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domingo, 12 de junho de 2011

donos do poder

O show diário mundial da mídia-espetáculo
Enviado por luisnassif, sab, 11/06/2011 - 08:56
Por Stanilaw Calandreli
Querida Grande Mídia, Nós Pensávamos Que Você Poderia Querer Cobrir Esse...

Steve Watson

From Infowar.com




Os detratores rotineiramente alegam que as reuniões anuais da elite Bilderberg, são nada mais que um desatualizado e irrelevante encontro daqueles que “já foram”, cujo poder no cenário internacional há muito tempo murchou.
Dê só uma olhada nos participantes da confabulação deste ano, em St. Moritz, na Suíça, e, portanto, verás que se trata, absolutamente, do pólo oposto da verdade.

Para debater política na reunião deste ano estarão Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon.com; Chris R. Hughes, co-fundador do Facebook; Eric Schmidt, presidente executivo do Google; J. Craig Mundie, chefe de Pesquisa e Estratégia da Microsoft Corporation; e Reid Hoffman, co-fundador e Presidente Executivo do LinkedIn.

Só aí você tem os cabeças das cinco maiores companhias online, na verdade, cinco das maiores empresas do mundo, todos participando juntos em um refúgio isolado nos Alpes suíços neste final de semana.

Só isso já deveria ser suficiente para chamar a atenção da grande mídia.
Infelizmente, aparentemente não, isso não é suficiente para levantar o seu interesse coletivo.

Então vamos adicionar que também estão presentes o Vice-Presidente da Comissão Européia, o Presidente do Conselho Europeu, o Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio, o Presidente do Banco Central Europeu, o Presidente do Banco Mundial, e o Diretor Executivo do Programa de Alimentação Mundial das Nações Unidas.

Não. Ainda não é nada para a grande mídia mundial.

OK, que tal o Subsecretário de Estado dos EUA, o Comandante do USCYBERCOM e o Diretor da Agência Nacional de Segurança?

Talvez representantes de todos os principais "think tank" órgãos de pesquisas dos EUA? Você gostaria de tê-los em seus noticiários todos os dias, certo dona grande mídia? Você conhece os caras do Instituto Hudson, da Instituição Brookings, do American Enterprise Instituto de Pesquisa de Política Publica, do Conselho das Relações Exteriores, da Comissão Trilateral, do Instituto de Pesquisa Demográfica - todos no Bilderberg.

Ligue a TV e lá estão 24 horas de cobertura jornalística sobre a crise econômica em curso. Imagine se todos os altos representantes dos principais bancos do mundo estivessem reunidos no mesmo lugar, juntamente com os chefes das finanças de vários países mais importantes do mundo ocidental. Oh espere, eles estão, no Bilderberg.

Bilderberg tem figurões do Banco Nacional da Bélgica, do Nordea Bank da Dinamarca, do Deutsche Bank da Alemanha, do banco Investor AB da Suécia, do Oesterreichische

Eles têm o Presidente do banco Barclays, o presidente do HSBC, o presidente do Goldman Sachs, o Presidente da TD Bank Financial Group, o vice-presidente do Citigroup e o ex-presidente do Chase Manhattan Bank.

Respira fundo ...

Eles têm o antigo Ministro das Finanças da Alemanha, o atual Chanceler do Tesouro Britânico, o atual Ministro das Finanças da Grécia (não é um grande show no momento), o atual Ministro da Economia e Finanças da Itália, o Diretor Geral do Banco do Canada, o ex- Secretário do Tesouro Americano e o ex-Diretor Geral do Federal Reserve Board.

Dando um conhecimento superficial da nobreza da Holanda, Espanha e Noruega, e alguns políticos de alto ranking e chefes de Estado da Bélgica, Áustria, China, Grã-Bretanha, Irlanda, Suécia, Suíça e Turquia, e você ainda está realmente só arranhando a superfície do quem é quem entre os participantes do Bilderberg.

É evidente que seria uma estupidez sugerir que este grupo de pessoas não detém poder e não têm qualquer influência no cenário internacional. Sua influência é irrefutável. Quem faz este argumento e, em seguida, lhe diz que você está delirando é mais do que estúpido.

Onde você está grande mídia? Por que você está ignorando isso e preferindo reportar escândalos de uma semana atrás sobre as fotos do pênis de um congressista?

Steve Watson é o escritor com sede em Londres e editor da Infowars.net and Prisonplanet.com. Ele tem um mestrado em Relações Internacionais da Escola de Política da Universidade de Nottingham.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Frenesi dos abutres

Frase

"Famosos eles já são. [Mas] não se esqueçam de que mineiro rico da noite para o dia é até comum. Mas é um ouro maldito. Difícil é se manter rico"


Convívio gera rivalidades e atritos entre familiares de trabalhadores
Clima é tenso no acampamento montado para acompanhar operação de resgate em Copiapó

Privilégios, atenção da imprensa e dinheiro são alguns motivos; equipes de apoio tentam evitar o contágio dos mineiros

DA ASSOCIATED PRESS

A curva empoeirada que fica diante da mina de cobre e ouro em cujo subsolo 33 homens estão presos desde o começo de agosto pode até estar sendo chamada de acampamento Esperanza.
Mas o local também tem sido palco de intrigas, inveja e rivalidades que dividem os familiares dos mineiros que mantêm vigília ali, justamente quando a aflição comum a todos eles deveria uni-los.
Com o resgate dos mineiros cada vez mais iminente, o clima no local era menos de euforia e mais de exaustão, com nervos em frangalhos.
"Aqui, a tensão é mais alta do que lá em baixo. Lá embaixo, eles estão calmos" afirmou Veronica Ticona, irmã de Ariel Ticona, 29, um operador de máquinas.
Após 69 dias compartilhando medos e nervosismo -e sob o escrutínio de dezenas de repórteres que agora chegam a cerca de mil-, a amizade inicial arrefeceu.
Alguns relacionamentos, inicialmente pelo menos cordiais, são tão hostis como as areias do deserto do Atacama que circunda o acampamento. Parentes relatam em privado casos de desavenças.
Atritos e ciúmes entre as famílias centram-se em assuntos como quem tem acesso às videoconferências de fim de semana com os mineiros presos, quem recebe cartas e por quê.
Ou ainda quem deve falar com a imprensa e o quanto deve ser revelado sobre a intimidade de famílias.
Alguns reclamaram de parentes distantes em busca de atenção da mídia internacional, dando entrevistas sobre mineiros que mal conhecem.
E há os que, apesar do parentesco muito distante, candidatam-se a receber doações como lingeries, garrafas de vinho, brinquedos eletrônicos e fantasias infantis.
Houve brigas inclusive sobre quem são os parentes próximos -ou mesmo a cônjuge preferida do mineiro.
Por isso, Alberto Iturra, o chefe da equipe de apoio psicológico aos presos, decidiu que cada um que for resgatado se encontrará com entre uma e três pessoas que eles próprios deveriam designar.
E há a questão do dinheiro. Já houve problemas de relacionamento na medida em que umas famílias têm recebido mais do que outras, inclusive de alguns veículos de imprensa.
Devido aos atritos, Iturra chegou a recomendar na segunda que parentes deixassem o entorno da mina e fossem para casa descansar.
"Expliquei às famílias que a única maneira de se receber alguém é, em primeiro lugar, estando em sua casa para abrir a porta", disse Iturra
PEDRO GUTIERREZ
mineiro de Terra Amarelalacuarta.cl

No jornal chileno, "colegas de todas as partes do mundo tornam mais grata a espera"

Ao vivo nos canais de notícias daqui e do exterior e nos intervalos das redes abertas, o resgate no Chile se aproximou mais de "A Montanha dos Sete Abutres", filme de 1951 citado desde o início -e que denuncia a exploração de caso parecido pela mídia.
Na página da agência no Facebook, um enviado da AP descreveu o "frenesi de mídia" como "turba", com "centenas se empurrando e gritando sobre perguntas de outros". Contou 750 jornalistas, que causaram 17 acidentes "correndo nas estradas". A BBC contou de 1.200 a 1.500. No Median Guardian, 2.000, anotando que a neta de um mineiro ouviu perguntas como "vai assinar contrato para um filme?" e "tem namorado?". Outro problema, segundo o site, é que os banheiros químicos foram alugados "e trancados" pelas TVs e agências, "sem piedade com a imprensa".

Invasão da mídia cria hiperinflação no meio do deserto
Em Copiapó, cidade mais próxima da mina San José, taxistas, moradores e os donos de hotéis faturam alto

Corrida de táxi desde o centro até o local do acidente tem salto de até 1.500%; na cidade, hospedagem é escassa

DA ENVIADA A COPIAPÓ (CHILE)

O resgate dos mineiros ainda não foi concluído, mas pelo menos uma coisa já terminou (ou quase) em Copiapó: a hospitalidade.
A cidade de 50 mil habitantes resolveu faturar com o drama dos mineiros soterrados, aproveitando o tsunami de jornalistas que invadiu o local, na beira do deserto.
Uma emissora japonesa alugou a garagem da casinha que fica bem na frente do hospital regional de Copiapó. O dono ganhou a sorte grande: 700 mil pesos por dia, durante sete dias. São cerca de R$ 17 mil.
O centro de Copiapó fica a 53 km da mina San José. Sem trânsito (que nunca houve, mas agora há), a viagem pela estrada empoeirada leva no máximo 33 minutos.
Antes da onda gigante de jornalistas, os táxis da cidade nem queriam fazer a viagem. Preferiam faturar na cidade a correr o risco de ir cheios e voltar vazios.
Quando faziam, cobravam extra sobre o taxímetro. Mas a viagem não custava mais do que 15 mil pesos (R$ 52).
Foi só o governo anunciar que a perfuração estava prestes a atingir a câmera onde estão os mineiros e o preço duplicou: foi para 30 mil pesos (R$ 104).
Ontem, já iniciada a contagem regressiva para o resgate, a corrida atingiu o valor de 200 mil pesos (R$ 705).
E havia taxista pedindo 250 mil pesos (não se sabe se conseguiu passageiro).
Alugar um carro é impossível. Nas locadoras que funcionam no aeroporto de Copiapó, há uma lista de espera com mais de cem nomes.
Os hotéis comemoram a lotação total. Quem chega agora a Copiapó tem de se contentar em alugar quartos em casas de famílias -100 mil pesos é preço mínimo (R$ 350). Ou tem como alternativa ficar em motéis, como o Kamasutra ou o Sonho Azul -ainda há vagas.
O ônibus do Exército que transporta as famílias todos os dias do centro para a mina, e que também levava os jornalistas credenciados, fechou as portas para a imprensa.
(LAURA CAPRIGLIONE
)

IMPRENSA
GOVERNO FAZ ÁREA ESPECIAL PARA A MÍDIA

O governo chileno mandou construir arquibancadas para jornalistas sobre um morro a 200 metros do poço por onde sairão os mineiros. Cerca de 200 profissionais se credenciaram para cobrir o resgate

Mineiros chilenos: entre a tragédia e o espetáculo

blog luisnassif, qua, 13/10/2010 - 09:09
Ciúmes e intrigas dividem famílias - internacional - Estadao.com.br

Parentes de mineiros têm convivência difícil no Acampamento Esperança e uns acusam outros de estarem em busca de fama e dinheiro

AP - O Estado de S.Paulo

COPIAPÓ, CHILE
Rodrigo Arangua/AFP
Rodrigo Arangua/AFP
Angústia. Parentes dos 33 mineiros presos acompanham pela TV os últimos preparativos para a fase final da operação de resgate na mina San José

O Acampamento Esperanza, onde parentes dos 33 mineiros soterrados aguardam o resgate, tornou-se um microcosmo de intrigas, inveja, ambição e rivalidades. Após dois meses de espera, dividindo angústias sob o olhar atento de dezenas de jornalistas, a convivência entre as famílias é difícil e as divisões são cada vez mais evidentes.

A poucas horas do momento em que os mineiros começariam a sair do refúgio, o ambiente no acampamento não era totalmente de festa. Parecia mais um formigueiro de cinegrafistas e fotógrafos em busca de parentes. Alguns evitam a imprensa, dizendo em voz baixa que estão cansados de responder sempre as mesmas perguntas.

Alberto Iturra, chefe dos psicólogos que atendem aos 33 mineiros e seus parentes, recomendou as famílias que descansem para receber os trabalhadores em casa bem e em boa forma.


amAs famílias "também têm de fazer sua aterrissagem, por isso as mandei dormir", disse Iturra explicando que assim como os mineiros os parentes também devem passar por um processo de reajuste à "vida normal".

Muitos parentes admitem que a tensão é maior no acampamento do que no refúgio onde os 33 estão presos desde 5 de agosto.

"Aqui em cima a tensão é maior que lá embaixo. Lá, eles estão tranquilos trabalhando", disse Verónica Ticona, irmã de Ariel Ticona, de 29 anos, um dos mineiros presos que maneja máquinas de remoção de escombros.

Nesta semana, Roxana Ávalos revelou trechos de uma carta que recebeu de Jimmy Sánchez, de 19 anos, o mais jovem entre os mineiros presos. "Deus quis que eu caísse aqui, não sei, para que eu mude. E vou mudar", disse o mineiro na carta. "Já sofri muito e não quero sofrer mais."

Os parentes comentam algumas brigas entre as famílias por motivos que vão desde quem tem acesso às teleconferências até quem recebe cartas. Quem vai encontrar os mineiros quando saírem - no máximo dois familiares por pessoa - é outra questão que causa controvérsias. Para evitar problemas Iturra decidiu que o próprio mineiro deve decidir quem quer ver primeiro.

Na cerimônia de comemoração do bicentenário da independência do país, o governo divulgou algumas imagens de homens trabalhando na remoção dos escombros.

Em algumas delas, feitas por câmeras de parentes, é possível ver os mineiros de bermudas e sem camisa, descansando em camas dobráveis em um ambiente sombrio. Nas paredes, recortes de jornais com mulheres de biquíni, além de bandeiras do chile e cartas enviadas por pessoas da família.

Alguns no Acampamento Esperança reclamam que muitos parentes apareceram do nada para somarem-se ao oba-oba da fama e dar entrevistas, apesar de mal conhecerem os mineiros. Ou que buscam receber presentes, que vão de fantasias para as crianças a roupas íntimas sexy.

E há o assunto do dinheiro.

O empresário da mineração Leonardo Farkas presenteou cada família com um cheque de US$ 10 mil. Logo depois elas processaram os donos da mina por negligência e violação das normas de segurança, pedindo ao menos US$ 10 milhões.

Os boatos sobre quem poderia receber o dinheiro causam mal-estar entre os próprios companheiros do sindicato da mina. Em uma reunião no começo do mês em Copiapó, capital da região do Atacama, onde está a jazida, alguns disseram que queriam estar lá pois assim poderiam pedir dinheiro também.

Na semana passada, 350 mineiros que estão na superfície cobraram a segunda quinzena de seu salário de setembro (cerca de US$ 830) e receberam um papel que assegura que eles saíram da empresa por razões de força maior e não por não-cumprimento do trabalho.

CRONOLOGIA

69 dias de drama no Chile

5 de agosto de 2010
700 metros sob a terra

O deslizamento na mina de São José, no norte do país e de propriedade da mineradora San Esteban Primera, deixa 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade.

7 de agosto de 2010
Socorro é interrompido
Outro desmoronamento bloqueia o canal de ventilação. Os socorristas são obrigados a suspender os trabalhos de resgate e procuram novas alternativas.

22 de agosto 2010
Estamos bem

Após 17 dias soterrados, os mineiros conseguem enviar uma mensagem informando que estão vivos: "Estamos bem no refúgio os 33". O bilhete foi encontrado em sonda que atingiu uma das galerias. Desde então, os trabalhadores passam a receber alimentos e remédios. A comunicação com a superfície é estabelecida.

30 de agosto de 2010
Plano A

Para alcançar os mineiros, a máquina Strata-950 é usada para iniciar a perfuração da rocha. Este é um dos três planos elaborados para resgatar os trabalhadores.

17 de setembro de 2010
Plano B

A perfuradora T-130, mais veloz, completa o túnel piloto, que seria ampliado para a passagem dos mineiros.

19 de setembro de 2010
Plano C

Uma terceira máquina, usada na indústria petrolífera, a Rig 421, é o Plano C para o resgate dos trabalhadores.

9 de outubro de 2010
Boa notícia

Os perfuradores conseguem atingir o ponto de resgate com a máquina Schramm T-130, o Plano B.

12 de outubro de 2010
Dia D
Equipes se preparam para retirar mineiros soterrados.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mídia e a sociedade do espetáculo









entre tapas e ódios

http://www.youtube.com/watch?v=hnk7M2t3W3E