi "bloco auxiliar" de Serra...
Não deixem de ler a entrevista do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), publicada hoje na Folha de S.Paulo com o título "Tarso diz que imprensa foi 'bloco de sustentação' de Serra ". Tarso reconhece que "houve um trabalho, muito bem feito pelos tucanos, por dentro da maioria da mídia - não toda - que funcionou como bloco de sustentação da candidatura Serra e contra nós."
Tarso foi brando na constatação. Eu digo que houve e há este trabalho. Agora, então, de forma muito mais intensa porque desesperado, já que eles, candidato, campanha e mídia contam com apenas 12 dias para tentar reverter a derrota deles que se desenha no 2º turno no próximo dia 31.
Hoje mesmo - e todos os dias - a mídia organiza a agenda de José Serra. É só ler os jornais desta 4ª feira por exemplo. Todos os grandes, sem exceção, pautam o candidato tucano explorando o que ele já disse e fez, o que deve dizer e fazer hoje, prospectando já temas e iniciativas que ele deve abordar e tomar amanhã...
Na mídia hoje só dá a questão da Receita (de novo...), discussões sobre aborto e religiosidade na campanha, temas colocados por José Serra e com manchetes e (textos de) chamadas favoráveis à sua campanha.
Já a outra candidata no 2º turno, Dilma Rousseff, e o presidente da República praticamente foram excluídos da mídia neste 2º turno. Salvo para atacá-los, caso da principal manchete da 1ª página de O Globo, hoje, "fria" (assunto velho) mas contundente contra o presidente - "Lula não cumpriu principal promessa para a Cultura".
Novo governador gaúcho foi "bloco auxiliar" de Serra...
Não deixem de ler a entrevista do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), publicada hoje na Folha de S.Paulo com o título "Tarso diz que imprensa foi 'bloco de sustentação' de Serra ". Tarso reconhece que "houve um trabalho, muito bem feito pelos tucanos, por dentro da maioria da mídia - não toda - que funcionou como bloco de sustentação da candidatura Serra e contra nós."
Tarso foi brando na constatação. Eu digo que houve e há este trabalho. Agora, então, de forma muito mais intensa porque desesperado, já que eles, candidato, campanha e mídia contam com apenas 12 dias para tentar reverter a derrota deles que se desenha no 2º turno no próximo dia 31.
Hoje mesmo - e todos os dias - a mídia organiza a agenda de José Serra. É só ler os jornais desta 4ª feira por exemplo. Todos os grandes, sem exceção, pautam o candidato tucano explorando o que ele já disse e fez, o que deve dizer e fazer hoje, prospectando já temas e iniciativas que ele deve abordar e tomar amanhã...
Na mídia hoje só dá a questão da Receita (de novo...), discussões sobre aborto e religiosidade na campanha, temas colocados por José Serra e com manchetes e (textos de) chamadas favoráveis à sua campanha.
Já a outra candidata no 2º turno, Dilma Rousseff, e o presidente da República praticamente foram excluídos da mídia neste 2º turno. Salvo para atacá-los, caso da principal manchete da 1ª página de O Globo, hoje, "fria" (assunto velho) mas contundente contra o presidente - "Lula não cumpriu principal promessa para a Cultura".
MÍDIA GOLPISTA - Tarso diz que imprensa foi "bloco de sustentação" de Serra
Petista elogiou campanha de Dilma e a isentou de culpa por não ter conseguido vencer no primeiro turno
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
Governador eleito do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro diz que boa parte da imprensa funcionou como "bloco auxiliar de sustentação" da candidatura do tucano José Serra, o que foi um dos fatores determinantes para Dilma Rousseff não ter vencido no primeiro turno.
Ele não quis citar nomes, dizendo apenas que algumas empresas de comunicação declararam apoio formal e outras o fizeram de maneira implícita.
Adversário de Dilma quando ainda ministro de Lula, Tarso diz que ela fez uma "excelente campanha" e a isenta de culpa por não ter vencido no primeiro turno. A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha.
Folha - Por que Dilma não venceu no primeiro turno?
Tarso Genro - Embora estivéssemos esperando ganhar no primeiro turno, isso não é novidade. Lula, com todo o seu prestígio, também não ganhou. Dilma fez uma excelente campanha, alcançou praticamente o mesmo percentual do Lula nas outras eleições. Não pode ser debitada a ela, e sim a fatores imprevistos, que a campanha não levou em consideração.
Por exemplo?
A praticamente unanimidade que houve na mídia contra a candidatura Dilma. Houve um trabalho, muito bem-feito pelos tucanos, por dentro da maioria da mídia, não toda, que funcionou como bloco auxiliar de sustentação da candidatura do Serra e contra nós. Foi um fator importante, mas não deveríamos ter sido surpreendidos. Deveríamos ter considerado essa possibilidade.
Mas a imprensa cumpriu seu papel de expor candidatos...
A mídia faz isso e deve continuar fazendo, mas isso não tira o juízo de que a maioria o fez em função da candidatura do Serra, o que é natural num processo democrático. Nem se exigiu que fosse o contrário. Como em outras oportunidades, pessoas do nosso campo político tiveram uma sustentação, pelo menos equilibrada, em relação a outros candidatos.
Que setores da mídia?
Não toda, parte da mídia. Não houve uma articulação total, até porque a mídia no Brasil tem uma certa diversidade. Parte da mídia inclusive declarou formalmente o apoio [a Serra], e outros o fizeram de maneira implícita.
E o voto conservador, a agenda religiosa, do aborto?
É uma pauta que pesou e teve uma incidência no processo eleitoral que não estava prevista nem pela direção da nossa campanha nem, na minha opinião, estava prevista como estratégia do Serra. Surgiu no debate político de maneira aleatória e virou questão importante.
Concorda com esse debate?
O debate numa campanha eleitoral é incontrolável. Não acho que seja apropriado, mas tem de ser respeitado.
E o fator Marina? O sr. disse que gostava das duas candidatas, mas pessoalmente mais da Marina?
Eu não dei essa declaração. Foi uma distorção da minha fala. Quando digo que havia um setor da mídia apostando contra a Dilma, me refiro também a isso. O que disse é que gostava igual das duas, tinha uma história antiga de amizade com a Marina, e tinha mais simpatia política pela Dilma. Pode pedir a degravação. O fator Marina foi, sim, importante, uma candidata séria. Fez um bom discurso político, convincente, e foi apoiada por setores que fizeram a pauta política de questões como aborto, pauta importante.
Aliados criticaram a despolitização da campanha de Dilma no primeiro turno. Concorda?
A campanha foi afirmativa do governo Lula. Foi uma campanha correta. O que não houve foi a percepção de que a agenda estava mudando.
Uma eventual derrota de Dilma vai levantar questionamentos sobre uma candidatura escolhida solitariamente pelo presidente Lula e não pelo PT.
Não acho que isso vá ocorrer. Vamos ganhar a eleição. Eu jamais tive uma disputa com a Dilma, porque, na medida em que o presidente deixou claro que ela era a candidata, minha posição foi de solidariedade.
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
Governador eleito do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro diz que boa parte da imprensa funcionou como "bloco auxiliar de sustentação" da candidatura do tucano José Serra, o que foi um dos fatores determinantes para Dilma Rousseff não ter vencido no primeiro turno.
Ele não quis citar nomes, dizendo apenas que algumas empresas de comunicação declararam apoio formal e outras o fizeram de maneira implícita.
Adversário de Dilma quando ainda ministro de Lula, Tarso diz que ela fez uma "excelente campanha" e a isenta de culpa por não ter vencido no primeiro turno. A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha.
Folha - Por que Dilma não venceu no primeiro turno?
Tarso Genro - Embora estivéssemos esperando ganhar no primeiro turno, isso não é novidade. Lula, com todo o seu prestígio, também não ganhou. Dilma fez uma excelente campanha, alcançou praticamente o mesmo percentual do Lula nas outras eleições. Não pode ser debitada a ela, e sim a fatores imprevistos, que a campanha não levou em consideração.
Por exemplo?
A praticamente unanimidade que houve na mídia contra a candidatura Dilma. Houve um trabalho, muito bem-feito pelos tucanos, por dentro da maioria da mídia, não toda, que funcionou como bloco auxiliar de sustentação da candidatura do Serra e contra nós. Foi um fator importante, mas não deveríamos ter sido surpreendidos. Deveríamos ter considerado essa possibilidade.
Mas a imprensa cumpriu seu papel de expor candidatos...
A mídia faz isso e deve continuar fazendo, mas isso não tira o juízo de que a maioria o fez em função da candidatura do Serra, o que é natural num processo democrático. Nem se exigiu que fosse o contrário. Como em outras oportunidades, pessoas do nosso campo político tiveram uma sustentação, pelo menos equilibrada, em relação a outros candidatos.
Que setores da mídia?
Não toda, parte da mídia. Não houve uma articulação total, até porque a mídia no Brasil tem uma certa diversidade. Parte da mídia inclusive declarou formalmente o apoio [a Serra], e outros o fizeram de maneira implícita.
E o voto conservador, a agenda religiosa, do aborto?
É uma pauta que pesou e teve uma incidência no processo eleitoral que não estava prevista nem pela direção da nossa campanha nem, na minha opinião, estava prevista como estratégia do Serra. Surgiu no debate político de maneira aleatória e virou questão importante.
Concorda com esse debate?
O debate numa campanha eleitoral é incontrolável. Não acho que seja apropriado, mas tem de ser respeitado.
E o fator Marina? O sr. disse que gostava das duas candidatas, mas pessoalmente mais da Marina?
Eu não dei essa declaração. Foi uma distorção da minha fala. Quando digo que havia um setor da mídia apostando contra a Dilma, me refiro também a isso. O que disse é que gostava igual das duas, tinha uma história antiga de amizade com a Marina, e tinha mais simpatia política pela Dilma. Pode pedir a degravação. O fator Marina foi, sim, importante, uma candidata séria. Fez um bom discurso político, convincente, e foi apoiada por setores que fizeram a pauta política de questões como aborto, pauta importante.
Aliados criticaram a despolitização da campanha de Dilma no primeiro turno. Concorda?
A campanha foi afirmativa do governo Lula. Foi uma campanha correta. O que não houve foi a percepção de que a agenda estava mudando.
Uma eventual derrota de Dilma vai levantar questionamentos sobre uma candidatura escolhida solitariamente pelo presidente Lula e não pelo PT.
Não acho que isso vá ocorrer. Vamos ganhar a eleição. Eu jamais tive uma disputa com a Dilma, porque, na medida em que o presidente deixou claro que ela era a candidata, minha posição foi de solidariedade.
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TARSO
sábado, 16 de outubro de 2010
Ato no RS lança ofensiva pró-Dilma e denuncia: campanha sórdida e golpista pode provocar ruptura política
CARTAMAIOR
Ato histórico com mais de duas mil pessoas reuniu antigos adversários políticos no Rio Grande do Sul e lançou uma advertência ao país: clima inédito de sordidez, de difamação e calúnias, em um ambiente de golpismo político-midiático ameaça a democracia e legitimidade do processo eleitoral, podendo descambar para uma ruptura política. Governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e lideranças políticas de vários partidos anunciaram que exército de militantes estará nas ruas nos próximos dias e conclamaram resto do país a fazer o mesmo. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma", disse Tarso.
Marco Aurélio Weissheimer
O salão São José do Hotel Plaza San Rafael viveu um momento histórico na noite de quinta-feira. O ato de mobilização da candidatura de Dilma Rousseff (PT) reuniu mais de duas mil pessoas, contando quem conseguiu entrar no auditório e quem teve que ficar do lado de fora. Mas o tamanho do público não foi o único destaque do ato. A mesa que comandou os trabalhos mostrou uma aliança de forças políticas que há muito tempo não se via na história do Rio Grande do Sul. Lá estava, entre outros, o governador eleito do Estado, Tarso Genro (PT), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), os senadores Sérgio Zambiasi (PTB) e Paulo Paim (PT), o deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB), o deputado federal Beto Albuquerque (PSB), a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B), deputados federais e estaduais do PT, o deputado estadual Luis Augusto Lara (PTB), lideranças históricas da política gaúcha como Aldo Pinto (PDT), além de dezenas de parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças de vários partidos, igrejas, sindicatos e outras organizações da sociedade.
Um tom de urgência, gravidade e intensa mobilização marcou praticamente todas as intervenções. A unidade política representada na mesa, reunindo tradicionais rivais políticas da história recente da política gaúcha, deixou claro qual era o cimento que a solidificava: um objetivo maior, um bem maior, a saber, o futuro do Brasil e a continuidade do atual projeto de desenvolvimento social representado pelo governo Lula. Denunciando a sordidez sem limites da campanha de baixarias, mentiras e difamações patrocinada e apoiada pela campanha de José Serra, vários oradores falaram de riscos para a democracia e lembraram a campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola em defesa do governo de João Goulart. “Eu nunca vi uma campanha tão sórdida em toda a minha vida”, desabafou o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que saudou, sem esconder a emoção, seus antigos e , naquele momento, renovados, “companheiros e companheiras”.
Aldo Pinto fez um dos pronunciamentos mais veementes da noite e remexeu em feridas históricas brasileiras e nas relações conflituadas entre projetos de governo que tinha ligações fortes com o Rio Grande do Sul e as elites paulistas. “Tenho certeza que o povo gaúcho não vai escolher outra vez um paulista como governante”. Na mesma linha, o deputado federal do PMDB, Mendes Ribeiro Filho, criticou o projeto representado pelo representante da elite paulista, José Serra, conclamando uma intensa mobilização para as próximas duas semanas. Vários prefeitos do PMDB acompanharam o deputado no ato e anunciaram trabalho ininterrupto nos seus municípios nos próximos dias. Já o senador Sérgio Zambisi fez um alerta especial às mulheres: “Vocês tem uma responsabilidade especial nestas próximas duas semanas, maior que a nossa até, pois, caso Serra vença, são vocês que sofrerão mais”, disse Zambiasi.
Coube ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fazer a fala mais veemente da noite. O tom dramático do discurso estava baseado na percepção de que há uma grave ameaça pairando sobre a democracia brasileira. Nunca antes na história do Brasil, um candidato adotou como plataforma política uma campanha de calúnias e difamações contra sua adversária política. Uma inédita sordidez, repetiu Tarso. “Estamos assistindo a uma campanha de golpismo político e midiático semelhante ao que ocorreu antes do golpe de 64. Mas hoje a ameaça não vem dos militares. Hoje essa ameaça é talvez mais grave, pois se trata de golpismo político com apoio de uma parte importante da grande imprensa”. Uma prática, segundo ele, que pode provocar uma ruptura política no país e coloca em risco a legitimidade do processo eleitoral. A frase mais grave e significativa da noite: A campanha de baixarias da candidatura Serra pode provocar uma ruptura política no país.
Mas Tarso e os demais não apostam no caminho da ruptura, mas sim no da superação do nível sórdido da campanha por meio de uma antiga e sempre eficiente arma do PT e dos partidos e organizações populares: a força de sua militância. Nos próximos dias, milhares de ativistas, militantes e apoiadores deverão sair às ruas do Rio Grande do Sul para fazer campanha para Dilma. “A gente ganha uma eleição pedindo voto. Nós temos que ir para a rua pedir votos”, resumiu Mendes Ribeiro, bastante aplaudido. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma. Eles esgotaram seu estoque de baixarias e já estão repetitivos”, acrescentou Tarso.
Fazendo mais uma vez referência à Campanha da Legalidade, Tarso e as demais lideranças políticas presentes no ato anunciaram que o Rio Grande do Sul pretende mobilizar todo o país em defesa de Dilma, da democracia e do projeto representado pelo governo Lula. A mensagem transmitida no ato foi em tom alto e claro, sem metáforas: as elites paulistas e seus aliados terão mais uma vez à sua frente adversários que, desde Getúlio Vargas, insistem em contrapor um projeto de desenvolvimento nacional ao suposto cosmopolitismo dessa elite que só enxerga o povo pobre como um objeto a ser usado em época de eleição e o país como um balcão para seus negócios privados.
Ato histórico com mais de duas mil pessoas reuniu antigos adversários políticos no Rio Grande do Sul e lançou uma advertência ao país: clima inédito de sordidez, de difamação e calúnias, em um ambiente de golpismo político-midiático ameaça a democracia e legitimidade do processo eleitoral, podendo descambar para uma ruptura política. Governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e lideranças políticas de vários partidos anunciaram que exército de militantes estará nas ruas nos próximos dias e conclamaram resto do país a fazer o mesmo. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma", disse Tarso.
Marco Aurélio Weissheimer
O salão São José do Hotel Plaza San Rafael viveu um momento histórico na noite de quinta-feira. O ato de mobilização da candidatura de Dilma Rousseff (PT) reuniu mais de duas mil pessoas, contando quem conseguiu entrar no auditório e quem teve que ficar do lado de fora. Mas o tamanho do público não foi o único destaque do ato. A mesa que comandou os trabalhos mostrou uma aliança de forças políticas que há muito tempo não se via na história do Rio Grande do Sul. Lá estava, entre outros, o governador eleito do Estado, Tarso Genro (PT), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), os senadores Sérgio Zambiasi (PTB) e Paulo Paim (PT), o deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB), o deputado federal Beto Albuquerque (PSB), a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B), deputados federais e estaduais do PT, o deputado estadual Luis Augusto Lara (PTB), lideranças históricas da política gaúcha como Aldo Pinto (PDT), além de dezenas de parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças de vários partidos, igrejas, sindicatos e outras organizações da sociedade.
Um tom de urgência, gravidade e intensa mobilização marcou praticamente todas as intervenções. A unidade política representada na mesa, reunindo tradicionais rivais políticas da história recente da política gaúcha, deixou claro qual era o cimento que a solidificava: um objetivo maior, um bem maior, a saber, o futuro do Brasil e a continuidade do atual projeto de desenvolvimento social representado pelo governo Lula. Denunciando a sordidez sem limites da campanha de baixarias, mentiras e difamações patrocinada e apoiada pela campanha de José Serra, vários oradores falaram de riscos para a democracia e lembraram a campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola em defesa do governo de João Goulart. “Eu nunca vi uma campanha tão sórdida em toda a minha vida”, desabafou o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que saudou, sem esconder a emoção, seus antigos e , naquele momento, renovados, “companheiros e companheiras”.
Aldo Pinto fez um dos pronunciamentos mais veementes da noite e remexeu em feridas históricas brasileiras e nas relações conflituadas entre projetos de governo que tinha ligações fortes com o Rio Grande do Sul e as elites paulistas. “Tenho certeza que o povo gaúcho não vai escolher outra vez um paulista como governante”. Na mesma linha, o deputado federal do PMDB, Mendes Ribeiro Filho, criticou o projeto representado pelo representante da elite paulista, José Serra, conclamando uma intensa mobilização para as próximas duas semanas. Vários prefeitos do PMDB acompanharam o deputado no ato e anunciaram trabalho ininterrupto nos seus municípios nos próximos dias. Já o senador Sérgio Zambisi fez um alerta especial às mulheres: “Vocês tem uma responsabilidade especial nestas próximas duas semanas, maior que a nossa até, pois, caso Serra vença, são vocês que sofrerão mais”, disse Zambiasi.
Coube ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fazer a fala mais veemente da noite. O tom dramático do discurso estava baseado na percepção de que há uma grave ameaça pairando sobre a democracia brasileira. Nunca antes na história do Brasil, um candidato adotou como plataforma política uma campanha de calúnias e difamações contra sua adversária política. Uma inédita sordidez, repetiu Tarso. “Estamos assistindo a uma campanha de golpismo político e midiático semelhante ao que ocorreu antes do golpe de 64. Mas hoje a ameaça não vem dos militares. Hoje essa ameaça é talvez mais grave, pois se trata de golpismo político com apoio de uma parte importante da grande imprensa”. Uma prática, segundo ele, que pode provocar uma ruptura política no país e coloca em risco a legitimidade do processo eleitoral. A frase mais grave e significativa da noite: A campanha de baixarias da candidatura Serra pode provocar uma ruptura política no país.
Mas Tarso e os demais não apostam no caminho da ruptura, mas sim no da superação do nível sórdido da campanha por meio de uma antiga e sempre eficiente arma do PT e dos partidos e organizações populares: a força de sua militância. Nos próximos dias, milhares de ativistas, militantes e apoiadores deverão sair às ruas do Rio Grande do Sul para fazer campanha para Dilma. “A gente ganha uma eleição pedindo voto. Nós temos que ir para a rua pedir votos”, resumiu Mendes Ribeiro, bastante aplaudido. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma. Eles esgotaram seu estoque de baixarias e já estão repetitivos”, acrescentou Tarso.
Fazendo mais uma vez referência à Campanha da Legalidade, Tarso e as demais lideranças políticas presentes no ato anunciaram que o Rio Grande do Sul pretende mobilizar todo o país em defesa de Dilma, da democracia e do projeto representado pelo governo Lula. A mensagem transmitida no ato foi em tom alto e claro, sem metáforas: as elites paulistas e seus aliados terão mais uma vez à sua frente adversários que, desde Getúlio Vargas, insistem em contrapor um projeto de desenvolvimento nacional ao suposto cosmopolitismo dessa elite que só enxerga o povo pobre como um objeto a ser usado em época de eleição e o país como um balcão para seus negócios privados.
A campanha de baixarias da candidatura Serra pode provocar uma ruptura política no país.
tarso genrno, gvernador eleito - RS
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
TARSO GENRO MOBILIZA MILITANCIA E DENUNCIA:CAMPANHA DE SERRA LEMBRA O GOLPE DE 64
Carta Maior
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou ontem, em Porto Alegre, que o clima atual de golpismo político irradiado pela campanha demotucana lembra os preparativos para a derrubada do governo democrático em 1964. Hoje, como ontem, há "manipulação da informação com cumplicidade da maior parte da grande imprensa". Diante de uma concentração de dois mil militantes convocados para a arrancada final da campanha petista no RS, Tarso e os demais oradores presentes deixaram claro que a resposta deve ser a intensificação da disputa pelo voto nas ruas dos centros, vilas e bairros, do interior e da capital.
Com maciça distribuição de pilhas de adesivos, panfletos e folders contendo os 13 compromissos de Dilma, os militantes saíram do encontro orientados para aderir aos núcleos de mobilização organizados em diferentes pontos do Estado, bem como munidos de pré-roteiros com as atividades de campanha previstas até o dia do pleito, em 31 de outubro.
No Rio, na 2º feira, dia 18, no teatro Oi Casagrande, intelectuais liderados por Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepomuceno e Leonardo Boff entregam manifesto de apoio a Dilma Rousseff.
Em São Paulo, na próxima 3º feira, dia 19, às 19 horas, a campanha pró-Dilma tem encontro marcado na PUC, rua Monte Alegre ,1024. O ato está sendo organizado pelo jurista Celso Antônio Bandeira de Mello e pelo teólogo Mário Sérgio Cortella.
(Carta Maior; 15-10)
Ato no RS lança ofensiva pró-Dilma e denuncia: campanha sórdida e golpista pode provocar ruptura política
Ato histórico com mais de duas mil pessoas reuniu antigos adversários políticos no Rio Grande do Sul e lançou uma advertência ao país: clima inédito de sordidez, de difamação e calúnias, em um ambiente de golpismo político-midiático ameaça a democracia e legitimidade do processo eleitoral, podendo descambar para uma ruptura política. Governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e lideranças políticas de vários partidos anunciaram que exército de militantes estará nas ruas nos próximos dias e conclamaram resto do país a fazer o mesmo. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma", disse Tarso.
Marco Aurélio Weissheimer
O salão São José do Hotel Plaza San Rafael viveu um momento histórico na noite de quinta-feira. O ato de mobilização da candidatura de Dilma Rousseff (PT) reuniu mais de duas mil pessoas, contando quem conseguiu entrar no auditório e quem teve que ficar do lado de fora. Mas o tamanho do público não foi o único destaque do ato. A mesa que comandou os trabalhos mostrou uma aliança de forças políticas que há muito tempo não se via na história do Rio Grande do Sul. Lá estava, entre outros, o governador eleito do Estado, Tarso Genro (PT), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), os senadores Sérgio Zambiasi (PTB) e Paulo Paim (PT), o deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB), o deputado federal Beto Albuquerque (PSB), a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B), deputados federais e estaduais do PT, o deputado estadual Luis Augusto Lara (PTB), lideranças históricas da política gaúcha como Aldo Pinto (PDT), além de dezenas de parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças de vários partidos, igrejas, sindicatos e outras organizações da sociedade.
Um tom de urgência, gravidade e intensa mobilização marcou praticamente todas as intervenções. A unidade política representada na mesa, reunindo tradicionais rivais políticas da história recente da política gaúcha, deixou claro qual era o cimento que a solidificava: um objetivo maior, um bem maior, a saber, o futuro do Brasil e a continuidade do atual projeto de desenvolvimento social representado pelo governo Lula. Denunciando a sordidez sem limites da campanha de baixarias, mentiras e difamações patrocinada e apoiada pela campanha de José Serra, vários oradores falaram de riscos para a democracia e lembraram a campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola em defesa do governo de João Goulart. “Eu nunca vi uma campanha tão sórdida em toda a minha vida”, desabafou o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que saudou, sem esconder a emoção, seus antigos e , naquele momento, renovados, “companheiros e companheiras”.
Aldo Pinto fez um dos pronunciamentos mais veementes da noite e remexeu em feridas históricas brasileiras e nas relações conflituadas entre projetos de governo que tinha ligações fortes com o Rio Grande do Sul e as elites paulistas. “Tenho certeza que o povo gaúcho não vai escolher outra vez um paulista como governante”. Na mesma linha, o deputado federal do PMDB, Mendes Ribeiro Filho, criticou o projeto representado pelo representante da elite paulista, José Serra, conclamando uma intensa mobilização para as próximas duas semanas. Vários prefeitos do PMDB acompanharam o deputado no ato e anunciaram trabalho ininterrupto nos seus municípios nos próximos dias. Já o senador Sérgio Zambisi fez um alerta especial às mulheres: “Vocês tem uma responsabilidade especial nestas próximas duas semanas, maior que a nossa até, pois, caso Serra vença, são vocês que sofrerão mais”, disse Zambiasi.
Coube ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fazer a fala mais veemente da noite. O tom dramático do discurso estava baseado na percepção de que há uma grave ameaça pairando sobre a democracia brasileira. Nunca antes na história do Brasil, um candidato adotou como plataforma política uma campanha de calúnias e difamações contra sua adversária política. Uma inédita sordidez, repetiu Tarso. “Estamos assistindo a uma campanha de golpismo político e midiático semelhante ao que ocorreu antes do golpe de 64. Mas hoje a ameaça não vem dos militares. Hoje essa ameaça é talvez mais grave, pois se trata de golpismo político com apoio de uma parte importante da grande imprensa”. Uma prática, segundo ele, que pode provocar uma ruptura política no país e coloca em risco a legitimidade do processo eleitoral. A frase mais grave e significativa da noite: A campanha de baixarias da candidatura Serra pode provocar uma ruptura política no país.
Mas Tarso e os demais não apostam no caminho da ruptura, mas sim no da superação do nível sórdido da campanha por meio de uma antiga e sempre eficiente arma do PT e dos partidos e organizações populares: a força de sua militância. Nos próximos dias, milhares de ativistas, militantes e apoiadores deverão sair às ruas do Rio Grande do Sul para fazer campanha para Dilma. “A gente ganha uma eleição pedindo voto. Nós temos que ir para a rua pedir votos”, resumiu Mendes Ribeiro, bastante aplaudido. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma. Eles esgotaram seu estoque de baixarias e já estão repetitivos”, acrescentou Tarso.
Fazendo mais uma vez referência à Campanha da Legalidade, Tarso e as demais lideranças políticas presentes no ato anunciaram que o Rio Grande do Sul pretende mobilizar todo o país em defesa de Dilma, da democracia e do projeto representado pelo governo Lula. A mensagem transmitida no ato foi em tom alto e claro, sem metáforas: as elites paulistas e seus aliados terão mais uma vez à sua frente adversários que, desde Getúlio Vargas, insistem em contrapor um projeto de desenvolvimento nacional ao suposto cosmopolitismo dessa elite que só enxerga o povo pobre como um objeto a ser usado em época de eleição e o país como um balcão para seus negócios privados.
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou ontem, em Porto Alegre, que o clima atual de golpismo político irradiado pela campanha demotucana lembra os preparativos para a derrubada do governo democrático em 1964. Hoje, como ontem, há "manipulação da informação com cumplicidade da maior parte da grande imprensa". Diante de uma concentração de dois mil militantes convocados para a arrancada final da campanha petista no RS, Tarso e os demais oradores presentes deixaram claro que a resposta deve ser a intensificação da disputa pelo voto nas ruas dos centros, vilas e bairros, do interior e da capital.
Com maciça distribuição de pilhas de adesivos, panfletos e folders contendo os 13 compromissos de Dilma, os militantes saíram do encontro orientados para aderir aos núcleos de mobilização organizados em diferentes pontos do Estado, bem como munidos de pré-roteiros com as atividades de campanha previstas até o dia do pleito, em 31 de outubro.
No Rio, na 2º feira, dia 18, no teatro Oi Casagrande, intelectuais liderados por Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepomuceno e Leonardo Boff entregam manifesto de apoio a Dilma Rousseff.
Em São Paulo, na próxima 3º feira, dia 19, às 19 horas, a campanha pró-Dilma tem encontro marcado na PUC, rua Monte Alegre ,1024. O ato está sendo organizado pelo jurista Celso Antônio Bandeira de Mello e pelo teólogo Mário Sérgio Cortella.
(Carta Maior; 15-10)
Ato no RS lança ofensiva pró-Dilma e denuncia: campanha sórdida e golpista pode provocar ruptura política
Ato histórico com mais de duas mil pessoas reuniu antigos adversários políticos no Rio Grande do Sul e lançou uma advertência ao país: clima inédito de sordidez, de difamação e calúnias, em um ambiente de golpismo político-midiático ameaça a democracia e legitimidade do processo eleitoral, podendo descambar para uma ruptura política. Governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e lideranças políticas de vários partidos anunciaram que exército de militantes estará nas ruas nos próximos dias e conclamaram resto do país a fazer o mesmo. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma", disse Tarso.
Marco Aurélio Weissheimer
O salão São José do Hotel Plaza San Rafael viveu um momento histórico na noite de quinta-feira. O ato de mobilização da candidatura de Dilma Rousseff (PT) reuniu mais de duas mil pessoas, contando quem conseguiu entrar no auditório e quem teve que ficar do lado de fora. Mas o tamanho do público não foi o único destaque do ato. A mesa que comandou os trabalhos mostrou uma aliança de forças políticas que há muito tempo não se via na história do Rio Grande do Sul. Lá estava, entre outros, o governador eleito do Estado, Tarso Genro (PT), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), os senadores Sérgio Zambiasi (PTB) e Paulo Paim (PT), o deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB), o deputado federal Beto Albuquerque (PSB), a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B), deputados federais e estaduais do PT, o deputado estadual Luis Augusto Lara (PTB), lideranças históricas da política gaúcha como Aldo Pinto (PDT), além de dezenas de parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças de vários partidos, igrejas, sindicatos e outras organizações da sociedade.
Um tom de urgência, gravidade e intensa mobilização marcou praticamente todas as intervenções. A unidade política representada na mesa, reunindo tradicionais rivais políticas da história recente da política gaúcha, deixou claro qual era o cimento que a solidificava: um objetivo maior, um bem maior, a saber, o futuro do Brasil e a continuidade do atual projeto de desenvolvimento social representado pelo governo Lula. Denunciando a sordidez sem limites da campanha de baixarias, mentiras e difamações patrocinada e apoiada pela campanha de José Serra, vários oradores falaram de riscos para a democracia e lembraram a campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola em defesa do governo de João Goulart. “Eu nunca vi uma campanha tão sórdida em toda a minha vida”, desabafou o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que saudou, sem esconder a emoção, seus antigos e , naquele momento, renovados, “companheiros e companheiras”.
Aldo Pinto fez um dos pronunciamentos mais veementes da noite e remexeu em feridas históricas brasileiras e nas relações conflituadas entre projetos de governo que tinha ligações fortes com o Rio Grande do Sul e as elites paulistas. “Tenho certeza que o povo gaúcho não vai escolher outra vez um paulista como governante”. Na mesma linha, o deputado federal do PMDB, Mendes Ribeiro Filho, criticou o projeto representado pelo representante da elite paulista, José Serra, conclamando uma intensa mobilização para as próximas duas semanas. Vários prefeitos do PMDB acompanharam o deputado no ato e anunciaram trabalho ininterrupto nos seus municípios nos próximos dias. Já o senador Sérgio Zambisi fez um alerta especial às mulheres: “Vocês tem uma responsabilidade especial nestas próximas duas semanas, maior que a nossa até, pois, caso Serra vença, são vocês que sofrerão mais”, disse Zambiasi.
Coube ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fazer a fala mais veemente da noite. O tom dramático do discurso estava baseado na percepção de que há uma grave ameaça pairando sobre a democracia brasileira. Nunca antes na história do Brasil, um candidato adotou como plataforma política uma campanha de calúnias e difamações contra sua adversária política. Uma inédita sordidez, repetiu Tarso. “Estamos assistindo a uma campanha de golpismo político e midiático semelhante ao que ocorreu antes do golpe de 64. Mas hoje a ameaça não vem dos militares. Hoje essa ameaça é talvez mais grave, pois se trata de golpismo político com apoio de uma parte importante da grande imprensa”. Uma prática, segundo ele, que pode provocar uma ruptura política no país e coloca em risco a legitimidade do processo eleitoral. A frase mais grave e significativa da noite: A campanha de baixarias da candidatura Serra pode provocar uma ruptura política no país.
Mas Tarso e os demais não apostam no caminho da ruptura, mas sim no da superação do nível sórdido da campanha por meio de uma antiga e sempre eficiente arma do PT e dos partidos e organizações populares: a força de sua militância. Nos próximos dias, milhares de ativistas, militantes e apoiadores deverão sair às ruas do Rio Grande do Sul para fazer campanha para Dilma. “A gente ganha uma eleição pedindo voto. Nós temos que ir para a rua pedir votos”, resumiu Mendes Ribeiro, bastante aplaudido. “A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma. Eles esgotaram seu estoque de baixarias e já estão repetitivos”, acrescentou Tarso.
Fazendo mais uma vez referência à Campanha da Legalidade, Tarso e as demais lideranças políticas presentes no ato anunciaram que o Rio Grande do Sul pretende mobilizar todo o país em defesa de Dilma, da democracia e do projeto representado pelo governo Lula. A mensagem transmitida no ato foi em tom alto e claro, sem metáforas: as elites paulistas e seus aliados terão mais uma vez à sua frente adversários que, desde Getúlio Vargas, insistem em contrapor um projeto de desenvolvimento nacional ao suposto cosmopolitismo dessa elite que só enxerga o povo pobre como um objeto a ser usado em época de eleição e o país como um balcão para seus negócios privados.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tarso reforça campanha de Dilma no RS e aposta na comparação
reforça campanha de Dilma no RS e aposta na comparação
O governador eleito reforça campanha de Dilma no RS e aposta na comparação
O governador eleito no Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), confirmou em entrevista à Rádio Guaíba, na tarde desta quarta-feira (6), que a estratégia petista para o segundo turno da disputa presidencial vai incluir a comparação detalhada entre os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os oito de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Questionado sobre se a campanha de Dilma vai partir para a comparação de governos, enquanto a de Serra seguirá comparando biografias, Tarso foi taxativo. "Devemos comparar as duas coisas. O Serra teve um papel no governo Fernando Henrique e a Dilma teve um papel no governo Lula. O que vai mais pesar é exatamente 'o que você fez no verão passado'".
Em relação à busca de apoio de Marina Silva (PV), o governador eleito fez uma estimativa numérica. Disse que, em uma escala de zero a 50, se Marina tem uma proximidade de 10 pontos com Serra, com a Dilma e o presidente Lula a aproximação é de 40. "Conheço a Marina como a palma da minha mão e tenho a convicção, a não ser que ela mude radicalmente o olhar que tem sobre o seu passado, de que vai apoiar a Dilma".
O ex-ministro também fez projeções a respeito dos índices da candidata petista. "Creio que a Dilma vá fazer mais de 55%, por uma série de dados de que nós já dispomos. E acho que uma pesquisa que vai sair no final de semana agora provavelmente vai apontar isso".
Em relação à sua atuação a partir de 1º de janeiro, questionado sobre se pretende fazer um governo "Tarsinho paz e amor", Genro disse que este não é o seu estilo. "Vou fazer um governo sério, que respeite os movimentos sociais, programático, de muito diálogo e muita persuasão. Mas a visão de querer conciliar com todo mundo para não fazer nada não é o meu estilo".
Dutra e Pont ajudarão na coordenação
Genro, assim como os demais governadores e senadores aliados eleitos, recebeu a incumbência do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a campanha de Dilma em seu Estado.
O ex-ministro também deverá acompanhar Dilma em viagens pelo País e terá um papel de destaque nas agendas da região Sul. O fato de ter sido ministro da Educação e da Justiça e possuir no currículo os projetos do ProUni no primeiro cargo e o Pronasci no segundo será fartamente explorado.
Além de Tarso, o ex-governador Olívio Dutra, o presidente estadual do partido, o deputado estadual reeleito Raul Pont, e o prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, vão formar a linha de frente da coordenação da campanha de Dilma no Estado. No primeiro turno, apenas Vanazzi respondia pela coordenação do comitê gaúcho suprapartidário de Dilma.
A decisão de colocar os pesos pesados na linha de frente foi oficializada na reunião da executiva estadual do PT nesta manhã.
Assim como o PT nacional, o gaúcho tem pressa. Depois da reunião da executiva, Pont, Vanazzi e Olívio seguem para Brasília onde acontecem nesta quarta reuniões da coordenação de campanha de Dilma e de presidentes estaduais do partido. Em reunião com prefeitos e vices na terça, Vanazzi chegou a solicitar que, aqueles que pudessem, tirassem férias ou se licenciassem para melhor se dedicarem à campanha de Dilma em solo gaúcho.
"Todos os diretórios estão orientados a manter os comitês de campanha e, entre os candidatos proporcionais, os que puderem também", resume Pont.
Manuela D´Ávila (PCdoB), a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul e a quarta mais votada do país, é uma das lideranças que já se programou para se dedicar com garra à campanha de Dilma no segundo turno.
Aliados
Vanazzi acredita que no Rio Grande do Sul é possível aumentar o leque de alianças, mas as iniciativas devem acontecer rapidamente. O próprio Pont já começou a procurar por deputados estaduais peemedebistas e por integrantes da direção partidária para "estabelecer um diálogo".
No Rio Grande do Sul, PMDB e PT são adversários históricos e, no primeiro turno, o PMDB se dividiu em relação à disputa presidencial. O partido, grande derrotado da eleição estadual, agora vive uma crise interna que pode dificultar as negociações.
Nesta quinta-feira (7) à tarde, a executiva estadual peemedebista se reunirá para "juntar os pedaços" e deve apontar um rumo sobre a posição do partido no segundo turno. Na cúpula, existe uma forte tendência pró-José Serra (PSDB). Na base, a maioria dos prefeitos se posicionou ainda no primeiro turno pró-Dilma. O impasse pode não se resolver e a briga de Dilma e Serra será pelos eleitores do partido.
Os petistas acreditam ainda que a candidata ficará com a maior parte dos votos que foram para Marina Silva (PV) no primeiro turno. Entre os gaúchos, Dilma foi a opção de 3 milhões de eleitores, fazendo 400 mil votos a mais do que Serra. Os eleitores de Marina foram 725 mil. Brancos e nulos ficaram em 497 mil.
Veja abaixo um gráfico que mostra como foi a votação de Serra e Dilma no Rio Grande do Sul. As partes azuis são onde Serra teve mais votos que Dilma e as vermelhas são onde Dilma superou a votação do tucano. Marina Silva não ficou em primeiro em nenhum município gaúchono Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), confirmou em entrevista à Rádio Guaíba, na tarde desta quarta-feira (6), que a estratégia petista para o segundo turno da disputa presidencial vai incluir a comparação detalhada entre os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os oito de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Questionado sobre se a campanha de Dilma vai partir para a comparação de governos, enquanto a de Serra seguirá comparando biografias, Tarso foi taxativo. "Devemos comparar as duas coisas. O Serra teve um papel no governo Fernando Henrique e a Dilma teve um papel no governo Lula. O que vai mais pesar é exatamente 'o que você fez no verão passado'".
Em relação à busca de apoio de Marina Silva (PV), o governador eleito fez uma estimativa numérica. Disse que, em uma escala de zero a 50, se Marina tem uma proximidade de 10 pontos com Serra, com a Dilma e o presidente Lula a aproximação é de 40. "Conheço a Marina como a palma da minha mão e tenho a convicção, a não ser que ela mude radicalmente o olhar que tem sobre o seu passado, de que vai apoiar a Dilma".
O ex-ministro também fez projeções a respeito dos índices da candidata petista. "Creio que a Dilma vá fazer mais de 55%, por uma série de dados de que nós já dispomos. E acho que uma pesquisa que vai sair no final de semana agora provavelmente vai apontar isso".
Em relação à sua atuação a partir de 1º de janeiro, questionado sobre se pretende fazer um governo "Tarsinho paz e amor", Genro disse que este não é o seu estilo. "Vou fazer um governo sério, que respeite os movimentos sociais, programático, de muito diálogo e muita persuasão. Mas a visão de querer conciliar com todo mundo para não fazer nada não é o meu estilo".
Dutra e Pont ajudarão na coordenação
Genro, assim como os demais governadores e senadores aliados eleitos, recebeu a incumbência do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a campanha de Dilma em seu Estado.
O ex-ministro também deverá acompanhar Dilma em viagens pelo País e terá um papel de destaque nas agendas da região Sul. O fato de ter sido ministro da Educação e da Justiça e possuir no currículo os projetos do ProUni no primeiro cargo e o Pronasci no segundo será fartamente explorado.
Além de Tarso, o ex-governador Olívio Dutra, o presidente estadual do partido, o deputado estadual reeleito Raul Pont, e o prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, vão formar a linha de frente da coordenação da campanha de Dilma no Estado. No primeiro turno, apenas Vanazzi respondia pela coordenação do comitê gaúcho suprapartidário de Dilma.
A decisão de colocar os pesos pesados na linha de frente foi oficializada na reunião da executiva estadual do PT nesta manhã.
Assim como o PT nacional, o gaúcho tem pressa. Depois da reunião da executiva, Pont, Vanazzi e Olívio seguem para Brasília onde acontecem nesta quarta reuniões da coordenação de campanha de Dilma e de presidentes estaduais do partido. Em reunião com prefeitos e vices na terça, Vanazzi chegou a solicitar que, aqueles que pudessem, tirassem férias ou se licenciassem para melhor se dedicarem à campanha de Dilma em solo gaúcho.
"Todos os diretórios estão orientados a manter os comitês de campanha e, entre os candidatos proporcionais, os que puderem também", resume Pont.
Manuela D´Ávila (PCdoB), a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul e a quarta mais votada do país, é uma das lideranças que já se programou para se dedicar com garra à campanha de Dilma no segundo turno.
Aliados
Vanazzi acredita que no Rio Grande do Sul é possível aumentar o leque de alianças, mas as iniciativas devem acontecer rapidamente. O próprio Pont já começou a procurar por deputados estaduais peemedebistas e por integrantes da direção partidária para "estabelecer um diálogo".
No Rio Grande do Sul, PMDB e PT são adversários históricos e, no primeiro turno, o PMDB se dividiu em relação à disputa presidencial. O partido, grande derrotado da eleição estadual, agora vive uma crise interna que pode dificultar as negociações.
Nesta quinta-feira (7) à tarde, a executiva estadual peemedebista se reunirá para "juntar os pedaços" e deve apontar um rumo sobre a posição do partido no segundo turno. Na cúpula, existe uma forte tendência pró-José Serra (PSDB). Na base, a maioria dos prefeitos se posicionou ainda no primeiro turno pró-Dilma. O impasse pode não se resolver e a briga de Dilma e Serra será pelos eleitores do partido.
Os petistas acreditam ainda que a candidata ficará com a maior parte dos votos que foram para Marina Silva (PV) no primeiro turno. Entre os gaúchos, Dilma foi a opção de 3 milhões de eleitores, fazendo 400 mil votos a mais do que Serra. Os eleitores de Marina foram 725 mil. Brancos e nulos ficaram em 497 mil.
Veja abaixo um gráfico que mostra como foi a votação de Serra e Dilma no Rio Grande do Sul. As partes azuis são onde Serra teve mais votos que Dilma e as vermelhas são onde Dilma superou a votação do tucano. Marina Silva não ficou em primeiro em nenhum município gaúcho
O governador eleito reforça campanha de Dilma no RS e aposta na comparação
O governador eleito no Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), confirmou em entrevista à Rádio Guaíba, na tarde desta quarta-feira (6), que a estratégia petista para o segundo turno da disputa presidencial vai incluir a comparação detalhada entre os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os oito de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Questionado sobre se a campanha de Dilma vai partir para a comparação de governos, enquanto a de Serra seguirá comparando biografias, Tarso foi taxativo. "Devemos comparar as duas coisas. O Serra teve um papel no governo Fernando Henrique e a Dilma teve um papel no governo Lula. O que vai mais pesar é exatamente 'o que você fez no verão passado'".
Em relação à busca de apoio de Marina Silva (PV), o governador eleito fez uma estimativa numérica. Disse que, em uma escala de zero a 50, se Marina tem uma proximidade de 10 pontos com Serra, com a Dilma e o presidente Lula a aproximação é de 40. "Conheço a Marina como a palma da minha mão e tenho a convicção, a não ser que ela mude radicalmente o olhar que tem sobre o seu passado, de que vai apoiar a Dilma".
O ex-ministro também fez projeções a respeito dos índices da candidata petista. "Creio que a Dilma vá fazer mais de 55%, por uma série de dados de que nós já dispomos. E acho que uma pesquisa que vai sair no final de semana agora provavelmente vai apontar isso".
Em relação à sua atuação a partir de 1º de janeiro, questionado sobre se pretende fazer um governo "Tarsinho paz e amor", Genro disse que este não é o seu estilo. "Vou fazer um governo sério, que respeite os movimentos sociais, programático, de muito diálogo e muita persuasão. Mas a visão de querer conciliar com todo mundo para não fazer nada não é o meu estilo".
Dutra e Pont ajudarão na coordenação
Genro, assim como os demais governadores e senadores aliados eleitos, recebeu a incumbência do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a campanha de Dilma em seu Estado.
O ex-ministro também deverá acompanhar Dilma em viagens pelo País e terá um papel de destaque nas agendas da região Sul. O fato de ter sido ministro da Educação e da Justiça e possuir no currículo os projetos do ProUni no primeiro cargo e o Pronasci no segundo será fartamente explorado.
Além de Tarso, o ex-governador Olívio Dutra, o presidente estadual do partido, o deputado estadual reeleito Raul Pont, e o prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, vão formar a linha de frente da coordenação da campanha de Dilma no Estado. No primeiro turno, apenas Vanazzi respondia pela coordenação do comitê gaúcho suprapartidário de Dilma.
A decisão de colocar os pesos pesados na linha de frente foi oficializada na reunião da executiva estadual do PT nesta manhã.
Assim como o PT nacional, o gaúcho tem pressa. Depois da reunião da executiva, Pont, Vanazzi e Olívio seguem para Brasília onde acontecem nesta quarta reuniões da coordenação de campanha de Dilma e de presidentes estaduais do partido. Em reunião com prefeitos e vices na terça, Vanazzi chegou a solicitar que, aqueles que pudessem, tirassem férias ou se licenciassem para melhor se dedicarem à campanha de Dilma em solo gaúcho.
"Todos os diretórios estão orientados a manter os comitês de campanha e, entre os candidatos proporcionais, os que puderem também", resume Pont.
Manuela D´Ávila (PCdoB), a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul e a quarta mais votada do país, é uma das lideranças que já se programou para se dedicar com garra à campanha de Dilma no segundo turno.
Aliados
Vanazzi acredita que no Rio Grande do Sul é possível aumentar o leque de alianças, mas as iniciativas devem acontecer rapidamente. O próprio Pont já começou a procurar por deputados estaduais peemedebistas e por integrantes da direção partidária para "estabelecer um diálogo".
No Rio Grande do Sul, PMDB e PT são adversários históricos e, no primeiro turno, o PMDB se dividiu em relação à disputa presidencial. O partido, grande derrotado da eleição estadual, agora vive uma crise interna que pode dificultar as negociações.
Nesta quinta-feira (7) à tarde, a executiva estadual peemedebista se reunirá para "juntar os pedaços" e deve apontar um rumo sobre a posição do partido no segundo turno. Na cúpula, existe uma forte tendência pró-José Serra (PSDB). Na base, a maioria dos prefeitos se posicionou ainda no primeiro turno pró-Dilma. O impasse pode não se resolver e a briga de Dilma e Serra será pelos eleitores do partido.
Os petistas acreditam ainda que a candidata ficará com a maior parte dos votos que foram para Marina Silva (PV) no primeiro turno. Entre os gaúchos, Dilma foi a opção de 3 milhões de eleitores, fazendo 400 mil votos a mais do que Serra. Os eleitores de Marina foram 725 mil. Brancos e nulos ficaram em 497 mil.
Veja abaixo um gráfico que mostra como foi a votação de Serra e Dilma no Rio Grande do Sul. As partes azuis são onde Serra teve mais votos que Dilma e as vermelhas são onde Dilma superou a votação do tucano. Marina Silva não ficou em primeiro em nenhum município gaúchono Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), confirmou em entrevista à Rádio Guaíba, na tarde desta quarta-feira (6), que a estratégia petista para o segundo turno da disputa presidencial vai incluir a comparação detalhada entre os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os oito de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Questionado sobre se a campanha de Dilma vai partir para a comparação de governos, enquanto a de Serra seguirá comparando biografias, Tarso foi taxativo. "Devemos comparar as duas coisas. O Serra teve um papel no governo Fernando Henrique e a Dilma teve um papel no governo Lula. O que vai mais pesar é exatamente 'o que você fez no verão passado'".
Em relação à busca de apoio de Marina Silva (PV), o governador eleito fez uma estimativa numérica. Disse que, em uma escala de zero a 50, se Marina tem uma proximidade de 10 pontos com Serra, com a Dilma e o presidente Lula a aproximação é de 40. "Conheço a Marina como a palma da minha mão e tenho a convicção, a não ser que ela mude radicalmente o olhar que tem sobre o seu passado, de que vai apoiar a Dilma".
O ex-ministro também fez projeções a respeito dos índices da candidata petista. "Creio que a Dilma vá fazer mais de 55%, por uma série de dados de que nós já dispomos. E acho que uma pesquisa que vai sair no final de semana agora provavelmente vai apontar isso".
Em relação à sua atuação a partir de 1º de janeiro, questionado sobre se pretende fazer um governo "Tarsinho paz e amor", Genro disse que este não é o seu estilo. "Vou fazer um governo sério, que respeite os movimentos sociais, programático, de muito diálogo e muita persuasão. Mas a visão de querer conciliar com todo mundo para não fazer nada não é o meu estilo".
Dutra e Pont ajudarão na coordenação
Genro, assim como os demais governadores e senadores aliados eleitos, recebeu a incumbência do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a campanha de Dilma em seu Estado.
O ex-ministro também deverá acompanhar Dilma em viagens pelo País e terá um papel de destaque nas agendas da região Sul. O fato de ter sido ministro da Educação e da Justiça e possuir no currículo os projetos do ProUni no primeiro cargo e o Pronasci no segundo será fartamente explorado.
Além de Tarso, o ex-governador Olívio Dutra, o presidente estadual do partido, o deputado estadual reeleito Raul Pont, e o prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, vão formar a linha de frente da coordenação da campanha de Dilma no Estado. No primeiro turno, apenas Vanazzi respondia pela coordenação do comitê gaúcho suprapartidário de Dilma.
A decisão de colocar os pesos pesados na linha de frente foi oficializada na reunião da executiva estadual do PT nesta manhã.
Assim como o PT nacional, o gaúcho tem pressa. Depois da reunião da executiva, Pont, Vanazzi e Olívio seguem para Brasília onde acontecem nesta quarta reuniões da coordenação de campanha de Dilma e de presidentes estaduais do partido. Em reunião com prefeitos e vices na terça, Vanazzi chegou a solicitar que, aqueles que pudessem, tirassem férias ou se licenciassem para melhor se dedicarem à campanha de Dilma em solo gaúcho.
"Todos os diretórios estão orientados a manter os comitês de campanha e, entre os candidatos proporcionais, os que puderem também", resume Pont.
Manuela D´Ávila (PCdoB), a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul e a quarta mais votada do país, é uma das lideranças que já se programou para se dedicar com garra à campanha de Dilma no segundo turno.
Aliados
Vanazzi acredita que no Rio Grande do Sul é possível aumentar o leque de alianças, mas as iniciativas devem acontecer rapidamente. O próprio Pont já começou a procurar por deputados estaduais peemedebistas e por integrantes da direção partidária para "estabelecer um diálogo".
No Rio Grande do Sul, PMDB e PT são adversários históricos e, no primeiro turno, o PMDB se dividiu em relação à disputa presidencial. O partido, grande derrotado da eleição estadual, agora vive uma crise interna que pode dificultar as negociações.
Nesta quinta-feira (7) à tarde, a executiva estadual peemedebista se reunirá para "juntar os pedaços" e deve apontar um rumo sobre a posição do partido no segundo turno. Na cúpula, existe uma forte tendência pró-José Serra (PSDB). Na base, a maioria dos prefeitos se posicionou ainda no primeiro turno pró-Dilma. O impasse pode não se resolver e a briga de Dilma e Serra será pelos eleitores do partido.
Os petistas acreditam ainda que a candidata ficará com a maior parte dos votos que foram para Marina Silva (PV) no primeiro turno. Entre os gaúchos, Dilma foi a opção de 3 milhões de eleitores, fazendo 400 mil votos a mais do que Serra. Os eleitores de Marina foram 725 mil. Brancos e nulos ficaram em 497 mil.
Veja abaixo um gráfico que mostra como foi a votação de Serra e Dilma no Rio Grande do Sul. As partes azuis são onde Serra teve mais votos que Dilma e as vermelhas são onde Dilma superou a votação do tucano. Marina Silva não ficou em primeiro em nenhum município gaúcho
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Após oito anos, PT gaúcho volta ao poder
Vitória de Tarso como governador veio após participação forte de Lula na campanha; eleito quer ajudar Dilma
"Acho que posso dar boa colaboração para a campanha presidencial agora", declarou ele; PMDB encolhe no RS
GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE
MARTÍN FERNANDEZ
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE
O ex-ministro Tarso Genro (PT), 63, tornou-se ontem o primeiro governador a ser eleito no primeiro turno no Rio Grande do Sul desde a redemocratização.
Tarso declarou que agora terá duas tarefas agora. Uma delas será montar seu governo. A outra, dedicar-se à campanha da petista Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial.
"Acho que eu posso dar uma boa colaboração. Qual, eu ainda não sei." Ele, porém, não quis avaliar a campanha presidencial do PT.
Em seu primeiro pronunciamento depois da apuração, Tarso afirmou que vai "abrir" o governo para partidos que foram seus adversários na eleição. O primeiro alvo do ex-ministro será o PDT, mas também o PP e o PTB serão chamados por ele.
DE VOLTA
A vitória de Tarso leva o PT de volta ao comando do Estado, tradicional reduto petista, após oito anos na oposição. Com 100% das urnas apuradas, ele conquistou 3.416.460 votos (54,35%).
O ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB) recebeu ontem 1.554.836 votos (24,74%), e a atual governadora Yeda Crusius (PSDB) teve 1.156.386 (18,40%).
Derrotado para o governo em 2002, Tarso reconduz o PT ao governo estadual depois de uma campanha eleitoral em que o presidente Lula se tornou protagonista.
Tarso explorou a ligação com o presidente, que esteve duas vezes em Porto Alegre para comícios do ex-ministro, e o fato de ter ocupado quatro ministérios (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Educação, Articulação Política e Justiça).
O PMDB sai das urnas como o grande derrotado da eleição do Rio Grande do Sul. Pela primeira vez desde 1990, os gaúchos não elegeram um peemedebista para qualquer cargo majoritário (governador ou senador).
Além de não eleger o ex- -governador Germano Rigotto ao Senado, o PMDB acabou perdendo ainda o comando da Prefeitura de Porto Alegre devido à renúncia de Fogaça -assumiu o lugar dele José Fortunati (PDT).
Surpresa na eleição de 2006, o PSDB encolheu com Yeda Crusius. Depois de sucessivas crises e denúncias de corrupção que debilitaram sua gestão, a primeira mulher a governar o Estado sulista foi abatida pela tradição do eleitor gaúcho de não reeleger governador.
"Acho que posso dar boa colaboração para a campanha presidencial agora", declarou ele; PMDB encolhe no RS
GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE
MARTÍN FERNANDEZ
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE
O ex-ministro Tarso Genro (PT), 63, tornou-se ontem o primeiro governador a ser eleito no primeiro turno no Rio Grande do Sul desde a redemocratização.
Tarso declarou que agora terá duas tarefas agora. Uma delas será montar seu governo. A outra, dedicar-se à campanha da petista Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial.
"Acho que eu posso dar uma boa colaboração. Qual, eu ainda não sei." Ele, porém, não quis avaliar a campanha presidencial do PT.
Em seu primeiro pronunciamento depois da apuração, Tarso afirmou que vai "abrir" o governo para partidos que foram seus adversários na eleição. O primeiro alvo do ex-ministro será o PDT, mas também o PP e o PTB serão chamados por ele.
DE VOLTA
A vitória de Tarso leva o PT de volta ao comando do Estado, tradicional reduto petista, após oito anos na oposição. Com 100% das urnas apuradas, ele conquistou 3.416.460 votos (54,35%).
O ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB) recebeu ontem 1.554.836 votos (24,74%), e a atual governadora Yeda Crusius (PSDB) teve 1.156.386 (18,40%).
Derrotado para o governo em 2002, Tarso reconduz o PT ao governo estadual depois de uma campanha eleitoral em que o presidente Lula se tornou protagonista.
Tarso explorou a ligação com o presidente, que esteve duas vezes em Porto Alegre para comícios do ex-ministro, e o fato de ter ocupado quatro ministérios (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Educação, Articulação Política e Justiça).
O PMDB sai das urnas como o grande derrotado da eleição do Rio Grande do Sul. Pela primeira vez desde 1990, os gaúchos não elegeram um peemedebista para qualquer cargo majoritário (governador ou senador).
Além de não eleger o ex- -governador Germano Rigotto ao Senado, o PMDB acabou perdendo ainda o comando da Prefeitura de Porto Alegre devido à renúncia de Fogaça -assumiu o lugar dele José Fortunati (PDT).
Surpresa na eleição de 2006, o PSDB encolheu com Yeda Crusius. Depois de sucessivas crises e denúncias de corrupção que debilitaram sua gestão, a primeira mulher a governar o Estado sulista foi abatida pela tradição do eleitor gaúcho de não reeleger governador.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Tarso Genro amplia vantagem na disputa pelo governo do RS
Tarso Genro amplia vantagem na disputa pelo governo do RS
Petista tem 46%, enquanto Fogaça (PMDB) aparece com 23%
Tarso Genro, junto com Dilma. Na foto o Ministro Alexandre Padilha e Raul Ponte
Folha SP
DE SÃO PAULO
Tarso Genro (PT) mantém tendência de crescimento e abriu ainda mais sua vantagem em relação ao segundo colocado, José Fogaça (PMDB), consolidando a possibilidade de vitória no primeiro turno.
Segundo pesquisa feita nos dias 21 e 22, o petista passou de 44% para 46%, enquanto Fogaça caiu de 24% para 23%.
Yeda Crusius (PSDB) recuperou quatro pontos e agora tem 15%, mas continua em terceiro lugar.
Brancos e nulos somam 3%, e 10% dos entrevistados estão indecisos.
Se considerados somente os votos válidos (brancos e nulos são excluídos), Tarso tem 54%, resultado que lhe garantiria a vitória já no primeiro turno se as eleições fossem hoje. Fogaça tem 27%, e Yeda, 17%.
A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Numa simulação de eventual segundo turno entre Tarso e Fogaça, o petista venceria com 55%, contra 33% do peemedebista.
No Rio Grande do Sul, Yeda continua sendo a candidata com a maior rejeição: 40% dos entrevistados afirmam que não votariam nela de jeito nenhum (eram 44% no levantamento anterior).
A rejeição de Fogaça permaneceu estável, em 14%, e a de Tarso Genro oscilou de 15% para 13%.
SENADO
Na disputa por duas vagas de senador pelo Rio Grande do Sul, Paulo Paim (PT) cresceu mais quatro pontos desde a semana passada e consolidou a segunda posição, deixando o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) em terceiro lugar.
Segundo a pesquisa Datafolha, Paim passou de 41% para 45% das intenções de voto, enquanto Rigotto caiu de 41% para 38%.
A líder da disputa é Ana Amélia Lemos (PP), que oscilou positivamente dois pontos e voltou a ter 49%.
Brancos e nulos somam 5% para uma das vagas, e 2% para as duas. Estão indecisos para um dos votos 29%, e 14% não decidiram nenhum dos candidatos.
Se considerados apenas os votos válidos (brancos e nulos são descartados e o total de votos é a base para a divisão dos percentuais; o total é 100%, e não 200%), Ana Amélia tem 33%, Paim tem 30%, e Rigotto, 25%.
O Tribunal Superior Eleitoral divulga os resultados em relação aos votos válidos
Petista tem 46%, enquanto Fogaça (PMDB) aparece com 23%
Tarso Genro, junto com Dilma. Na foto o Ministro Alexandre Padilha e Raul Ponte
Folha SP
DE SÃO PAULO
Tarso Genro (PT) mantém tendência de crescimento e abriu ainda mais sua vantagem em relação ao segundo colocado, José Fogaça (PMDB), consolidando a possibilidade de vitória no primeiro turno.
Segundo pesquisa feita nos dias 21 e 22, o petista passou de 44% para 46%, enquanto Fogaça caiu de 24% para 23%.
Yeda Crusius (PSDB) recuperou quatro pontos e agora tem 15%, mas continua em terceiro lugar.
Brancos e nulos somam 3%, e 10% dos entrevistados estão indecisos.
Se considerados somente os votos válidos (brancos e nulos são excluídos), Tarso tem 54%, resultado que lhe garantiria a vitória já no primeiro turno se as eleições fossem hoje. Fogaça tem 27%, e Yeda, 17%.
A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Numa simulação de eventual segundo turno entre Tarso e Fogaça, o petista venceria com 55%, contra 33% do peemedebista.
No Rio Grande do Sul, Yeda continua sendo a candidata com a maior rejeição: 40% dos entrevistados afirmam que não votariam nela de jeito nenhum (eram 44% no levantamento anterior).
A rejeição de Fogaça permaneceu estável, em 14%, e a de Tarso Genro oscilou de 15% para 13%.
SENADO
Na disputa por duas vagas de senador pelo Rio Grande do Sul, Paulo Paim (PT) cresceu mais quatro pontos desde a semana passada e consolidou a segunda posição, deixando o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) em terceiro lugar.
Segundo a pesquisa Datafolha, Paim passou de 41% para 45% das intenções de voto, enquanto Rigotto caiu de 41% para 38%.
A líder da disputa é Ana Amélia Lemos (PP), que oscilou positivamente dois pontos e voltou a ter 49%.
Brancos e nulos somam 5% para uma das vagas, e 2% para as duas. Estão indecisos para um dos votos 29%, e 14% não decidiram nenhum dos candidatos.
Se considerados apenas os votos válidos (brancos e nulos são descartados e o total de votos é a base para a divisão dos percentuais; o total é 100%, e não 200%), Ana Amélia tem 33%, Paim tem 30%, e Rigotto, 25%.
O Tribunal Superior Eleitoral divulga os resultados em relação aos votos válidos
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Tarso Genro alcança 44% e pode levar eleição no RS já no primeiro turno
O ex-ministro Tarso Genro (PT) mantém crescimento na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul e pela primeira vez desde o início da campanha venceria a eleição no primeiro turno.
Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 13 e 14, Genro passou de 42% para 44% das intenções de voto, ampliando a vantagem sobre José Fogaça (PMDB), que caiu de 26% para 24%.
Yeda Crusius (PSDB), que concorre à reeleição, também caiu de 13% para 11%.
Brancos e nulos somam 3%, e 14% estão indecisos.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Se considerados apenas os votos válidos, Genro teria 54%, Fogaça, 30%, e Yeda, 14% (no cálculo dos votos válidos, a taxa de indecisos, brancos e nulos é distribuída proporcionalmente entre os candidatos, de acordo com os índices de cada um).
A intenção de voto espontânea (quando os nomes dos candidatos não são exibidos aos entrevistados) mostra que 30% dos eleitores citam o ex-ministro da Justiça, enquanto Fogaça é mencionado por 13%, e Yeda, por 8%.
Na simulação de segundo turno entre Genro e Fogaça, o petista teria 53% dos votos, e seu adversário, 35%.
Entre os eleitores gaúchos, Yeda é a mais rejeitada: 44% dos entrevistados afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Genro é rejeitado por 15%, e Fogaça, por 14%.
Nos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, Genro passou de 42% para 47% desde a semana passada, enquanto Fogaça manteve 28%.
Se considerada só a capital, onde o petista foi prefeito por duas vezes, a preferência por Genro passou de 38% para 42%, enquanto Fogaça caiu de 31% para 29%.
O Datafolha também mediu o conhecimento sobre o número dos candidatos.
Os eleitores de Genro são os mais bem informados sobre o número que deverão digitar na urna eletrônica: 49% deles acertam a resposta. Entre os eleitores de Fogaça, 73% não sabem qual o número do candidato.
Pesquisa feita com 1.255 entrevistados e registrada no TRE-RS com o número 46.872/2010.
Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 13 e 14, Genro passou de 42% para 44% das intenções de voto, ampliando a vantagem sobre José Fogaça (PMDB), que caiu de 26% para 24%.
Yeda Crusius (PSDB), que concorre à reeleição, também caiu de 13% para 11%.
Brancos e nulos somam 3%, e 14% estão indecisos.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Se considerados apenas os votos válidos, Genro teria 54%, Fogaça, 30%, e Yeda, 14% (no cálculo dos votos válidos, a taxa de indecisos, brancos e nulos é distribuída proporcionalmente entre os candidatos, de acordo com os índices de cada um).
A intenção de voto espontânea (quando os nomes dos candidatos não são exibidos aos entrevistados) mostra que 30% dos eleitores citam o ex-ministro da Justiça, enquanto Fogaça é mencionado por 13%, e Yeda, por 8%.
Na simulação de segundo turno entre Genro e Fogaça, o petista teria 53% dos votos, e seu adversário, 35%.
Entre os eleitores gaúchos, Yeda é a mais rejeitada: 44% dos entrevistados afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Genro é rejeitado por 15%, e Fogaça, por 14%.
Nos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, Genro passou de 42% para 47% desde a semana passada, enquanto Fogaça manteve 28%.
Se considerada só a capital, onde o petista foi prefeito por duas vezes, a preferência por Genro passou de 38% para 42%, enquanto Fogaça caiu de 31% para 29%.
O Datafolha também mediu o conhecimento sobre o número dos candidatos.
Os eleitores de Genro são os mais bem informados sobre o número que deverão digitar na urna eletrônica: 49% deles acertam a resposta. Entre os eleitores de Fogaça, 73% não sabem qual o número do candidato.
Pesquisa feita com 1.255 entrevistados e registrada no TRE-RS com o número 46.872/2010.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Dilma e Tarso ampliam vantagem no Rio Grande do Sul
Com 42,5% das intenções de voto, Tarso Genro, do PT, permanece liderando a disputa pelo governo gaúcho, segundo pesquisa do instituto Methodus publicada ontem (15) pelo jornal Correio do Povo, de Porto Alegre.
O segundo colocado é José Fogaça, do PMDB, com 26,1%, seguido de perto por Yeda Crusius (PSDB) que obteve 17,8%. O petista avançou quase 5 pontos percentuais e Fogaça recuou 3, em relação à sondagem anterior do mesmo instituto, publicada em 16 de agosto.
A vantagem de Tarso sobre Fogaça quase dobrou – de 8,9 para 16,4 pontos.
Na avaliação para a Presidência da República, Dilma Roussef (PT) lidera com 40,8%, José Serra (PSDB) obtém 35,7% e Marina Silva (PV), 10,8%. Na comparação com a sondagem anterior do Methodus, Dilma avançou mais de 6 pontos percentuais, enquanto Serra recuou 10.
De acordo com o Methodus, 70% do eleitorado gaúcho avalia como ótimo ou bom o Governo Lula.
O segundo colocado é José Fogaça, do PMDB, com 26,1%, seguido de perto por Yeda Crusius (PSDB) que obteve 17,8%. O petista avançou quase 5 pontos percentuais e Fogaça recuou 3, em relação à sondagem anterior do mesmo instituto, publicada em 16 de agosto.
A vantagem de Tarso sobre Fogaça quase dobrou – de 8,9 para 16,4 pontos.
Na avaliação para a Presidência da República, Dilma Roussef (PT) lidera com 40,8%, José Serra (PSDB) obtém 35,7% e Marina Silva (PV), 10,8%. Na comparação com a sondagem anterior do Methodus, Dilma avançou mais de 6 pontos percentuais, enquanto Serra recuou 10.
De acordo com o Methodus, 70% do eleitorado gaúcho avalia como ótimo ou bom o Governo Lula.
sábado, 14 de agosto de 2010
Tarso consolida sua liderança com 38%, e Fogaça segue em segundo
DE SÃO PAULO
O candidato do PT, Tarso Genro, segue na dianteira da corrida ao governo do Rio Grande do Sul, com 38% das intenções de voto, aponta pesquisa Datafolha.
Segundo o instituto, o petista ampliou a vantagem para 11 pontos percentuais em relação a José Fogaça (PMDB), que tem 27%. Na rodada anterior, a diferença entre eles era de oito pontos.
A atual governadora Yeda Crusius (PSDB), que tenta a reeleição, aparece com 16%. A tucana é a concorrente com maior patamar de rejeição: 42%. Tarso aparece com 15%, e Fogaça, com 14%.
A margem de erro é de três pontos. A pesquisa foi feita de 9 a 12 de agosto.
Três candidatos têm 1% na sondagem: Pedro Ruas (PSOL), Julio Flores (PSTU) e Schneider (PMN). Outros 13% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. Brancos e nulos somam 4%.
Num eventual segundo turno, Tarso bateria Fogaça por 48% a 38%.
O eleitorado que diz ter afinidade pelo PDT, partido considerado fiel da balança na disputa, se divide entre Tarso e Fogaça: 43% optam pelo petista, e 34% pelo peemedebista. Apesar de ter indicado o vice de Fogaça, o PDT se dividiu no Estado.
A maior vantagem do petista está entre os mais jovens; o adversário o supera entre os mais ricos. (SN
O candidato do PT, Tarso Genro, segue na dianteira da corrida ao governo do Rio Grande do Sul, com 38% das intenções de voto, aponta pesquisa Datafolha.
Segundo o instituto, o petista ampliou a vantagem para 11 pontos percentuais em relação a José Fogaça (PMDB), que tem 27%. Na rodada anterior, a diferença entre eles era de oito pontos.
A atual governadora Yeda Crusius (PSDB), que tenta a reeleição, aparece com 16%. A tucana é a concorrente com maior patamar de rejeição: 42%. Tarso aparece com 15%, e Fogaça, com 14%.
A margem de erro é de três pontos. A pesquisa foi feita de 9 a 12 de agosto.
Três candidatos têm 1% na sondagem: Pedro Ruas (PSOL), Julio Flores (PSTU) e Schneider (PMN). Outros 13% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. Brancos e nulos somam 4%.
Num eventual segundo turno, Tarso bateria Fogaça por 48% a 38%.
O eleitorado que diz ter afinidade pelo PDT, partido considerado fiel da balança na disputa, se divide entre Tarso e Fogaça: 43% optam pelo petista, e 34% pelo peemedebista. Apesar de ter indicado o vice de Fogaça, o PDT se dividiu no Estado.
A maior vantagem do petista está entre os mais jovens; o adversário o supera entre os mais ricos. (SN
O candidato do PT, Tarso Genro, segue na dianteira da corrida ao governo do Rio Grande do Sul, com 38% das intenções de voto, aponta pesquisa Datafolha.
Segundo o instituto, o petista ampliou a vantagem para 11 pontos percentuais em relação a José Fogaça (PMDB), que tem 27%. Na rodada anterior, a diferença entre eles era de oito pontos.
A atual governadora Yeda Crusius (PSDB), que tenta a reeleição, aparece com 16%. A tucana é a concorrente com maior patamar de rejeição: 42%. Tarso aparece com 15%, e Fogaça, com 14%.
A margem de erro é de três pontos. A pesquisa foi feita de 9 a 12 de agosto.
Três candidatos têm 1% na sondagem: Pedro Ruas (PSOL), Julio Flores (PSTU) e Schneider (PMN). Outros 13% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. Brancos e nulos somam 4%.
Num eventual segundo turno, Tarso bateria Fogaça por 48% a 38%.
O eleitorado que diz ter afinidade pelo PDT, partido considerado fiel da balança na disputa, se divide entre Tarso e Fogaça: 43% optam pelo petista, e 34% pelo peemedebista. Apesar de ter indicado o vice de Fogaça, o PDT se dividiu no Estado.
A maior vantagem do petista está entre os mais jovens; o adversário o supera entre os mais ricos. (SN
O candidato do PT, Tarso Genro, segue na dianteira da corrida ao governo do Rio Grande do Sul, com 38% das intenções de voto, aponta pesquisa Datafolha.
Segundo o instituto, o petista ampliou a vantagem para 11 pontos percentuais em relação a José Fogaça (PMDB), que tem 27%. Na rodada anterior, a diferença entre eles era de oito pontos.
A atual governadora Yeda Crusius (PSDB), que tenta a reeleição, aparece com 16%. A tucana é a concorrente com maior patamar de rejeição: 42%. Tarso aparece com 15%, e Fogaça, com 14%.
A margem de erro é de três pontos. A pesquisa foi feita de 9 a 12 de agosto.
Três candidatos têm 1% na sondagem: Pedro Ruas (PSOL), Julio Flores (PSTU) e Schneider (PMN). Outros 13% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. Brancos e nulos somam 4%.
Num eventual segundo turno, Tarso bateria Fogaça por 48% a 38%.
O eleitorado que diz ter afinidade pelo PDT, partido considerado fiel da balança na disputa, se divide entre Tarso e Fogaça: 43% optam pelo petista, e 34% pelo peemedebista. Apesar de ter indicado o vice de Fogaça, o PDT se dividiu no Estado.
A maior vantagem do petista está entre os mais jovens; o adversário o supera entre os mais ricos. (SN
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